Publicado em 5/16/2011 12:31:21 PM

Cohab convoca 400 famílias de baixa renda para adquirir moradia

Casas e sobrados fazem parte do Residencial Parque Iguaçu III, no bairro Ganchinho

Durante esta segunda-feira (16),  400 famílias com renda de até R$ 930,00, inscritas no cadastro da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), estão participando de reuniões explicativas para a aquisição de casas e sobrados no empreendimento Residencial Parque Iguaçu III, que está sendo construído com recursos do programa Minha Casa Minha Vida, no bairro Ganchinho.

A Companhia havia definido por sorteio, no final de abril, os nomes dos beneficiados. De acordo com as normas do programa federal até 50% das unidades deve ser destinada a moradores de áreas de risco social, o restante vai contemplar inscritos na chamada fila da Cohab e que atendam a pelo menos um dos seguintes critérios: foram desabrigadas de áreas de risco ou insalubres; são chefiadas por mulheres; enfrentam situação de precariedade habitacional; têm até três dependentes menores de 18 anos ou residem em imóveis alugados.

O empreendimento conta com 643 unidades, das quais 320 serão destinadas para reassentamento de famílias que vivem em áreas de risco, ao passo que 323 vão atender os inscritos na fila. Foram sorteados 400 nomes para formar um banco de reservas, caso alguns beneficiados não tenham documentação aprovada pela Caixa Econômica.

Também foram convocadas famílias de idosos, portadores de deficiência e em situação de vulnerabilidade social, que, de acordo com a legislação municipal, têm direito, cada uma, a cotas de 3% das unidades. Estes grupos participaram de sorteios à parte.

Após a reunião, os interessados em adquirir uma unidade agendaram a entrega dos documentos necessários para aprovação do financiamento, que será feito em 10 anos, com prestações que não podem exceder 10% da renda familiar. Portanto, neste caso, os contemplados não pagarão mais do que R$ 93,00 mensais.

Adeus aluguel
O casal Edson dos Prazeres, 38 anos, e Andressa Nogueira, 25, não vê a hora de mudar para um imóvel próprio. Atualmente eles pagam aluguel de R$ 300,00 em uma casa de fundos no bairro Tatuquara, onde vivem com três filhos.

Edson, que é auxiliar de produção, diz que está contando os dias para a mudança. “O importante é ter o nosso cantinho. Pagar aluguel é muito triste, porque é dinheiro que sai e não volta nunca. Agora estamos felizes, pela possibilidade de poder pagar por uma casa que deixaremos para nossos filhos”, afirma.

Daniele Peretti, 29 anos, é outra que está ansiosa pela aquisição da casa própria. Ela é casada com o operador de sistemas Adriano Leal, 23, e mãe do André Henrique, de oito anos. O garoto possui a síndrome de West, por isso tem atraso psicomotor e depende de cadeira de rodas.

A família mora em um imóvel cedido pelo sogro de Daniele há cinco meses. “E antes morávamos de favor na casa da minha mãe. Não aguentamos mais esta situação”, explica. O fato de a casa em que vão morar no novo empreendimento ser adaptada foi o que mais alegrou Daniele.

“É praticamente impossível encontrar para alugar uma casa adaptada. A vida do André vai melhorar muito. Estou contente e com enorme expectativa”, diz. As casas adaptadas contam com rampa de acesso, portas mais largas, maior espaço de circulação para cadeira de rodas e barras de apoio no banheiro.
 

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