Publicado em 9/23/2011 5:58:46 PM

20 anos depois, área do Bairro Novo abriga 53 mil pessoas

Encravado no Sítio Cercado, projeto do Bairro Novo foi implantado de forma gradativa e é até hoje o maior empreendimento do programa habitacional

Com 4,2 milhões de metros quadrados, a área do projeto Bairro Novo, encravada no Sítio Cercado, está consolidada hoje como o maior empreendimento do programa habitacional já realizado em Curitiba. Em extensão, o Bairro Novo equivale a um bairro do tamanho do Atuba, um dos marcos da história da cidade. Em população (53,6 mil habitantes, segundo dados do censo 2010 do IBGE), equipara-se a uma cidade como União da Vitória, no sul do estado.

Lançado em 1991, o Bairro Novo começou a ser ocupado por famílias cadastradas pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) no ano seguinte. Desde então, a ocupação da área foi feita de forma gradativa, com lotes, casas e apartamentos. A operação foi concluída no início deste mês, com a entrega do empreendimento Residencial Caiobá, para 112 famílias.

“O Bairro Novo concentra num único lugar todas as premissas do programa habitacional de Curitiba, que prevê atendimento integral ao cidadão e vincula a moradia às demais políticas públicas. Quem mora hoje no Bairro Novo tem, junto com sua casa, escola, creche, unidade de saúde, academia ao ar livre, Armazém da Família e, enfim, toda gama de equipamentos e serviços que a Prefeitura oferece para a população”, diz o prefeito Luciano Ducci.

Antiga grameira - O projeto do Bairro Novo foi implantado pela Cohab numa área que estava sub-utilizada, apesar de estar colada à estrutura urbana, a pouco mais de 500 metros de distância da principal rua do Sítio Cercado, a Isaac Ferreira da Cruz. A área de 4,2 quilômetros quadrados, com topografia favorável, pertencente a diversos proprietários, era arrendada para o plantio de grama, que depois era comercializada. “Onde hoje existem casas e blocos de apartamentos havia um gramado verde a se perder de vista”, relembra a diretora técnica da Cohab, Teresa Oliveira, que, na ocasião em que houve a criação do Bairro Novo, era gerente de projetos.

A área do que viria a se transformar no Bairro Novo foi declarada pelo município de interesse público para fins de habitação e o projeto foi desenvolvido aos poucos. A época em que ele foi iniciado coincidiu com um período de corte de verbas do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e, por isso, a maior parte das obras foi executada com recursos do município. A opção para ampliar o alcance do projeto foi ofertar lotes para as famílias.

Só mais tarde, a partir do ano 2000, quando os financiamentos para construção de moradias foram retomados pelo governo federal, é que foi dado início à implantação de condomínios de apartamentos. A mescla de padrões construtivos - casas e apartamentos - estava prevista desde o início, para dar ao Bairro Novo o mesmo panorama que se observa em um bairro que se forma naturalmente, com a diversidade de tipologia, usos e rendas no mesmo espaço.

Entre os anos de 91 e 2000, a Cohab entregou 11.322 lotes no Bairro Novo. A partir de 2001 foram construídos ali, nas principais ruas do loteamento, mais 3.003 apartamentos. O último condomínio foi entregue este mês, pelo prefeito Luciano Ducci, encerrando um ciclo de quase 20 anos que o loteamento levou para se consolidar e se transformar em praticamente uma cidade dentro de Curitiba. No total, o projeto da Cohab foi responsável pela criação de 14,3 mil domicílios na área da antiga grameira.

Crescimento planejado - No entanto, as informações do último censo mostram que o crescimento do Bairro Novo foi além. Segundo levantamento feito pelo Ippuc com base nos dados dos setores censitários do IBGE, existem 17.351 domicílios nos 4,2 milhões de metros quadrados do empreendimento. Este número corresponde a 46,6% do total de domicílios de todo o bairro do Sítio Cercado. O contingente populacional do loteamento - também de acordo com o censo 2010 - impressiona da mesma forma. Só três cidades do interior do Paraná têm população semelhante à do Bairro Novo: Irati (56.206 moradores), Rolândia (57.862) e União da Vitória (52.735).

Para atender a esta população, o projeto previa, desde o início, a reserva de áreas para a implantação gradativa de equipamentos públicos pelo município e o reforço na infraestrutura, com a melhoria dos serviços. Hoje, todas as ruas do Bairro Novo estão asfaltadas e há seis linhas de ônibus que atendem os moradores (quatro linhas de alimentadores, uma de ligeirinho e uma convencional que faz a ligação direta com o centro da cidade).

Os equipamentos mantidos pela Prefeitura no Bairro Novo incluem um hospital, dois Espaços Saúde , um Centro de Especialidade, três Unidades de Saúde, dois Liceus de Ofícios, um CRAS (Centro de Referência em Assistência Social), um CREAS (Centro de Referência Especializada), uma República do Piá, duas academias ao ar livre, um Centro de Esporte e Lazer, um Clube da Gente, uma unidade de Câmbio Verde, um Sacolão da Família, um Armazém da Família, um Espaço Cultural, uma Casa de Leitura, um Faról do Saber, uma unidade de educação integral, sete escolas de educação básica, seis creches, uma unidade de educação especial, quatro escolas estaduais, uma unidade do Corpo de Bombeiros, uma unidade da Polícia Militar e uma Rua da Cidadania.

A dona de casa Pedra Pereira Duarte mudou-se com a família (marido e duas filhas) para o Bairro Novo em março deste ano, quando passou a ocupar um dos apartamentos do Residencial Santa Mônica, que fica próximo à Rua da Cidadania. “Desde que cheguei, só precisei ir uma vez ao centro da cidade, para uma consulta no dentista. Tenho tudo que preciso perto de casa. O comércio é variado e a infraestrutura é muito boa. Além disso, é um lugar que está crescento e isso valoriza o imóvel”, diz ela.

A diarista Irene Garcia mudou-se para o Bairro Novo na mesma época. Com a filha de 14 anos, ela mora no Residencial São Francisco, que fica próximo ao Santa Mônica. “Estou satisfeita. Parece que tirei a sorte grande. O Bairro Novo é um lugar muito bonito e tem tudo que precisa para a gente viver bem”, falou.

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