Nos projetos urbanização, Mulheres são maioria

    As mulheres representam 68,5% dos atendimentos nos projetos de urbanização de áreas irregulares e de reassentamentos do programa habitacional do município.

     

    As mulheres representam 68,5% dos atendimentos nos projetos de urbanização de áreas irregulares e de reassentamentos do programa habitacional do município. Das 18.054 famílias cadastradas pelo serviço social da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Curitiba) nos últimos quatro anos, 12.366 são comandadas por mulheres.

    "Elas concentram a maior parte da clientela do segmento mais carente do programa habitacional do município e, por isso, têm prioridade no atendimento", diz o presidente da Cohab, Mounir Chaowiche.

    Esta concentração pode ser explicada por dois fatores. Um deles é uma característica peculiar no perfil das famílias atendidas pelos projetos de urbanização e reassentamento, já que a maioria delas é formada a partir de uniões informais. Outro fato bastante comum nas áreas irregulares é a existência de domicílios chefiados por mulheres com filhos mas sem companheiros.

    Quando encontram estes casos, os técnicos da Cohab seguem uma diretriz da Companhia que determina que o titular do atendimento seja a mulher. "O documento do imóvel é feito em nome da mulher para preservar a segurança da família, pois temos a convicção de que os vínculos que ela mantém com a casa e com os filhos são mais fortes e duradouros", explica Chaowiche.

    O cadastro do serviço social da Cohab é uma espécie de porta de entrada das famílias de áreas irregulares nos programas habitacionais do município. Todas as áreas que serão beneficiadas são mapeadas, com a contagem e a numeração dos domicílios. Depois as famílias são identificadas e entrevistadas pelos assistentes sociais e estagiários. Com os dados recolhidos em campo, é elaborado o perfil socioeconômico da comunidade. Este trabalho serve como base para o trabalho que os técnicos sociais desenvolvem nas áreas paralelamente às obras de engenharia.

    O cadastro é como uma radiografia da ocupação e permite conhecer a realidade de cada área onde a Cohab está fazendo intervenção. No momento, as obras de urbanização e construção de casas para reassentamento de moradores em situação de risco abrangem 39 vilas, com benefícios para cerca de 9 mil famílias.

    De acordo com os dados dos cadastros do serviço social, nas 12.366 famílias onde a mulher aparece como titular do atendimento, a maior parcela (52,5%) têm entre 31 e 50 anos. Outros 24,6% das mulheres têm até 30 anos; 12,5% têm entre 51 e 59 anos e o restante, 10,6%, têm mais de 60 anos.

    Contratos - Na outra ponta de atendimento do programa habitacional do município - que alcança famílias inscritas no cadastro de pretendentes a imóveis construídos pela Cohab - as mulheres também estão ampliando a sua participação. Hoje, elas representam 54,5% dos candidatos à casa própria e são responsáveis por 52,3% dos contratos de aquisição de imóveis assinados com a Companhia.
     

     

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