Publicado em 9/5/2011 2:45:11 PM

Casa própria traz segurança e estabilidade para as famílias

Maria Ferreira Campos, contemplada com um apartamento no Residencial Caiobá, vai acabar com uma rotina de mudanças freqüentes de imóvel

“Meu coração está em festa. Hoje, eu posso dizer que tenho uma casa pra chamar de minha”. A frase é da doméstica Maria Ferreira Campos, em uma carta de agradecimento à Prefeitura, à Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) e à Caixa Econômica Federal, depois de ter sido contemplada com um apartamento do programa Minha Casa, Minha Vida, no bairro do Sítio Cercado. A carta foi lida durante solenidade de entrega das unidades do Residencial Caoibá, no sábado (03) e emocionou a todos os presentes.

“Saber que o programa habitacional do município está alcançando quem mais precisa de moradia e fazendo a diferença na vida das pessoas é muito gratificante e nos estimula a continuar com este trabalho”, disse o prefeito Luciano Ducci, depois de participar da entrega de chaves a 112 famílias que estavam inscritas na Cohab ou moravam em áreas de risco.

A história de Maria Ferreira Campos é muito parecida com a de muitas famílias que procuram a Cohab em busca de um imóvel próprio. Geralmente, elas estão sobrecarregadas com o pagamento de aluguel ou morando de favor em casas ou cômodos cedidos por parentes e vivem trocando de moradia, sem nenhuma certeza em relação ao futuro.

Maria enfrentou tudo isso. Nos últimos nove anos, ela, o marido Isac e as duas filhas Damaris (de 18 anos) e Anne Gabriele (de 7 anos), fizeram sete mudanças. “Algumas vezes, mudamos porque o proprietário pediu o imóvel, em outras porque o aluguel era muito caro. Entre uma mudança e outras, íamos para a casa de parentes. Com isso, só tínhamos insegurança e nenhuma certeza sobre o dia do amanhã”, conta ela.

Para Maria, conseguir a casa própria era a grande solução. No início deste ano, ela foi sorteada para receber uma unidade do programa Minha Casa, Minha Vida e convidada a participar de uma reunião na sede da Cohab. “Não achei que fosse possível comprar o imóvel, porque, na época, estávamos com problemas de crédito, mas isso não foi impedimento. Conseguimos aprovar documentação e assinar contrato”, disse.

Com a renda do marido, que trabalha como motorista e auxiliar de socorrista no Siate (R$ 1.070, mensais), ela irá pagar R$ 107 de prestação, durante 10 anos. “É um valor que vamos conseguir pagar sem sacrificar o orçamento. Eu posso ganhar isso em dois dias de faxina”, calcula Maria, que paga atualmente R$ 500 de aluguel por uma casa no bairro do Pinheirinho.

Ela pretende mudar para o apartamento do Residencial Caiobá o mais rápido possível. “Sou a mulher mais feliz do mundo”, diz ela. Para demonstrar esta felicidade, ela escreveu a carta que foi lida na solenidade pelo gerente regional de governo da Caixa Econômica Federal, Adriano Borges de Resende. Ela havia escrito o texto quando estava preparando a documentação para assinatura de contrato. “Gosto de demonstra o meu sentimento e expressar meu agradecimento quando fico satisfeita”, fala.


Programa Minha Casa, Minha Vida inclui subsídio

A implantação do programa Minha Casa, Minha Vida em Curitiba está sendo feita em parceria entre a Prefeitura, Cohab e Caixa Econômica Federal, para atendimento de famílias com renda de até seis salários mínimos. O programa é especialmente atrativo para a clientela com renda de até três salários mínimos porque inclui um forte subsídio às famílias. Elas pagam prestações equivalentes a 10% da renda familiar, por um prazo de 10 anos. Depois deste período, o imóvel é considerado quitado, independente do valor pago ao longo deste tempo.

As normas para acesso ao programa nesta faixa de renda foram determinadas pelo governo federal. As famílias são sorteadas para aquisição das unidades de acordo com critérios estabelecidos em regulamentação do Ministério das Cidades (os chamados critérios nacionais) e requisitos aprovados pelo município (os critérios locais).No caso de Curitiba, as condições para acesso ao MCMV são: famílias chefiadas por mulheres, desabrigadas de áreas de risco, em situação de vulnerabilidade social e/ou precariedade habitacional, que comprometem parte de seu orçamento com o pagamento de aluguel e com pelo menos três dependentes. A família deve atender pelo menos um destes requisitos.

Atualmente, estão em construção 5.949 unidades do programa Minha Casa, Minha Vida. Deste total, 2.965 serão destinadas a famílias com renda de até três salários mínimos e 2.984 para famílias com renda entre três e seis salários.

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