Publicado em 1/27/2011 5:25:19 PM

Famílias da Vila Unidos do Umbará recebem casas da Cohab no Tatuquara

36 famílias que viviam em situação de risco foram reassentadas em casas de alvenaria, num local seguro

 

 O prefeito Luciano Ducci entregou nesta quinta-feira (27) casas para 36 famílias que viviam em situação de risco na margem do córrego Ponta Grossa, na Vila Unidos do Umbará. Agora, elas estão morando no empreendimento Moradias Monteiro Lobato IV, no bairro do Tatuquara.

“É uma nova vida para as famílias, que trocam uma situação de muita precariedade por um endereço na cidade. No Tatuquara, além da casa, elas terão equipamentos comunitários e serão atendidas pela rede de proteção social do município. Isso significa mais qualidade de vida”, disse o prefeito.

Ele lembrou que o bairro vai ganhar ainda mais melhorias, como um Clube da Gente, complexo aquático que oferece atividades gratuitas para a população e está em fase de licitação. “Também estamos fazendo a desapropriação de área para a construção no Tatuquara de uma Rua da Cidadania, uma unidade de saúde 24 horas e um terminal de transportes”, anunciou.

A solenidade de entrega teve a presença do presidente da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), João Elias de Oliveira; dos administradores do Pinheirinho, Fernando Janz, e do Bairro Novo, Elci Sfredo; do gerente regional da  Caixa Econômica Federal, José Amilcar Júnior; e dos vereadores Roberto Hinça, João do Suco e Pedro Paulo.

O Moradias Monteiro Lobato foi construído especialmente para abrigar as famílias da Vila Unidos do Umbará, em área remanescente de um antigo loteamento da Cohab. O conjunto, com 36 casas, tem área total de 13 mil metros quadrados.

“A construção deste empreendimento é uma demonstração da capacidade transformadora do poder público, que pode mudar a realidade, retirando famílias da margem dos rios e abrigando-as em moradias dignas”, disse o presidente da Cohab.

Investimento - A implantação do projeto do Monteiro Lobato IV significou um investimento de R$ 1,5 milhão, considerando os custos de terreno, mais a infraestrutura (redes de água, esgoto, luz e drenagem, abertura e pavimentação de ruas) e a construção das casas. Parte dos recursos para as obras, R$ 946 mil, foi repassada pela Caixa Econômica Federal.

A verba é do programa Pró-Moradia, do governo federal. Trata-se de um financiamento contratado pela Prefeitura, que será integralmente pago pelo município.
Num primeiro momento, as famílias assinaram com a Cohab um contrato de permissão de uso e terão carência para iniciar o pagamento das prestações. O valor será fixado de acordo com a capacidade de pagamento de cada família. Elas não poderão vender nem ceder o imóvel para terceiros, sob pena de serem retiradas do programa. Caso seja constatado desvio de finalidade no uso do imóvel, ele será destinado a outra família cadastrada pela Cohab.

As casas repassadas às famílias têm até três quartos e foram distribuídas em função da composição familiar. Na mudança, as famílias recebem ajuda de transporte e mão de obra. As casas na Vila são demolidas após a saída dos moradores, para evitar uma nova ocupação.

Dia inesquecível - A diarista Luzia Boguchevski, 33 anos, contou que jamais vai esquecer o dia em que recebeu as chaves da sua casa nova. “Hoje é um dia muito especial, estou feliz demais. A casa é linda, o bairro é ótimo. Marca o início de uma nova etapa em nossas vidas”, disse.

Ela vai morar no Monteiro Lobato IV com os três filhos. “Para eles também vai ser bom, pois aqui tem tudo perto, escola, creche, Armazém da Família”, afirma. Durante seis anos ela sofreu na Vila Unidos do Umbará, em uma precária casa de madeira, praticamente dentro do córrego Ponta Grossa. “Sempre tive vergonha de receber visitas, de trazer os parentes. Agora isso acabou”, disse aliviada.

Há três anos Luzia está economizando dinheiro para agora investir no seu novo lar. “Já estou colocando o piso cerâmico, vou mandar erguer o muro e colocar grades. Também vou comprar móveis novos para começar com tudo novo”, contou.

O casal José Alves Antunes, 65, e Vilma Gomes da Silva, 60, também não escondia a felicidade em mudar de vida. O vidraceiro e a dona de casa gostaram da casa e do entorno onde passarão a viver. “Não dá nem para explicar o tamanho de minha alegria. Parece um sonho morar em uma casa bonita, segura. Passei anos de muito medo, com a casa de madeira caindo aos pedaços”, relembra ela, moradora da ocupação irregular desde 1991.

No ano passado, um dos cômodos da casa de madeira onde vivia o casal despencou no córrego com a força das chuvas. “Foi assustador e se não saíssemos de lá, logo a casa toda iria abaixo. Há tempos que eu não tenho uma noite de paz. Agora é recomeçar a vida, longe dos perigos de enchente e da transmissão de doenças. Só tenho a agradecer esta benção”, ressaltou.

Adensamento - A Vila Unidos do Umbará é uma das 43 áreas onde a Cohab está atuando. Ali vivem 299 famílias, das quais 170 serão reassentadas e 129 receberão obras de infraestrutura para melhorar a condição de moradia no local. Além do Monteiro Lobato, outro loteamento em obras, o Moradias Cambará, irá abrigar os reassentados.

O grande número de relocações na Vila Unidos do Umbará deve-se às características da ocupação. Trata-se de área com adensamento excessivo, que tem dois tipos de restrição para uso habitacional: faixa de APP (área de preservação permanente) na beira do rio e atingimento de linha de alta tensão.

Localizada na principal rua do bairro do Umbará, a Nicola Pelanda, próximo ao Ceasa, a Vila apresenta grande precariedade. A condição de moradia das famílias é crítica, principalmente para quem mora junto ao córrego, onde os alagamentos são freqüentes, porque as casas estão praticamente penduradas no córrego Ponta Grossa. O acesso ao interior da vila é feito por travessas estreitas, que só permitem passagem para pedestres.

Notificação - A caminho do evento de entrega de casas, o prefeito Luciano Ducci passou pelo Eixo de Integração, obra que liga o bairro do Tatuquara à CIC e teve a primeira fase de obras entregue no ano passado. Ele constatou que, ao longo do trajeto, foram deixados entulhos de construção nos canteiros existentes nas áreas de passeio.

Segundo informações dos técnicos da Administração Regional, o material foi deixado por uma operadora de telefonia celular que está executando extensão de rede na região. O prefeito determinou que a empresa Claro, responsável pelo serviço, seja notificada para a realização dos reparos necessários.  

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