Publicado em 7/23/2010 6:17:20 PM

Prefeitura transferiu 7 mil moradores da margem de rios para casas novas

Ação faz parte do programa de urbanização de áreas irregulares, que alcança 43 vilas e atenderá um total de 12 mil famílias

Nos últimos dois anos, a Prefeitura de Curitiba retirou mais de 7 mil pessoas que moravam na margem dos rios da cidade e transferiu para casas de alvenaria construídas pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). São 1.800 famílias já beneficiadas pelo reassentamento, numa ação que faz parte do programa de urbanização de áreas irregulares, que alcança 43 vilas e atenderá um total de 12 mil famílias atendidas com novas casas e obras de infraestrutura.

"É uma ampla intervenção, que atende quem mais precisa de moradia, e muda radicalmente a condição de vida de famílias que enfrentam o risco de enchentes e vivem sem qualquer segurança", diz o prefeito Luciano Ducci. "O programa habitacional do Município está garantindo moradia digna para milhares de famílias", diz o presidente da Cohab, João Elias de Oliveira.

Elenice Maciel é uma das pessoas beneficiadas. Ela morava com o marido e um casal de filhos pequenos em uma casa precária, na margem do rio Barigui, na área conhecida como Vila Bom Menino. O marido, Marcos Amaral, é pedreiro autônomo e ela, além de trabalhar na coleta de papel e material reciclável, faz artesanato em crochê para reforçar a renda familiar.

A família de Elenice foi reassentada no início deste mês e agora tem um endereço no Moradias Corbélia, no bairro São Miguel. "Já começamos a levar uma vida melhor, a começar pela limpeza. Poder ter a casa limpa é algo que a gente nem podia pensar, pois quanto mais se limpava, mais sujeira aparecia", conta ela. "Aos poucos iremos melhorar a casa, começando pelo piso", diz o marido.

O casal Daniel Félix e Adriane Batista vivia com os cinco filhos em um pequeno barraco na Vila Bom Menino. Eles estão no Moradias Corbélia há quatro meses. Lá, começaram uma nova vida. "Nós estamos todos adorando. Aqui é protegido, sem perigo de enchente. Já passamos por tanta situação ruim que não gosto nem de lembrar", diz ela.

O marido, coletor de material reciclável, aos poucos vai mobiliando a casa nova. "Lá embaixo (beira do rio) não tínhamos nada, porque além do pouco espaço, toda vez que chovia estragava tudo. Agora podemos ir comprando nossos móveis", conta animado.

Maria Zenita Cruz da Costa, 44 anos, está há quase um mês no Moradias Corbélia. Ela vivia com quatro filhos em uma casa de madeira na beira do rio Barigui, na Vila Nova Barigui. "Lá, havia enchentes, mau cheiro, os ratos e muita sujeira. Não víamos a hora de sair. Aqui a realidade é outra, pois tem asfalto e não faz frio dentro de casa. Estamos muito contentes", afirma.

O Moradias Corbélia é um 27 dos empreendimentos que estão em obras para abrigar famílias que vivem em situação nas 43 áreas em intervenção. No total, 6.098 famílias serão reassentadas. Isso significa mais da metade das famílias que, segundo o Plano de Regularização Fundiária em Áreas de Preservação Permanente, vivem nas margens de rios em Curitiba. As outras 6 mil famílias permanecerão onde moram, porque não são áreas de risco. Mas elas serão atendidas com obras de urbanização e melhoria habitacional da casas que houver essa necessidade, além da regularização da ocupação irregular.

O plano, elaborado em 2007 pela Cohab, instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc) e Secretaria Municipal do Meio Ambiente, é um diagnóstico da situação em que viviam na época os moradores das áreas de ocupação irregular da cidade. A partir do estudo, foi definido o programa de urbanização que está em andamento.

O reassentamento das famílias das margens de rios está sendo feito de forma gradativa, à medida que as casas nos empreendimentos ficam prontas. A previsão é que a transferência das seis mil famílias para as novas moradias seja concluída no próximo ano.

 

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