Publicado em 1/25/2017 3:22:40 PM

Famílias transferidas pela Cohab começam uma vida nova no Cajuru

“Vamos cuidar das pessoas e do meio ambiente buscando alternativas inovadoras e sustentáveis para garantir moradias dignas, preservação dos mananciais e das nascentes dos rios”, diz o prefeito Rafael Greca.

Janeiro de 2017 tornou-se um marco na vida da diarista Dilma Santana, de 37 anos. Ela faz parte de uma das oito famílias transferidas nesta terça-feira (24) de uma área de ocupação irregular para o Moradias Alamanda, empreendimento residencial coordenado pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) para urbanizar e promover regularização fundiária na Vila Acrópole, no Cajuru.

Dilma e a filha, Luana Kamilly, de 10 anos, moravam em uma área insalubre, mas agora construirão outra história, em um sobrado de alvenaria onde viverão com segurança e conforto. As oito famílias transferidas nesta terça-feira se juntam a outras 61 que foram reassentadas no Moradias Alamanda em novembro. Outros seis sobrados serão entregues em breve a famílias que estão sendo preparadas para a mudança.

“Vamos cuidar das pessoas e do meio ambiente buscando alternativas inovadoras e sustentáveis para garantir moradias dignas, preservação dos mananciais e das nascentes dos rios”, diz o prefeito Rafael Greca.

Moradias Alamanda

Formado por 75 unidades – 13 casas térreas e 62 sobrados –, o empreendimento integra um projeto maior que prevê beneficiar mais de quatro mil pessoas, recuperar o meio ambiente e promover obras de infraestrutura em uma área de 600 mil metros quadrados, localizada a 9,5 km do Centro da cidade.

Para Dilma, que aguardou com ansiedade o dia da mudança, a tarefa de encaixotar móveis, roupas e utensílios foi feita com alegria e disposição. Tudo organizado com capricho para recomeçar e deixar para trás a insegurança dos dias vividos na antiga casa, construída com placas de compensado e madeiras velhas. Frestas nas paredes, buracos no chão e o lixo abandonado ao entorno do terreno eram alguns dos problemas enfrentados, além da presença constante de insetos, ratos, cobras. “Sempre sonhei em montar um quarto bonito para a minha filha, que é muito estudiosa e merece. Minha meta era viver com segurança e conforto, ter  serviços de água e luz regularizados, por isso estou realizada”, comemora Dilma.

A diarista tem planos para nova casa e se preparou para colocá-los em prática. Enquanto aguardava a entrega das chaves, comprou lajota para o piso, tijolos para construir muro, tinta rosa para pintar o quarto da filha. Tudo planejado para melhorar ainda mais o novo lar e a partir das orientações recebidas da equipe de Serviço Social da Cohab, responsável pelo acompanhamento das famílias.

O novo sobrado tem 42 metros quadrados, distribuídos entre sala e cozinha conjugada, banheiro, dois quartos e espaço para lavanderia. A pintura e a organização do quarto da filha será prioridade para Dilma, que aguarda a entrega dos móveis novos que comprou para o cômodo. 

Novo endereço

Outra família transferida para o residencial foi a de Izabel Aparecida Avila, de 34 anos, que levou três dos cinco filhos. Duas filhas mais velhas, já casadas, serão visitantes no novo endereço que Izabel agora se orgulha em poder apresentar. “Finalmente receberei correspondências, terei comprovante de residência, privacidade e espaço adequado para receber família e amigos. Isso era impossível para nós, que vivíamos entre a sujeira abandonada ao redor da casa e sob o risco de enchentes”, disse Izabel.

Além de espaço para os filhos, Izabel se preocupou em preparar um ambiente adequado para levar os três cachorros da família. Os cuidados com os animais de estimação, como a necessidade de manter em dia as vacinas e a higiene, estão entre as orientações repassadas pela equipe do Departamento de Serviço Social da Cohab, responsável pelo acompanhamento das famílias nas ações de pré e pós reassentamento.

Assistentes sociais que compõe a equipe fazem o mapeamento e a identificação das famílias e as preparam para a vida nas novas moradias. O acompanhamento inclui inserção das famílias à rede de serviços públicos, orientação e incentivo a atividades de empreendedorismo. “As ações do Trabalho Social da Cohab tem o objetivo de promover a participação, autonomia e inserção das famílias na cidade formal", explica a assistente social, coordenadora do projeto, Rosângela Ribas.

A Cohab prepara as famílias, oferece o transporte e acompanha a mudança. Depois da saída, a área ocupada irregularmente passará por recuperação ambiental, com a limpeza dos terrenos, recuperação das margens do Rio Atuba, recomposição da vegetação e obras de infraestrutura. “A intervenção na Vila Acrópole garantirá melhores condições de vida às pessoas e ganhos ambientais para a região, pois a faixa do rio que estava comprometida pela ocupação será recuperada”, diz o presidente da Cohab, José Lupion Neto.

Intersetorial

Reassentar famílias de áreas de risco está entre as ações do programa habitacional executado pela Cohab e é um trabalho intersetorial, com o apoio de outros órgãos e secretarias municipais executoras das políticas sociais no município, como assistência social, educação, saúde e abastecimento.

Sempre que possível, a transferência das famílias é feita para áreas próximas ao local de origem, para que as pessoas mantenham os vínculos com os vizinhos e com a região. Foi o que aconteceu com as famílias transferidas para o Moradias Alamanda, distante pouco mais de um quilômetro da área de origem.

O projeto do Jardim Acrópole é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com contrapartida da Prefeitura de Curitiba e do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS) no valor total de R$19,5 milhões.

Serão beneficiadas mais de mil famílias com unidades habitacionais nos residenciais Alamanda e Irati e com casas erguidas em lotes localizados dentro das vilas, em áreas onde é autorizada a construção. Outras famílias estão sendo atendidas com a regularização fundiária, com a titulação dos lotes onde vivem.

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