Publicado em 3/23/2011 5:46:46 PM

Cohab convoca famílias que vão deixar o Ribeirão dos Padilha

Moradores sairão de área de risco e serão reassentados nos empreendimentos Moradias Boa Esperança I e II

Famílias que serão beneficiadas no projeto de intervenção em Vilas localizadas na abrangência da bacia do Ribeirão dos Padilha e na margem da rodovia do Xisto estão sendo convocadas pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) para conhecer detalhes do projeto. Ao todo serão atendidas 584 famílias das vilas Esmeralda, Mariana, Rex e Gralha Azul.

“Este projeto faz parte do amplo programa de urbanização de ocupações irregulares que a prefeitura está realizando por toda a cidade. As famílias deixam situação de insalubridade e risco social e passam a viver em moradias seguras com direito garantido às escrituras dos imóveis”, diz o prefeito Luciano Ducci.

Das 584 famílias beneficiadas, 466 serão reassentadas no empreendimento Moradias Boa Esperança, que está sendo construído no bairro Tatuquara, com recursos do programa Minha Casa Minha Vida. As demais 118 famílias serão atendidas com obras de urbanização e melhorias habitacionais no próprio local onde vivem.

O projeto da Cohab de intervenção nas Vilas da rodovia do Xisto e Ribeirão dos Padilha também vai receber recursos da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do governo federal. Os investimentos da prefeitura e governo federal para reassentamentos, obras de urbanização e projetos sociais somados chegam a R$ 22,8 milhões.

Reuniões - Nesta quarta-feira (23), foi a vez dos moradores da Vila Mariana participarem das reuniões em que técnicos da Cohab explicaram a intervenção que será feita na área. Foram convocadas as famílias que vivem na faixa de preservação permanente do rio e precisarão ser reassentadas. Muitas delas foram afetadas pelas chuvas no final do mês de janeiro último e, agora, têm a oportunidade de mudar para um lugar seguro. Na quinta-feira (24) acontecem reuniões com os moradores das vilas Esmeralda, Rex e Gralha Azul.

Kátia Ferreira da Cunha, 20 anos, está muito feliz em ser beneficiada. Ela vive na Vila Mariana com a mãe, que é diarista, além do marido desempregado e da pequena Gabriele, de seis meses. “Moramos em uma casa de madeira colada no rio. Os quartos estão caindo de podres, porque entra bastante água quando chove e não precisa nem dar enchente, molha por causa das goteiras também”, conta.

A família está ansiosa em mudar de vida. “Essa casa será um grande presente para nós. O lugar é ótimo, o valor que vamos pagar também é bom. Vamos deixar para trás o sofrimento para começar uma vida nova”, diz Kátia.

A atendente de telemarketing Andrea Fernandes, 23 anos, mora na Vila Mariana com o filho de três anos, em uma casa de fundos no mesmo terreno onde vive a mãe. “Aqui enfrentamos muita dificuldade. O terreno vive alagando, meus móveis estão apodrecendo. Em janeiro minha irmã faleceu de leptospirose, por causa do contato com água de enchente. Uma tristeza”, afirma.

Com relação à chance de ir para um lugar melhor ela é enfática: “Graças a Deus! Estamos muito contentes em receber esta oportunidade. Ir para uma casa segura, bonita, é a realização de um sonho”, diz.

Financiamento - No fim da reunião, os participantes são chamados para agendar individualmente a data de entrega da documentação necessária para aprovar o financiamento junto à Caixa Econômica Federal. O financiamento às famílias será feito em 10 anos, com prestações que não podem exceder 10% da renda familiar.

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