Publicado em 9/22/2011 4:08:18 PM

Padrão dos imóveis da Cohab equivale ao praticado no mercado

Empreendimentos desmentem paradigma de que habitação popular possui qualidade inferior

O bom padrão construtivo adotado pelo programa habitacional do município desmente o mito de que os imóveis de habitação popular possuem qualidade inferior. Os empreendimentos habitacionais que vem sendo entregues pela Prefeitura de Curitiba são uma mostra de que os imóveis não devem nada para similares comercializados no mercado imobiliário a preços bem superiores.

“Apartamentos com ótimo acabamento em conjuntos espaçosos e com áreas de recreação, estacionamento e salão de festas demonstram o novo momento em que se encontra a habitação popular em Curitiba”, afirma o prefeito Luciano Ducci.

 Um bom exemplo é o Residencial Ilha dos Pinheiros, no bairro Cachoeira, entregue no início deste mês para famílias com renda entre três e seis salários mínimos, inscritas na fila da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). São 216 unidades em um conjunto amplo, com área verde, espaços de convivência e  playground para as crianças.

“Atualmente é comum ouvir nas entregas de apartamentos, a população dizer que o empreendimento nem parece conjunto da Cohab. Isto porque as pessoas foram acostumadas com o padrão que se praticava antigamente. Hoje nós entregamos imóveis de alta qualidade. A diferença para apartamentos vendidos no mercado é o preço”, explica o secretário municipal de Habitação, Osmar Bertoldi.

 Os apartamentos do Residencial Ilha dos Pinheiros possuem um ou dois quartos e foram comercializados por valores entre R$ 45 mil e R$ 55 mil. O casal Luis Noviski e Fabiana da Silva adorou a estrutura do condomínio. “Muito bom o acabamento da obra, além disso o bairro é bem tranquilo. Estamos realmente felizes, a qualidade do empreendimento nos surpreendeu”, diz ela.

Também no início de setembro foi entregue o Residencial Caiobá, localizado no Sítio Cercado, onde estão morando 112 famílias com renda até três salários mínimos, oriundas tanto da fila de inscritos no cadastro da Cohab quanto de áreas de risco. É o caso da operadora de caixa Adriana Rodrigues, que passou a viver no Caiobá com o marido Amauri e as duas filhas. Com renda familiar de R$ 1.100,00 eles vão pagar prestação mensal de R$ 110,00.

“Estamos muito satisfeitos. A região conta com todos os serviços que precisamos, o apartamento é muito bem feito e parcela cabe no bolso. Agora vamos conseguir economizar para investir no lar. As crianças estão adorando, pois tem bastante espaço para brincar”, diz ela.

Próximo
O próximo conjunto a ser entregue pela Prefeitura é o Residencial Vila Mariana, no Tatuquara, onde passarão a viver 224 famílias com renda até três salários mínimos, tanto da fila de inscritos como também moradores de áreas de risco. Além de espaçoso e bem acabado, o residencial conta com outro diferencial: uma quadra de esportes.

Pamela Carvalho está ansiosa, pois ela, o marido e três filhos foram contemplados com uma unidade e finalmente vão deixar a casa da mãe dela.“Quem poderia imaginar que um conjunto da Cohab para famílias de baixa renda fosse ter parquinho para as crianças e até quadra de esportes. Tivemos muita sorte  em conseguir este apartamento. Aqui é uma maravilha, estou contando os dias para a data da mudança”, ressalta.

Andressa de Oliveira também está prestes a realizar o sonho do imóvel próprio. Ela mora com o marido e o filho na casa da sogra, mas logo vai receber uma unidade no Residencial Vila Mariana. “Adorei o apartamento e principalmente o condomínio. Muita gente fala que por ser da Cohab não é coisa boa, mas pude ver que não é verdade. É tudo lindo e bem feito, não vejo a hora de vir morar aqui”, declara.

Casas e sobrados
Ao longo dos anos uma reclamação sempre surgiu com relação aos conjuntos de habitação popular de casas e sobrados. As unidades todas iguais, inclusive de mesma cor e alinhadas na mesma posição criavam um cenário monótono, no qual as pessoas pouco se identificavam com suas moradias. Atualmente os conjuntos de casas e sobrados são construídos para atender o programa de reassentamento de moradores de áreas de risco.

“Nos projetos atuais ao invés de arrasar o terreno, procuramos preservar as características do local e nele inserir as moradias, para causar menos impacto. As casas são pintadas em cores vivas e uma diferente da outra para não massificar o cenário. Com o tempo, os moradores vão acrescentando seus toques pessoais e o empreendimento se junta ao entorno e assim formam-se os bairros”, explica o presidente da Cohab, Ibson Campos.

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