Publicado em 2/23/2011 4:53:56 PM

Cohab inicia recuperação ambiental em área degradada

Após retirada das famílias, margens de córregos na Vila Terra Santa estão ganhando implantação de mata ciliar, ciclovia e equipamentos esportivos e de lazer

 

A prefeitura de Curitiba deu início à recuperação ambiental na Vila Terra Santa, ocupação irregular localizada no bairro Tatuquara, de onde já foram retiradas 580 famílias que viviam em situação de risco. A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) iniciou a recuperação ambiental do local, recompondo a vegetação nativa e implantando equipamentos urbanos de baixo impacto para impedir uma nova ocupação.

“O programa habitacional de Curitiba tem esse componente ambiental forte. Após  proporcionar moradia digna para famílias que viviam em locais impróprios para habitação, agora estamos recuperando a mata ciliar que foi prejudicada pela ocupação indevida”, explica o prefeito Luciano Ducci.

A Área de Proteção Permanente (APP) de onde foram retiradas as famílias está recebendo a implantação de 2,5 km de ciclovia, 10 canchas esportivas, 3 playgrounds, além da recomposição da vegetação. Ao todo serão recuperados 62 mil metros quadrados de área. “O objetivo é recuperar as condições ambientais do local, preservando as faixas dos córregos e recompondo parte da vegetação perdida. A ciclovia e os equipamentos públicos impedem uma nova ocupação”, afirma o presidente da Cohab João Elias de Oliveira.

O morador Paulo Sérgio Lopes, de 39 anos, viveu por três anos em uma casa precária que ficava situada dentro da APP. Em dezembro passado ele foi relocado junto com a esposa e os três filhos para uma casa nova, construída pela Cohab na própria vila. O barraco onde moravam foi demolido e no seu lugar foi replantada a vegetação. “Está ficando tudo ótimo, a obra está mudando a cara da vila. A ciclovia vai ser muito usada por meus filhos e não vejo a hora de ficarem prontas as canchas esportivas”, diz.

A auxiliar de serviços gerais Elaine Macedo Santos, 32 anos, mora há seis em uma casa de madeira situada em área imprópria. Ela, o marido e quatro filhos estão aguardando atendimento nas novas unidades que estão sendo construídas. “Estamos esperando ansiosos o momento de ir para a casa nova. Em relação à ciclovia, vai ser muito bom, porque meu marido usa a bicicleta para ir trabalhar”, conta.

O mecânico Juliano Vicente, de 25 anos, morou durante oito na ocupação irregular. Reassentado em dezembro, ele contou que está satisfeito com a casa nova e também com as melhorias que a vila está recebendo. “Aqui hoje é outra coisa. Minha vida mudou para muito melhor. Está ficando mais bonito por causa da vegetação e das ruas asfaltadas. Quando estiver tudo terminado vai ficar uma maravilha”, falou.

Histórico
A Vila Terra Santa é uma ocupação que surgiu em 1999, em área com topografia acidentada e 240 mil metros quadrados, de propriedade particular. No local, havia um bosque de mata nativa, que foi danificado durante o processo de ocupação. Além disso, a área é cortada por inúmeros córregos e, por isso, o projeto de intervenção inclui a recuperação ambiental dos locais degradados.

O projeto prevê duas frentes de obras e atendimento a 1.077 famílias. A primeira delas, concluída em 2009, atendeu 479 famílias que viviam em áreas com fundo de vale e nascentes de córregos, onde não era permitida a permanência de moradia. Elas foram transferidas para o empreendimento Moradias Laguna, que foi construído em local próximo à ocupação.

As outras 598 famílias estão sendo atendidas com urbanização na própria Vila. Uma parte deste contingente, que tinha moradia em condição muito precária, está recebendo casas novas – 101 famílias já estão morando nas unidades construídas pela Cohab e outras 70 casas serão entregues em 2011.
O projeto de urbanização inclui redes de água, esgoto, drenagem, iluminação pública e pavimentação de ruas, além da construção de equipamentos comunitários, como uma escola, uma creche e uma unidade de atendimento social (CRAS) no Moradias Laguna. Os três equipamentos já estão funcionando. O custo total da urbanização é de R$ 20,2 milhões e está sendo financiado com recursos do município e do governo federal.

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