Publicado em 5/31/2016 4:04:38 PM

Cohab oferece atividades de educação ambiental para crianças de área de intervenção

Alunos de escola municipal aprendem a plantar, colher e preparar alimentos saudáveis

Crianças de cinco a 11 anos da Unidade de Educação Integral Pilarzinho estão participando de um trabalho de educação ambiental oferecido pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). A escola está localizada na Vila Nori, área de ocupação irregular que está sendo beneficiada com intervenção da Cohab, que além da questão habitacional atua em outras frentes para melhorar a qualidade de vida da população atendida.

Dos 299 domicílios cadastrados na vila, somente 125 poderão permanecer no local, porque não representam risco para as famílias nem contrariam a legislação ambiental. As demais 174 famílias que se encontram em pontos impróprios para moradia, estão sendo transferidas para novos empreendimentos: 43 receberam novos sobrados no conjunto Maringá II, 79 foram para apartamentos nos Residenciais Aroeira e Imbuia, e 52 aguardam a conclusão do conjunto Maringá I.

A maior parte das 70 crianças que participam do projeto mora na Vila Nori, que além da regularização fundiária, está sendo beneficiada com obras de infraestrutura, como pavimentação de vias e implantação de redes de drenagem, água e esgoto.

Horta
No período da manhã as crianças realizam atividades extracurriculares artísticas, esportivas e ambientais. E no período da tarde, elas desenvolvem o aprendizado normal, do 1º ao 5º ano. Entre as atividades ambientais está a produção de uma horta, com alface, rúcula, rabanete, almeirão, cebolinha e salsinha.

A produção da horta é uma parceria da Cohab com a Secretaria Municipal do Abastecimento (SMAB), que realiza visita técnica, dá orientações e fornece insumos e mudas.

Nas aulas práticas, os alunos são divididos em grupos para realizarem as diferentes etapas, como adubar, plantar, retirar o mato e colher. O pequeno Yuri da Silva, 9, revela o gosto que tem tomado pelas ações realizadas na horta. “Gosto de mexer com terra e acho legal quando a gente tira a alface e leva pra comer, eu acho que fica mais gostosa que a do mercado”, diz.

De acordo com a pedagoga Simeia Araújo Brasileiro, as atividades ambientais estão sendo de grande relevância, uma vez que o paladar dos alunos está melhorando. “A maioria deles não gostava de comer verduras, agora eles repetem o prato. É bonito de ver a empolgação porque eles colhem e comem tudo o que plantam”, conta.

Além da mudança nos hábitos alimentares, o técnico ambiental Vagner Natalício Cypriano de Aguiar explica que a ação aborda também outras temáticas. “Eles estão aprendendo sobre saúde, higienização e sobre a segurança de ingerir alimentos sem agrotóxicos e cultivados por eles mesmos”, explica.

E o aprendizado ultrapassa a escola, como no caso de Vitória Gabrieli, 10, que levou o conhecimento para casa. “Pedi para o meu pai me ajudar e a gente fez uma horta na minha casa. Agora, além de comer alface, tomate, rúcula e outras coisas saudáveis na escola, eu também como junto com a minha família, conta.

Boa alimentação
O estudante Maycon, 11, está aprendendo não só sobre educação ambiental, mas também a importância de consumir alimentos sadios. “Agora estou começando a gostar de verdura, aqui aprendi a comer alface que é o que eu mais gosto”, revela.

Após a colheita, é hora de preparar os vegetais para o consumo e o trabalho é feito com a coordenação de uma professora que ensina aos pequenos como lavar os alimentos. A aluna Emile explica a importância desse processo. “Se a gente não lavar antes de comer, pode ter bichos e terra nas folhas”, afirma. E na hora do almoço, os pratos são tão verdes quanto a horta feita pelos alunos.

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