Governo federal vistoria obras do PAC em Curitiba

Para assessor especial da Presidência da República, a condução do programa em Curitiba credencia a Prefeitura e receber recursos do PAC 2 para habitação

O gerente sul do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Julio Héctor Marin Marin, visitou nesta quinta-feira, as obras de urbanização das Vilas Audi, Menino Jesus e Parolin, que estão sendo desenvolvidas pela Prefeitura de Curitiba com financiamento do governo federal. Ele estava acompanhado de diretores e técnicos da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) e da Caixa Econômica Federal.

As três vilas incluídas no roteiro de Marin fazem parte de um programa mais amplo, que inclui mais 39 áreas irregulares em processo de urbanização pelo município em parceria com o governo federal. No total, serão beneficiadas cerca de 10 mil famílias, das quais 6 mil vivem hoje em situação de risco na margem de rios e estão sendo gradativamente reassentadas em casas e sobrados construídos pela Cohab.

Para Marin, que é assessor especial da Subchefia de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, o andamento das obras do PAC em Curitiba é satisfatório e permite identificar desde já as transformações que elas vão gerar na vida das famílias beneficiárias.

“Na Vila Pantanal, por exemplo, podemos ver duas realidades diferentes. De um lado está a ocupação onde a situação dos moradores é muito precária, e do outro lado estão as casas novas, erguidas para reassentamento. É um visual muito impactante, porque mostra os dois extremos e deixa claro de que forma a ação do poder público pode fazer diferença na vida das famílias”, disse o gerente.

Segundo ele, a visão das duas realidades em um mesmo espaço tem também um efeito didático, “pois pode mostrar à população como uma ocupação feita de maneira desordenada e em local impróprio pode trazer prejuízos para a cidade, para o meio ambiente e para os próprios moradores”.

Com 765 domicílios cadastrados pelo serviço social da Cohab, a Vila Pantanal, localizada no Boqueirão,  é uma ocupação que surgiu no final da década de 80 ao lado do pátio de manobras da extinta Rede Ferroviária Federal, em local sujeito a alagamentos, nas imediações da APA (Área de Preservação Ambiental) do rio Iguaçu. Agora, com a urbanização em andamento, as famílias que estão em situação de risco e insalubridade serão transferidas para casas e sobrados que estão em construção em trechos da Vila que não têm restrições para o uso habitacional.  Além das unidades de reassentamento, o projeto também prevê infraestrutura para toda a área e melhoria habitacional para os moradores que não serão reassentados mas tem moradia precária.

De acordo com Marin, as obras do PAC em Curitiba podem ser consideradas exemplares e servem de modelo para os outros estados do sul do país - região onde ele gerencia juntamente com o estado de Mato Grosso do Sul os projetos do PAC. “Estamos tranquilos porque a Prefeitura e a Cohab estão tocando bem todas as intervenções”, falou. O acompanhamento das obras está sendo feito mensalmente, em reuniões do chamado GGI - Grupo Gestor Integrado, que reúne técnicos das diversas instâncias envolvidas na implantação do PAC.

Para Marin, os bons resultados obtidos até aqui em Curitiba credenciam a Prefeitura e pleitear recursos do PAC 2, lançado pelo governo federal no mês passado. “O programa curitibano é bem amplo e deve ter continuidade para dar mais efetividade às ações para melhoria de qualidade de vida das famílias que vivem em favelas”, disse ele.       
 

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