Publicado em 6/25/2010 6:09:53 PM

Programa de reassentamento de famílias oferece mais do que moradia digna

Prefeitura também investe em equipamentos urbanos para aumentar a qualidade de vida da população

A prefeitura de Curitiba está investindo R$ 9,3 milhões para complementar o programa de urbanização de ocupações irregulares e reassentamento de famílias que vivem em situação de risco. “Os empreendimentos para reassentar as famílias geram maior demanda por serviços municipais próximos, por isso fizemos este investimento adicional para a construção de 11 novos equipamentos de utilidade pública”, diz o prefeito Luciano Ducci.
Os R$ 9,3 milhões de recursos adicionais da prefeitura estão sendo utilizados para a implantação de um CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) no Moradias Faxinal, no Santa Cândida; um CMEI no Moradias Itaqui, no Tatuquara; um CMEI,  um CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) e uma academia ao ar livre na Vila Parolin, no Parolin; um CMEI e um Centro da Juventude no Moradias União Ferroviária, na Vila Audi, Cajuru; um CMEI, uma academia ao ar livre e um Armazém da Família no Moradias Jandaia, no Ganchinho;  um CRAS no Moradias Maringá, no Cachoeira.
Nas áreas novas, 35% da área bruta dos empreendimentos é destinada a implantação de novos equipamentos urbanos. “É uma visão mais abrangente sobre moradia. Não basta tirar as famílias da beira do rio e construir as casas. O projeto inclui escolas, creches, armazéns da família, academias ao ar livre, pavimentação de ruas e o que mais for necessário para garantir uma vida mais digna para os reassentados”, diz João Elias de Oliveira, presidente da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab).
“Boa parte destas obras entraram na programação para serem realizadas já neste ano e as demais serão iniciadas em 2011”, explica Luciano Ducci.

Atuação conjunta

A intervenção nos locais impróprios para moradia – ocupações irregulares nas margens de rios – é realizada de forma integrada por diversas secretarias vinculadas ao poder municipal. Em princípio, técnicos da Cohab cadastram as famílias e colhem informações sobre a quantidade de filhos e situação de trabalho.
Em seguida, profissionais do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) realizam uma pesquisa em conjunto com as secretarias de Saúde, Educação, Abastecimento, Esporte e Lazer, além da Fundação de Ação Social (FAS) para saber se os equipamentos públicos de determinada região são suficientes para suprir a demanda dos moradores.

O programa

Curitiba está realizando o mais amplo programa de urbanização de sua história, com atuação simultânea em 43 vilas e benefícios diretos para cerca de 11 mil famílias que vivem em situação de risco. “Nossa meta é que ninguém mais more em sub-habitações, com condições precárias de higiene e saúde. A Prefeitura quer transformar todas as favelas em locais integrados aos bairros, com direito a todos os serviços municipais”, afirma Luciano Ducci.
As obras envolvem recursos da ordem de R$ 250 milhões, da Prefeitura, governo federal e organismos financeiros, como o Fonplata (sigla em espanhol que designa fundo financeiro que atua nos países da bacia do rio da Prata).
 
Urbanização progressiva

Com recursos dos contratos PAC - OGU e Pró-Moradia, os empreendimentos para reassentar famílias ganharão as seguintes obras complementares: uma escola de 1ª à 4ª série, com 14 salas de aula na Vila Parolin; uma escola de 1ª à 4ª série, com 12 salas de aula, um CMEI e um CRAS no Moradias Corbélia; um CMEI e uma unidade de atendimento da FAS no Moradias Arroio.
O programa de urbanização de ocupações irregulares pretende acabar com as favelas da cidade e criar novas áreas de habitação integradas aos bairros, sem esquecer o natural crescimento das regiões. “Os empreendimentos nos quais reassentamos as famílias são pensados para se desenvolver a médio e longo prazo. Primeiramente com investimentos do poder público e na sequencia com a iniciativa privada que investe e dá vida própria aos bairros”, diz João Elias.
Além de proporcionar casa nova e todos os equipamentos urbanos para os moradores, o projeto também conta com um componente ambiental. Ao tirar as famílias dos locais impróprios para moradia, 32 quilômetros de margens de rios serão recuperados nas principais bacias hidrográficas do município: Belém, Iguaçu, Formosa, Ribeirão dos Padilha, Atuba, Barigui e Passaúna.
“É um programa completo, planejado para mudar a realidade não só das famílias diretamente atendidas, mas para elevar ainda mais o conceito de nossa Curitiba, referência para outras grandes cidades”, afirma o prefeito.
 

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