Publicado em 7/12/2017 2:42:03 PM

Famílias preparam a mudança para novas casas da Cohab no Cachoeira

Grupo de 21 famílias está sendo preparado pela equipe do Serviço Social da Cohab para em agosto, mudar para as primeiras unidades que estão sendo concluídas no Moradias Maringá 1.

Falta pouco para a rotina da diarista Greisielen Nascimento, de 30 anos, mudar completamente. Em poucas semanas, ela, o marido e os dois filhos trocarão uma precária casa de madeira, erguida sobre um dos morros da Vila Nori, no bairro Pilarzinho, por uma das 156 unidades do empreendimento Moradias Maringá 1, construído pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) no Cachoeira.

O novo lar é a esperança de dias melhores para a família que vive em uma casa de apenas dois cômodos, sem banheiro e com risco de desabamento. Improvisado no porão da casa, com piso de chão batido, e pouca estrutura o banheiro é, por unanimidade, considerado o espaço de castigo da família. “Basta chamar para o banho para ouvir o choro das crianças”, diz Greisielen.

O chuveiro só pode ser usado pela manhã, quando há mais iluminação e calor. “Elas odeiam porque passam muito frio. Tem que tirar do chuveiro, enrolar em cobertas e levar correndo para cima para que não fiquem doentes ou já se sujem outra vez”, diz a diarista. Mas Greisielen faz parte do grupo de 21 famílias que está sendo preparado pela equipe do Serviço Social da Cohab para em agosto, mudar para as primeiras unidades que estão sendo concluídas no Moradias Maringá 1.

Lá, o banheiro deverá ser um espaço tão disputado quanto a sala, onde a diarista faz plano de reunir os filhos durante as refeições. Na casa atual, por falta de espaço para uma mesa, almoço e janta acontecem sobre os colchões espalhados pelo único cômodo. “Quero arrumar a cozinha e a sala bem bonitas para a gente ficar reunido”, conta Greisielen.

Outras 135 famílias serão reassentadas no Moradias Maringá, as mudanças acontecerão a medida que as unidades habitacionais – são 94 casas térreas e 62 sobrados – forem sendo concluídas, até completar as 156 relocações. O empreendimento já deveria ter sido finalizado não fosse a paralisação das obras no ano passado, durante a administração anterior. Além do atraso, a interrupção causou prejuízos como a depredação das estruturas que haviam sido erguidas e o roubo de materiais.

Em maio deste ano, a partir de determinação do prefeito Rafael Greca, as obras foram retomadas e o ritmo passou a ser intenso para garantir que a entrega das moradias aconteça o mais breve possível. “Tanto a conclusão do empreendimento quanto as obras de infraestrutura necessárias para a urbanização da área de origem das famílias foi estabelecida como uma das prioridades deste primeiro ano de gestão. Para isso, renegociamos contratos e buscamos novas fontes de recursos”, disse o presidente da Cohab, José Lupion Neto.

O investimento para que as obras voltassem a acontecer foi de R$ 8,7 milhões, provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Caixa Econômica Federal e do município. Os recursos estão sendo aplicados na finalização das moradias e para promover a recuperação ambiental das áreas onde as famílias viviam. As obras agora evoluem dentro do cronograma estabelecido o que permitirá que, até o fim do ano, um novo lote de unidades seja entregue e outras famílias reassentadas.

Área adensada

Neste primeiro grupo outra família também já planeja os dias na nova casa. Aparecido Ferreira Gonçalves, de 49 anos, mudará com a esposa e os três filhos. A moradia onde vive a família fica em uma área bastante adensada, em um local onde está prevista a abertura de uma nova via, a partir do projeto de urbanização da Vila Nori. “Eu ainda nem mudei, mas sei que lá será muito melhor. Hoje a gente vive amontoado e nossa filha tem que dormir de favor na casa dos outros por falta de espaço”, diz Aparecido.

As famílias, dependendo da composição, morarão em casas ou sobrados de alvenaria com até três quartos. Há ainda unidades adaptadas que serão destinadas às pessoas em cadeiras de rodas. Aparecido ainda participará do sorteio que definirá em qual das unidades morará, porém, já listou uma série de benefícios que tem a certeza que conquistará. “Será uma casa maior e melhor e nós vamos poder fazer planos. Viver na insegurança, sem ter o que é da gente é muito triste”, diz Aparecido.

O Moradias Maringá 1 ocupa cerca de 30 mil metros quadrados de área, localizada no fim da Rua David Bodziak, quase na divisa com Almirante Tamandaré. Fica ao lado do Moradias Maringá 2, empreendimento com 43 moradias para onde já foram reassentadas famílias da Vila Nori.

Ocupação

A Vila Nori é uma área de ocupação irregular, surgida no início da década de 1970, localizada a aproximadamente 9 km do Centro, no bairro Pilarzinho. É uma área de morros, sujeita a deslizamentos e com restrições ao uso habitacional, perto da Área de Preservação Permanente (APP) do córrego afluente do rio Barigui.

Além do reassentamento das 156 famílias o projeto prevê a implantação de infraestrutura urbana, recuperação ambiental da área que margeia rios afluentes do Barigui e regularização fundiária.

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