Publicado em 4/8/2011 11:07:02 AM

Pessoas com deficiência devem ter benefícios ampliados

Cohab e Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência estudam maneiras para ampliar atendimento a esta parcela da população

As pessoas portadoras de deficiência terão seus benefícios ampliados no programa habitacional do município. A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), em parceria com a Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPD), está estudando estender de 3% para 4% a reserva de unidades habitacionais para esta parcela da população.

Além disso, também está sendo discutida a implantação de outras melhorias nas moradias adaptadas construídas pela Cohab. Atualmente as unidades entregues a este público contam com rampa de acesso, portas mais largas e barras de apoio nos banheiros.

Nesta semana, o secretário municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Irajá de Brito Vaz, esteve reunido com o presidente da Cohab, João Elias de Oliveira, para debater o assunto. “Curitiba está entre as capitais brasileiras que mais respeitam a pessoa com deficiência. Esta parceria com a Cohab vai possibilitar um avanço ainda maior, para garantir qualidade de vida a esta minoria”, disse o secretário.

De acordo com o presidente da Cohab, o atendimento especial prestado aos portadores de deficiência é uma questão de justiça entre os seres humanos. “As pessoas tem necessidades diferentes. Portanto cabe ao poder público adequar seu modo de atuar, para que cada parcela da população tenha suas demandas atendidas. É inaceitável discriminação em virtude de uma diminuição na capacidade física”, ressaltou João Elias.

Avanços - Hoje o programa habitacional do município prevê reserva de 3% das unidades construídas para portadores de deficiência. Tanto nos projetos de reassentamento de famílias em situação de risco social, quanto no atendimento à fila da Cohab, as pessoas com deficiência são contempladas com casas e apartamentos adaptados a suas realidades.

A intenção de Irajá é ampliar esta cota para 4%. “Este número de 4% se aproxima mais da porcentagem de portadores de deficiência física na população”, explica. A reunião também colocou em pauta a implantação de outras adaptações nas unidades, além das já existentes.

Nos banheiros, que já contam com maior espaço de circulação, portas mais largas e barras de sustentação, deverão ser incluídos comandos das torneiras e do chuveiro do tipo alavanca e caixa de descarga embutida. Nos quartos e sala as janelas deverão ser mais baixas, de forma a permitir a visualização da paisagem para os cadeirantes.

Números - Em relação à fila de inscritos, no ano passado 45 famílias de pessoas com deficiência receberam apartamentos adaptados. Em 2011 já foram entregues dois empreendimentos, com um apartamento adaptado em cada. A cadeirante Lenir da Silva, 52 anos, recebeu uma unidade adaptada a suas necessidades no Residencial São Francisco, no Sítio Cercado.

Ela sofreu um aneurisma cerebral há 12 anos, que afetou sua coordenação motora, por isso precisa da cadeira de rodas para se locomover. “Difícil até explicar a sensação de ter a minha casa, poder viver sem depender de ninguém. Serei eternamente grata por este atendimento”, disse.

Quanto às áreas de risco, neste ano já foram retirados de condições precárias e reassentadas em casas adaptadas 23 famílias com portadores de deficiência. Nos dois anos anteriores, estes atendimentos foram prestados a 151 famílias. Situação do casal Casturina Gomes da Silva e Luis Paulo da Silva, ambos 66 anos. Eles moraram por 12 anos na beira do rio na Vila 23 de Agosto. Em abril de 2010 foram reassentados em uma casa adaptada no Moradias Jandaia, no Tatuquara.

Luis Paulo passou por 4 derrames e tem problema na coluna, por isso só se locomove em cadeira de rodas. A casa adaptada foi o melhor presente que ele podia esperar. “Passamos por muitas enchentes, meu marido não saía de casa, pois buracos impediam a cadeira de circular. Essa casa foi um presente de Deus. Aqui nós temos melhor qualidade de vida. Somos mais felizes graças ao atendimento que recebemos”, destaca ela.

Cotas - Além da cota de 3% para portadores de deficiência, o programa habitacional do município prevê a reserva de outros 3% dos imóveis para idosos e também 3% para famílias em situação de vulnerabilidade social. “Ao aumentarmos para 4% a cota de moradias reservadas aos portadores de deficiência, estaremos destinando 10% do total de imóveis à parcelas da população que merecem prioridade”, ressalta o presidente da Cohab.

 

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