Publicado em 2/11/2011 9:49:57 AM

Mais 500 famílias do Tatuquara serão atendidas pela Cohab

As moradias mais precárias serão substituídas e as demais recebem melhorias habitacionais

A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) está cadastrando famílias do bairro Tatuquara que serão atendidas com melhoria habitacional. Elas foram identificadas pela área técnica da Cohab em função da precariedade dos imóveis onde moram.  Serão investidos 10,8 milhões, com recursos do PAC 2 e do Minha Casa Minha Vida, do governo federal, e do município.

O projeto, chamado de Bolsão Tatuquara, beneficiará moradores de seis loteamento implantados pela Cohab na década de 90. Na época, não havia recursos disponíveis para a construção de casas e as famílias foram atendidas com o financiamento para a compra de lotes.

“Após a extinção do Banco Nacional de Habitação (BNH), em 1986, a atuação da Cohab ficou comprometida, pois os investimentos do governo federal em habitação desapareceram. A solução encontrada foi garantir à população o acesso à terra e os próprios moradores ficaram responsáveis pela construção das casas. Isto resultou na precariedade de algumas moradias”, explica o presidente da Cohab João Elias de Oliveira.

Para corrigir estas deficiências, a Cohab conseguiu aprovar um projeto que foi incluído no PAC 2, do governo federal. Técnicos da companhia percorreram a região e identificaram 574 famílias que serão atendidas. Destas, 250 serão transferidas para casas e sobrados que serão erguidos em lotes vagos da Cohab, na própria região.

Para as outras 324 serão adotadas duas soluções: aquelas que estiverem em situação mais precária serão substituídas por unidades novas, a serem construídas no mesmo terreno; e as demais recebem melhorias habitacionais na construção já existente.
O chamado Bolsão Tatuquara engloba os empreendimentos Moradias Monteiro Lobato I e II, Moradias Lambari, Moradias Paraná, Moradias Santa Cecília, Moradias Janaína e Moradias Cajueiro.

Após a indicação das moradias pelo corpo técnico da companhia, as famílias que serão beneficiadas foram convocadas para preencher um cadastro, com informações sobre o tipo de construção, situação e tamanho do imóvel, abastecimento de água, rede de esgoto, número de pessoas que residem, além de um perfil socioeconômico dos membros.

Com base nessas informações, a Cohab vai elaborar um Projeto de Trabalho Técnico e Social para enviar à Caixa Econômica Federal, que é o agente financeiro que libera o recurso. O prazo para envio do projeto é 28 de fevereiro. Em seguida, o corpo técnico volta a visitar as famílias beneficiadas para a definição de que tipo de intervenção será realizada em cada caso específico.

Esperança
A casa da aposentada Inez de Jesus Bueno, 63 anos, foi uma das indicadas para receber atendimento. Ela vive no Moradias Lambari com o marido Aristides Nascimento, 72, em uma casa de madeira bastante rudimentar. As paredes estão apodrecendo e não há forro. “A casa está velha, tem muita goteira. Espero que eu receba a benção de ganhar uma casa nova. Seria maravilhoso”, diz esperançosa.

A auxiliar de higiene do Hospital Evangélico Cleonice Monteiro, 37 anos, também compareceu ao cadastramento. Ela mora em uma pequena casa com os três filhos. “Minha casa é apertada demais, não tem reboco nem forro. Tenho dificuldade em conseguir fazer as melhorias que precisam, por isso estou muito feliz em saber que a Cohab vai nos atender”, afirma.

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