Publicado em 1/26/2011 5:07:16 PM

Programa de Curitiba será modelo na Guatemala

Secretária de planejamento e meio ambiente da Cidade da Guatemala esteve na sede da Cohab para conhecer o programa de intervenção de áreas irregulares, que está sendo desenvolvido pela Prefeitura

A cidade da Guatemala, com 1,2 milhão de habitantes, poderá se valer da experiência de Curitiba no reassentamento de famílias que moram na margens dos rios para criar um “cinturão ecológico” - uma espécie de anel de proteção que será criada ao redor do município para garantir a preservação ambiental e uma função social à área.

A secretária de planejamento e meio ambiente da Cidade da Guatemala, Susana Asensio, esteve nesta quarta-feira (26) na sede da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), para conhecer o programa de intervenção de áreas irregulares, que está sendo desenvolvido pela Prefeitura em 43 áreas e prevê o reassentamento de 6.090 famílias das margens de rios.

Depois, Susana, acompanhada da coordenadora de meio ambiente de Cidade da Guatemala, Rosario Burgos, foi visitar o bolsão Audi/União, no Uberaba, a mais extensa e populosa área de atuação do programa em Curitiba.

Susana e Rosario chegaram à cidade no início desta semana. A visita faz parte das ações de um projeto de cooperação técnica entre Curitiba e Cidade da Guatemala, que está em andamento desde o ano passado.

O projeto tem coordenação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e prevê apoio para a elaboração da proposta de criação do “cinturão ecológico”, baseada em algumas diretrizes que estão presentes no planejamento urbano de Curitiba, como a legislação de uso do solo e a preocupação ambiental.

De acordo com Susana, a Guatemala não tem uma política de habitação estruturada e isso acaba refletindo na ocupação e crescimento desordenados no principal centro urbano do país. Cerca de 40% da população da Capital - 500 mil pessoas - vivem em áreas irregulares e, deste total, boa parte enfrenta situação de risco nas margens de rios e contribui para agravar o passivo ambiental da cidade.

“A experiência que Curitiba está realizando é muito interessante, principalmente porque o trabalho de reassentamento está sendo feito de forma integrada com as demais política públicas. Com certeza, isso poderá servir de modelo para o projeto que iremos implantar na cidade da Guatemala”, falou.

 

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