Publicado em 1/28/2011 2:12:39 PM

Mais 20 famílias de casa nova na Vila Pantanal

Reassentamento está sendo feito em etapas, conforme as unidades ficam prontas

A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) realizou nesta semana a segunda etapa do reassentamento de famílias que vivem em condições insalubres na Vila Pantanal, ocupação localizada no bairro Alto Boqueirão. Mais 20 unidades foram entregues, totalizando 33 famílias relocadas no empreendimento construído na própria vila.

“Os moradores reassentados deixam uma situação de miséria e vulnerabilidade extrema e passam a viver em imóveis seguros e regulares, fato que altera o cenário da região ao torná-la mais bonita e eleva a autoestima dos cidadãos, que começam uma vida nova”, diz o prefeito Luciano Ducci.

A Vila Pantanal é uma das 43 áreas irregulares da cidade onde a Cohab está executando projeto de urbanização e retirando famílias que moram nas margens de rios. A Vila, com 768 domicílios é uma das mais precárias ocupações de Curitiba, pois sua localização, próxima à Área de Preservação Ambiental (APA) do Iguaçu, impedia a execução de infraestrutura e melhorias no local.

Parte das famílias está vivendo em pontos de alagamentos e junto à faixa de preservação do rio. Elas estão sendo gradativamente transferidas para um novo loteamento implantando na própria área, em ponto onde não há restrições para uso habitacional nem perigo de inundação. As 33 famílias que já foram reassentadas fazem parte de um total de 334 que receberão casa nova. Em fevereiro outras 32 unidades já serão entregues.

As demais 434 famílias, que estão em locais que não oferecem riscos, serão contempladas com obras de urbanização no próprio local onde residem. As moradias que estão nestes pontos e são muito precárias receberão melhorias habitacionais como construção de módulos sanitários e paredes corta-fogo, substituição de cobertura, reforço de piso, pintura, instalação elétrica ou hidráulica.

As obras de urbanização incluem a execução de redes de água, energia elétrica, drenagem, organização do sistema viário e pavimentação. O projeto tem custo global de R$ 10,1 milhões e está sendo executado com recursos do município e de financiamentos contratados junto ao programa Pró Moradia, do governo federal, e Fonplata (organismo financeiro que atua nos países da bacia do rio da Prata, na América do Sul).

No céu - A recepcionista Cristiane Lorena Taborda, 24 anos, ficou satisfeita com a casa nova, onde vai morar com o marido Jair, 28, e o filho Gean, de 8 anos. “Estamos muito contentes, a casa é ótima. Vamos começar uma outra vida a partir de agora, com mais segurança”, afirma. A família pretende fazer melhorias na casa, como colocar piso cerâmico, arrumar a calçada e erguer o muro.

A auxiliar de produção Ana Ema Becker Lessa, 58 anos, e seu marido, o vigia Gerson Lessa, 56, ficaram emocionados com a mudança. “Já chorei bastante, porque é muita emoção. Eu estou no céu, nem acredito. Sair daquele lugar horrível para esta casa linda. É uma vida que recomeça”, disse ela.

O casal morou por seis anos em uma casa precária de madeira, em um terreno alagadiço na beira do córrego. Além dos ratos e o mau cheiro, outro problema incomodava mais. “Qualquer chuva que caía entrava água por tudo. Móveis eu não trouxe nenhum, pois estavam todos estragados”, conta. Por morar em um lugar tão insalubre ela diz ter passado vergonha muitas vezes em que recebeu visita. “Era chato servir um café em meio àquele mau cheiro. Mas isso ficou para trás. Aqui podemos garantir que vamos zelar pela casa, cuidar com muito amor, pois é a nossa maior conquista”, finaliza.

Histórico - A Vila Pantanal surgiu em um terreno da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), localizado junto à APA do rio Iguaçu e ao lado de um pátio de manobras de trens. O local hoje é administrado pela ALL (América Latina Logística), empresa que detém a concessão para operação da malha ferroviária do sul do país. Em função da sua localização, a área tem restrições ambientais e de segurança para uso habitacional. Os trilhos do trem funcionam como uma barreira física, impedindo a ligação com o restante do bairro.

Até recentemente, a ocupação não havia recebido nenhuma infra-estrutura e não tinha equipamentos comunitários. A partir de 2005, o perfil local começou a mudar, com a instalação de uma escola de 1° grau, uma creche e uma unidade de saúde dentro da área. A instalação destes equipamentos estava prevista no projeto de urbanização e integra a contrapartida aos financiamentos concedidos ao município para a intervenção na área.

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