Publicado em 10/10/2017 5:49:13 PM

Ongs e município se unem para melhorar vida na vila

As 270 famílias que vivem na Portelinha estão recebendo acompanhamento especial da Prefeitura desde setembro

Com a participação de parceiros da sociedade civil organizada, equipes da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) e da Fundação de Ação Social (FAS) iniciaram na segunda-feira (9/10) uma ação integrada na Vila Portelinha, área de ocupação irregular em Santa Quitéria. O grupo se reuniu na área para dar continuidade às ações desencadeadas pela Prefeitura de Curitiba para melhorar a qualidade de vida, as condições de moradia e promover o desenvolvimento social da comunidade formada por 270 famílias.

Formado por representantes das organizações não governamentais Teto, Soma, Engenheiros sem Fronteiras e do Escritório Verde, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), o grupo visitou as casas em situação de maior precariedade e risco para iniciar a elaboração do projeto para a melhoria das questões habitacionais.

Um novo encontro deverá acontecer nas próximas semanas, na sede da Cohab, para que o grupo discuta possibilidades de melhorias nas moradias das famílias mapeadas pela Cohab e que apresentam maior vulnerabilidade. “O objetivo é que cada organização, dentro da sua especificidade, contribua na estruturação deste projeto de intervenção que já começou a ser realizado para melhorar as condições de moradias desta comunidade”, disse a assistente social da Cohab, Elaine Christina Haddad.

Força-tarefa

As 270 famílias que vivem na Portelinha estão recebendo acompanhamento especial da Prefeitura desde setembro, quando foi realizada uma força-tarefa para levar os serviços públicos para perto dos moradores. “Órgãos da administração municipal estão articulados e trabalhando para potencializar o atendimento a comunidade da Vila Portelinha, porém, a participação de parceiros da sociedade civil nos permitirá ampliar as propostas de intervenção e dar respostas mais rápidas às famílias”, diz o presidente da Cohab, José Lupion Neto.

A ocupação na Vila Portelinha teve início em 2007, em um terreno particular, e se expandiu para áreas que pertencem à Copel e ao município – parte delas é de proteção ambiental. As 30 famílias originais se transformaram nas atuais 270, muitas das quais vivem hoje à beira de rio, em áreas de alagamento. Os proprietários do terreno particular obtiveram reintegração de posse na Justiça, mas até agora ela não efetivada.

Em agosto, durante encontro com moradores da área, o prefeito Rafael Greca apresentou uma proposta para a construção de um projeto para regularização fundiária, de urbanização e desenvolvimento social da área, iniciando com o levantamento jurídico, fundiário e tributário da área, além da feira de serviços já realizada e que atendeu 400 pessoas com ações nas áreas de Educação, Ação Social, Saúde, Abastecimento, Meio Ambiente, Proteção Animal e Esporte e Lazer.

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