Modelo habitacional de Curitiba poderá ser adotado em Blumenau

A secretaria de habitação local quer utilizar experiência curitibana em reassentamentos e regularização fundiária para eliminar áreas de risco na cidade

A cidade de Blumenau, a terceira mais importante de Santa Catarina, quer aproveitar a experiência de Curitiba na regularização e urbanização de áreas irregulares e no reassentamento de famílias em situação de risco para implantação do seu programa habitacional. A intenção foi manifestada durante visita do secretário de regularização fundiária e habitação da Prefeitura de Blumenau, Álvaro Pinheiro, à Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) nesta segunda-feira (12).

Pinheiro, acompanhado de assessores, foi recebido pelos diretores Mounir Chaowiche (presidente), João Elias de Oliveira (financeiro e administrativo), Teresa Oliveira (técnica) e João Carlos Fontoura (obras), e conheceu os projetos que a Cohab está executando em 42 áreas irregulares, para atender de 10,8 mil famílias - das quais 6 mil estão sendo transferidos das margens de rios para casas e sobrados construídos em empreendimentos regulares.

Com cerca de 300 mil habitantes, o município de Blumenau tem um grande desafio pela frente: eliminar as áreas de risco para moradia, localizadas principalmente em encostas. A urgência no cumprimento desta tarefa surgiu após as enchentes de novembro de 2008, que desabrigou 2,5 mil famílias e deixou o município em situação de calamidade. Até hoje existem 300 famílias vivendo em abrigos temporários.

Para atuar nos locais críticos, a Prefeitura está fazendo o mapeamento das ocupações irregulares e definindo novas áreas para expansão urbana. O custo elevado dos terrenos, em função da topografia da cidade e do pequeno coeficiente de aproveitamento das áreas livres, é um dos entraves que a secretaria enfrenta, diz Cordeiro.

No momento, estão em construção 2,4 mil apartamentos com recursos do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. As unidades devem atender famílias atingidas pelas enchentes. Além disso, o município está contratando R$ 170 milhões do programa Pró-Moradia, também do governo federal, para atuar em quatro áreas críticas de ocupação irregular. “Queremos conhecer o trabalho de Curitiba na habitação popular, porque o que é bom deve ser copiado”, falou Pinheiro.

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