Publicado em 6/1/2017 3:04:56 PM

Nova casa transforma a vida de Erisson e outras famílias da Vila Lorena

A mudança foi a quinta realizada pela Cohab dentro da vila neste ano e integra um grupo de 15 famílias contempladas com novas moradias

Quando viu as máquinas derrubarem as paredes da casa onde viveu por 17 anos, o pedreiro Erisson Antônio Maess, de 53 anos, comemorou. Em vez de tristeza, a demolição da precária moradia erguida na Vila Lorena, área de ocupação irregular no bairro Uberaba, sinalizou o início de uma etapa melhor em sua vida.

A demolição aconteceu imediatamente após ele ter sido reassentado para uma nova casa de alvenaria, construída pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), ao lado da anterior.

Agora, Erisson tem um lar seguro, confortável e dentro de uma área que está em processo de regularização fundiária. A antiga casa era de madeira, estava com o forro comprometido, infestada por cupins e risco de desabamento. Outro problema era a localização: foi erguida em local onde serão realizadas obras que garantirão melhorias no sistema viário da região. “Agora sim eu terei um lar de verdade para viver em paz. Dá até para chamar os amigos para uma visita sem ter medo de que o telhado caia na cabeça de alguém”, diz Erisson.

A mudança do pedreiro foi a quinta realizada pela Cohab dentro da vila neste ano e integra um grupo de 15 famílias contempladas com novas moradias construídas a partir de recursos financiados pelo Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS). Foram investidos R$ 600 mil nas casas cuja construção fez parte do projeto de urbanização e regularização fundiária da Vila Lorena.

“Quanto mais pudermos, mais faremos para melhorar a qualidade de vida das pessoas, seja por meio da moradia digna ou pela recuperação e preservação de nossos rios e áreas verdes”, diz o prefeito Rafael Greca. “É para garantir a outros curitibanos a mesma alegria vivida pelo Erisson que propomos um plano de recuperação para equacionar dívidas herdadas e retomar os investimentos e a eficiência em nossos serviços.”

O projeto na Vila Lorena teve início em 2007, com o cadastramento das famílias e acompanhamento da equipe do Serviço Social da Cohab. O objetivo era melhorar as condições de habitação dos moradores e promover a recuperação ambiental da área que ocupa 14.685 metros quadrados, na região leste da cidade.

Intervenção

A Vila Lorena foi ocupada há mais de quatro décadas por um grupo de famílias em situação de extrema pobreza, que passou a viver em condição de insalubridade devido ao adensamento excessivo e a precariedade das casas. O acumulo de lixo era outro grande problema.

A intervenção na área foi planejada e tem sido executada a partir de três frentes de trabalho. O projeto inclui a construção de novas moradias, a regularização das habitações dentro de espaços edificáveis na própria vila e as obras de infraestrutura. A partir do reassentamento de 50 famílias para o empreendimento Moradias Primavera, construído bem próximo da vila, foi possível iniciar o processo de urbanização da área com obras de infraestrutura que melhoraram as condições de vida de 72 famílias.

Foram executados 450 metros de rede de esgoto, 210 metros de rede de drenagem, 448 metros de rede de água e mais de 900 metros quadrados de vias asfaltadas. As obras de infraestrutura contaram com recursos de R$ 268 mil, financiados pela Caixa Econômica Federal.

A etapa seguinte foi a substituição de moradias precárias por 15 novas casas construída dentro da vila com recursos do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS). O FMHIS utiliza receitas geradas no município e tem como principal fonte a arrecadação proveniente da aplicação do mecanismo do solo criado (quando as empresas construtoras pagam para acrescentar área construída ou pavimentos em seus empreendimentos). O fundo é gerenciado pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e tem a Cohab como agente operador.

A mudança do pedreiro é um marco dentro do projeto, explica o diretor técnico da Cohab, Mauro Kugler. “Finaliza a etapa dos reassentamentos e dá sequência ao processo de urbanização e recuperação ambiental da área”, conta Kugler.

A regularização fundiária, com a entrega de títulos de propriedade será a última etapa do projeto e já está em andamento. “Nossos projetos preveem interferência diferenciada, com a melhoria das condições de moradia das famílias, mas sobretudo, com investimentos na recuperação e preservação do meio ambiente que impacta em melhores condições de vida para toda a população”, diz.

Moradias

A finalização de projetos de reassentamentos como a realizada na Vila Lorena estão entre as ações priorizadas pela Cohab nos primeiros seis meses deste ano. Também foram entregues moradias para 13 famílias na Vila Terra Santa (Tatuquara), três na Vila Savana (Guabirotuba) e 14 no Moradias Alamanda (Cajuru).

Além destas entregas foram retomadas obras importantes que haviam sido interrompidas na gestão anterior, como o empreendimento Maringá I, no bairro Cachoeira. São 156 moradias – 94 casas térreas e 62 sobrados – que já deveriam ter sido entregues a famílias que vivem em situação de risco na Vila Nori, no Pilarzinho, caso as obras não tivessem sido interrompidas em 2015.

A retomada das obras foi determinada pelo prefeito Rafael Greca, com investimento de R$ 8,7 milhões, provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Caixa Econômica Federal.

No Cajuru, as obras de urbanização da Vila Acrópole, que estavam com atraso de aproximadamente oito meses, ganharam novo ritmo. Outra obra iniciada neste semestre foi a construção de 11 casas térreas de alvenaria para reassentar famílias que vivem em situação de risco na Vila Bela Vista da Ordem, no Tatuquara.

O investimento nas obras será de R$ 648 mil, provenientes do FMHIS. Parte deste valor será direcionado à construção de outras três casas nos bairros Fazendinha, Cajuru e Campo do Santana.

O mesmo empenho feito pela administração para retomada e início de novas obras foi dado para resolver um nó burocrático da Cohab, a recuperação da Certidão de Tributos Federais.

A ausência desta certidão desde janeiro de 2016 impedia a Cohab de fazer seu trabalho para a titulação de lotes, de retomar obras abandonadas pela administração anterior e de contratar novos projetos. Com a obtenção do documento foi possível, entre outras ações, entregar 230 títulos de propriedades a famílias atendidas nos projetos habitacionais. Em breve, outras famílias serão beneficiadas com a entrega de novos títulos.

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