Publicado em 2/4/2011 5:09:34 PM

Portadores de deficiência recebem atendimento especial

Cohab constrói unidades habitacionais adaptadas para facilitar a vida de quem tem mobilidade reduzida

O programa habitacional do município prevê atendimento diferenciado para portadores de necessidades especiais. Tanto nos projetos de reassentamento de famílias em situação de risco social, quanto no atendimento à fila da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), as pessoas com deficiência são atendidas com casas e apartamentos adaptados a suas realidades.

“Mais do que o respeito legal, a politica de atendê-los de modo especial obedece uma questão de justiça entre os seres humanos. É inadmissível o preconceito ou a discriminação em função de uma diminuição de capacidade física. Por isso optamos em atende-los de maneira diferenciada”, explica o presidente da Cohab, João Elias de Oliveira.

Nos conjuntos residenciais de apartamentos construídos para atendimento à fila de inscritos no cadastro da Cohab, 3% das unidades são reservadas para os portadores de deficiência, que neste caso tem a possibilidade de escolher uma unidade térrea, para facilitar a mobilidade.

Em 2010, 45 famílias de pessoas com deficiência receberam unidades do Programa de Arrendamento Residencial e do Minha Casa Minha Vida. Caso do pedreiro autônomo José Augusto dos Santos, 42 anos. Desde novembro ele está morando no Residencial Violetas, no CIC, com o filho Daniel, 15, que é cadeirante.

A unidade entregue é adaptada para necessidades especiais, por isso fica no térreo e possui portas maiores, além de barras de sustentação no banheiro. “Estou feliz, em especial pela qualidade do apartamento e tudo que ele oferece para meu filho. Deixei de pagar um aluguel de R$ 400 para pagar uma parcela menor por um patrimônio que será meu. Só temos a agradecer”, disse.

A aposentada Eva Terezinha dos Santos é cadeirante há 15 anos. Desde junho de 2010 ela está morando sozinha em uma casa adaptada para portadores de necessidades especiais no empreendimento Moradias Monteiro Lobato I, no Tatuquara. “Como a casa é adaptada, eu consigo me virar sozinha. Tem rampa de acesso na entrada e barras no banheiro. Tudo para me ajudar a levar uma vida melhor”, explica.

Reassentamentos
Nos projetos de reassentamento em áreas de risco é feita a identificação dos portadores de deficiência durante o processo de cadastramento das famílias, garantindo o atendimento de acordo com a demanda detectada.

As unidades produzidas para portadores são adaptadas às suas necessidades. Para facilitar o acesso à unidade, são construídas rampas desde o meio fio até a porta de entrada. Outra modificação é feita na dimensão das portas internas e externas. Todas têm 90 centímetros de largura para permitir a passagem da cadeira de rodas. O projeto inclui ainda adaptação no banheiro, que tem área maior para circulação interna e barras de sustentação nas paredes.

Em 2009 e 2010 foram retirados de condições insalubres e reassentados em casas seguras 151 famílias com deficientes. Caso da dona de casa Josieli Rodrigues, que morava na Vila 23 de Agosto e foi atendida com uma casa adaptada no Moradias Jandaia, no Tatuquara. Um dos seus três filhos, Luciano Henrique ,de 5 anos, nasceu com a síndrome de Prader Wili, por isso tem atraso psíquico e motor, além obesidade mórbida.

Ele tem dificuldade em se locomover e cansa com muita facilidade, por isso para sair à rua é necessária uma cadeira de rodas. A situação era mais difícil quando eles viviam na Vila 23 de Agosto. “Não tem nem comparação. Aqui com a casa adaptada as coisas se tornaram mais tranquilas, além da região ser mais segura também. Somos muito gratos à Cohab”, disse.

O casal Casturina Gomes da Silva e Luis Paulo da Silva, ambos 66 anos, morou por 12 anos na beira do rio na Vila 23 de Agosto. Em abril de 2010 foram reassentados em uma casa adaptada no Moradias Jandaia. Luis Paulo passou por 4 derrames e tem problema na coluna, por isso só se locomove em cadeira de rodas.

Na vila a vida era penosa para Casturina. “Passamos por muitas enchentes, além do que meu marido nunca podia por os pés para fora de casa, pois tinham muitos buracos que impediam a cadeira de andar normalmente”, relembra.

A casa adaptada foi o melhor presente que ela podia esperar. “Essa casa com o lote de esquina foi um presente de Deus. Aqui eu e meu marido temos melhor qualidade de vida. Somos mais felizes graças ao atendimento que recebemos”, finaliza.
 

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