Mais 10 famílias transferidas da margem de rio para casa própria

     

    Dez famílias que viviam às margens do rio Vila Guaíra, na Vila Parolin, acordaram bem cedo nesta quarta-feira (9) para fechar as últimas caixas e conferir se nada ficou pra trás antes de embarcar no caminhão de mudança. As famílias deixaram a casa precária onde moravam e começarãouma  vida nova em casa própria, no mesmo bairro, construída pela Prefeitura. 

    A mudança faz parte do programa de reassentamento na Vila Parolin, ocupação irregular mais antiga da cidade, com mais de 50 anos, que começou em agosto passado. "É o início de uma grande transformação para esta comunidade", diz o prefeito Beto Richa. A urbanização vai beneficiar 1.507 famílias.

    "O reassentamento significa uma mudança radical na condição de vida destas famílias e marca também o início do processo de transformação da Vila Parolin", acrescenta Richa.

    O projeto de urbanização da Vila Parolin prevê o reassentamento de 677 famílias e o atendimento das demais 830 com obras de infra-estrutura. A intervenção terá um custo global de R$ 32,8 milhões, dos quais R$ 17,2 milhões são de investimentos da Prefeitura e o restante virá do Orçamento Geral da União (OGU).

    A execução das unidades para as famílias reassentadas está sendo feita em etapas, em terrenos que foram adquiridos pela Prefeitura na vizinhança da vila. O total de áreas novas incorporadas ao projeto de urbanização chega a 79,9 mil metros quadrados e significou um investimento de R$ 11,3 milhões, com recursos do município.

    Intervenção - A construção das casas para reassentamento é a primeira intervenção que ocorre nos projetos de urbanização de vilas que apresentam áreas de excessivo adensamento e domicílios em situação de risco. Com a conclusão das unidades, as famílias são gradativamente transferidas para as novas casas, liberando trechos da ocupação para a execução de obras de infra-estrutura.

    No caso da Vila Parolin, a urbanização prevista para o local inclui as seguintes obras: demarcação topográfica, execução das redes de drenagem pluvial e iluminação pública, organização do sistema viário, pavimentação de ruas, recuperação habitacional em unidades com precariedade, execução de instalações hidráulico-sanitárias nos domicílios, recuperação ambiental da margem do rio Vila Guaíra e o desenvolvimento de trabalho social com a comunidade.

    O projeto de urbanização da Vila Parolin inclui também a construção de uma escola com 14 salas de aula para atender alunos de 1ª à 4ª série do 1° grau da rede municipal de ensino. A obra já foi iniciada em um terreno localizado na esquina das ruas Lamenha Lins e Francisco Parolin. As famílias sairão de dois pontos da margem do rio. 
    Um deles é próximo à rua João Fagundes Machado e outro fica nas imediações da rua Lamenha Lins.

    Novas moradias - O prefeito Beto Richa anunciou no dia 12 de novembro a construção de mais 210 casas e apartamentos na região do Parolin, em encontro com mais de 300 moradores da região. As novas moradias fazem parte de um pacote de melhorias, que soma R$ 10 milhões.

    Entre as obras programadas estão recuperação de mais 100 imóveis, construção de um Centro de Municipal de Educação Infantil, novo Parque de Reciclagem do programa Eco-cidadão e um Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

    "Estas obras vão ajudar a diminuir as desigualdades, promover a urbanização e o desenvolvimento do Parolin", afirmou o prefeito Beto Richa. O prefeito afirmou que os novos recursos vão ampliar o projeto de reurbanização do bairro.

    Para o presidente da Associação de Moradores do Parolin, Edson Rodrigues, a Prefeitura tem mudado para melhor o bairro. "É uma gestão que trabalha para todos, fazendo obras que transformam a cidade", afirma.

    Urbanização - Os projetos de urbanização de áreas em andamento no município beneficiam 10,8 mil famílias. Destas, 4,8 vão permanecer nos mesmos locais onde vivem e receberão obras de infraestrutura e melhorias urbanas.  As outras 6 mil famílias estão em situação de risco ou insalubridade e, por isso, serão reassentadas em casas ou sobrados que estão em construção.

     As obras acontecem em 25 dos 75 bairros da cidade e têm um custo global de R$ 276,8 milhões, em recursos da Prefeitura, do Ministério das Cidades, da Caixa Econômica Federal e do Fonplata (sigla em espanhol que designa o fundo financeiro que atua nos países da bacia do rio da Prata, na América do Sul).

     

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