Publicado em 7/8/2010 9:37:28 AM

Reassentados do Parolin experimentam vida nova

136 famílias já deixaram a beira do rio Vila Guaíra para morar em casas de alvenaria construídas pela Cohab.

Passaram-se 15 dias desde a última entrega de casas realizada pela Prefeitura e Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) no Parolin. Ao todo 136 famílias já receberam suas novas moradias e deixaram a beira do rio Vila Guaíra. “Nossa meta é que Curitiba não tenha mais pessoas vivendo na beira dos rios. Para isso estamos trabalhando forte em todas as bacias da cidade”, diz o prefeito Luciano Ducci.
Nestas duas semanas, os moradores já experimentam o novo modo de vida, em casas de alvenaria, longe do rio e sem perigo de enchente. Com o projeto de urbanização da Vila Parolin, 677 famílias moradoras de áreas de risco estão sendo reassentadas, e outras 830 recebendo em suas casas obras de infraestrutura.
O aposentado José Ferreira Batista mora com a esposa Alice na Vila Parolin há 25 anos. “Já enfrentei mais de 10 enchentes grandes. Parei de comprar móveis porque cansei de perder tudo”, conta. Agora ele poderá mobiliar sua nova casa. “Estou muito contente por ter recebido esta benção. Morar em um lugar espaçoso, que bate sol e não tem perigo de alagar. Parece sonho”, afirma Batista.
Entre as tantas vantagens, Alice destaca o fato de o casal poder dormir junto a partir de agora. “Na outra casa não havia espaço. Eu dormia em um sofá na cozinha e ele em um pequeno quarto junto com o neto, um no pé do outro. Logo vamos comprar uma cama de casal”, conta animada.
Outra que está contente por receber sua nova moradia é Leuzina Lara Costa, 72 anos, dos quais 15 foram vividos em uma casa de madeira, com os fundos para o rio. “Era triste, não tínhamos sossego, pois de tanto que inundava, as paredes apodreciam e precisei trocar mais de uma vez. Tinha também o mau cheiro”, explica.
Sobre a vida de agora em diante, a esperança é de dias mais calmos. “Estou muito contente, aqui consigo dormir tranquila. Além disso, morar numa casa nova dá gosto de cuidar, manter bonita, arrumada. É o começo de outra vida”, ressalta Leuzina, que mora com um casal de netos – órfãos de sua filha falecida.

Projeto
O projeto da Prefeitura para o Parolin prevê também a construção de uma escola com 14 salas de aula, um CRAS, um CMEI e a recuperação ambiental do rio Vila Guaíra, hoje comprometido pela ocupação indevida das margens. A Unidade de Saúde existente no local será ampliada e modernizada. Ao todo os investimentos ultrapassam R$ 43 milhões, oriundos da Prefeitura Municipal de Curitiba e do governo federal.
Uma academia ao ar livre já foi implantada para a utilização da comunidade local. Nas margens do rio serão construídas 2,5 mil m² de calçadas e ciclovias, uma cancha de futebol de areia e um parque infantil. Ao longo desta área serão instalados 54 postes de iluminação, plantados 19 mil m² de grama e 3,2 mil mudas de árvores nativas. “A Vila Parolin deixará de ser uma favela para se tornar um local urbanizado, integrado à cidade e com equipamentos públicos para dar qualidade de vida aos moradores”, afirma Luciano Ducci.

 

 

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