Publicado em 4/18/2016 10:47:41 AM

Com aprovação da Vila Acrópole, Prefeitura chega a 9,7 mil lotes regularizados em 3 anos

Assinatura do decreto vai possibilitar a escrituração de 846 famílias

A manhã deste sábado (16) foi especial para 846 famílias que vivem na Vila Acrópole, Cajuru. O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, assinou um decreto esperado há mais de 20 anos pela população local. O documento aprova junto ao município o loteamento ocupado pelas famílias no início da década de 90. Com isto, os moradores poderão finalmente obter as escrituras de propriedade dos terrenos onde vivem.

Com a regularização da Vila Acrópole, a atual gestão da Prefeitura chega a 9.702 lotes regularizados desde 2013. “Até o final do mandato outras áreas importantes serão regularizadas, para nos consolidarmos como a gestão que mais fez regularização fundiária na história de Curitiba. Não investimos muito em propaganda, pois o dinheiro do município precisa ser utilizado para o que verdadeiramente importa. É por isso que há mais de um ano não temos nenhuma família desabrigada por enchente em nossa cidade”, destacou o prefeito.

Localizada a 9,5 km do centro de Curitiba, nas margens do rio Atuba, a Vila Acrópole está passando por uma transformação. A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) está realizando um projeto abrangente. Além das escrituras, as famílias estão sendo beneficiadas com obras para melhorar a infraestrutura do local, com a implantação de 4,7 km de pavimentação asfáltica; 9,2 km de redes de drenagem e 11,3 km de redes de água e esgoto. Além disso, 192 famílias que estavam em área de preservação nas margens do rio Atuba estão sendo transferidas para novas moradias construídas nas proximidades.

Representando a comunidade, a presidente do Clube de Senhoras e Amigas da Vila Acrópole, Rosalina dos Santos de Souza, 57 anos, contou um pouco de sua história. “Sofri muito desde que chegamos aqui, mas nunca desistimos de acreditar em nosso sonho. Foram dias difíceis, mas graças a Deus superamos as barreiras e agora vamos ser os donos de fato daquilo que já é nosso”, comemora.

A falta de infraestrutura adequada tornava sofrida a vida da população local. Rosalina, que na comunidade é conhecida por Dona Rosa, um dia ficou tão sensibilizada com as dificuldades da vizinhança, que pegou todos os legumes que tinha em casa e mais as duas últimas xícaras de arroz e fez um sopão. “Naquele dia consegui alimentar 45 crianças das famílias mais carentes”, relembra. O sopão da Dona Rosa virou uma tradição dos sábados na Vila Acrópole, interrompida somente ano passado em virtude de uma cirurgia que ela precisou fazer.

Já o aposentado Odair Gusmão, 52, que também foi um dos primeiros moradores da região, enxerga outro significado para a obtenção da escritura. “A documentação de posse é uma segurança para o futuro. Meu filho, criado aqui e hoje com 18 anos, quer montar um negócio em casa. Já falei pra ele que assim que tivermos a documentação em mãos, ele pode decidir em que ramo quer atuar”, destaca.

Festa

A festa em comemoração da conquista dos moradores contou com a participação de diversas secretarias municipais e da própria comunidade, com oferta de serviços, apresentações musicais, roda de capoeira, brinquedos infantis e doação de mudas.

Estiveram presentes a vice-prefeita, Mirian Gonçalves, o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues, o secretário municipal do Urbanismo, Reginaldo Cordeiro, a secretária da Mulher, Roseli Isidoro, o administrador da Regional Cajuru, José Ribeiro, o líder do prefeito na Câmara, Paulo Salamuni e os vereadores Pedro Paulo, Cristiano Santos, Pier Petruzzello, Luis Felipe Braga Cortes, Professora Josete e Serginho do Posto.

Para a dona de casa Fátima Aparecida da Luz, 43, sua residência nem de longe se parece com o que era quando ela chegou na vila, quase 20 anos atrás. “Toda vez que chovia a casa ficava embaixo da água. Foi muita luta durante esses anos e ter a escritura dessa casa que já é a herança dos meus filhos me deixa muito feliz”, conta ela, que mora com o marido e os filhos, de 24 e nove anos.

Liderança com participação ativa na comunidade, a vendedora de salgados Nailse Barbosa dos Santos, 43, é conhecida na região como Morena. Moradora há 16 anos, ela viu de perto as mudanças ocorridas na vila nos últimos anos, mas nada a deixa tão feliz quanto à regularização da área. “Saber que as famílias vão ter uma garantia para deixar para os filhos é o mais importante. Eu tenho duas filhas. Não sei o dia de amanhã, mas sei que essa casa será delas”, conclui.

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