Publicado em 12/6/2011 4:26:12 PM

Mais 43 famílias estão sendo reassentadas na Vila Pantanal

Após esta etapa chega a 168 o número de famílias beneficiadas no local.

O projeto de urbanização da Vila Pantanal está atendendo mais 43 famílias com novas moradias. Nesta terça-feira (6) foram reassentadas seis famílias que viviam em situação de risco social e nas próximas semanas serão entregues as outras 37 unidades. Após esta etapa chega a 168 o número de famílias beneficiadas no local.

“Os moradores reassentados deixam uma situação de miséria e vulnerabilidade extrema e passam a viver em imóveis seguros e regulares, fato que altera o cenário da região ao torná-la mais bonita e eleva a autoestima dos cidadãos, que recomeçam as suas vidas com maior dignidade”, diz o prefeito Luciano Ducci.

A Vila Pantanal é uma das 43 áreas irregulares da cidade onde a Companhia de Habitação popular de Curitiba (Cohab) está executando projetos de urbanização e retirando famílias que moram nas margens de rios. A vila, com 768 domicílios é uma das mais precárias ocupações de Curitiba, pois sua localização, próxima à Área de Preservação Ambiental (APA) do Iguaçu, impedia a execução de infraestrutura e melhorias no local.

Parte das famílias vivia em pontos de alagamentos e junto à faixa de preservação do rio. Elas estão sendo gradativamente transferidas para um novo loteamento implantando na própria área, em ponto onde não há restrições para uso habitacional nem perigo de inundação. As 131 famílias que já foram reassentadas fazem parte de um total de 334 que receberão casas novas.

As demais 434 famílias, que estão em locais que não oferecem riscos, serão contempladas com obras de urbanização no próprio local onde residem. Estão sendo implantadas redes de água, energia elétrica, drenagem, organização do sistema viário e pavimentação.

O projeto tem custo global de R$ 10,1 milhões e está sendo executado com recursos do município e de financiamentos contratados junto ao programa Pró Moradia, do governo federal, e Fonplata (organismo financeiro que atua nos países da bacia do rio da Prata, na América do Sul).

Recomeço – A servente de limpeza Ana Paula dos Reis Amaral, 30 anos, estava vivendo com os três filhos em uma antiga casa de madeira próxima ao rio Iguaçu. Lá permaneceu por oito anos, convivendo com os ratos e o mau cheiro. “Mas o pior de tudo é que a casa estava caindo. Quando chovia forte eu sentia muito medo”, relembra.

Na casa nova ela já planeja as melhorias. “A primeira coisa que vou fazer é erguer o muro. Depois quero arrumar a calçada, para poder deixar tudo bem limpinho. Sonho em ter uma casa bonita, que dê gosto de convidar as pessoas para vir. Agora vou poder realizar essa  vontade”, destaca.

A merendeira Cida Freitas, 38 anos, vive há 10 na Vila Pantanal, com o marido Vanderson e um casal de filhos. “A gente vivia em um lugar que dava muita enchente. Era triste, ficar preso em casa sem poder sair e com medo de perder as coisas. Hoje estou muito feliz em receber minha casa nova. Ano que vem pretendo aumentar mais um quarto para ficar um para cada filho”, conta.

O casal Leandro e Joelma Lemes viviam com o filho Osvaldo de apenas um ano em um quarto na casa da mãe dela. “Não tinha espaço para nada, era uma situação muito difícil. A gente tinha vontade de comprar as coisas, mas não podia porque não cabia”, conta ela.

Atendidos com uma nova unidade eles já fazem planos. “Vamos poder comprar móveis e montar o nosso próprio canto. O melhor de tudo é a garantia de saber que teremos o que deixar para o nosso filho”, diz Joelma.

Histórico - A Vila Pantanal surgiu em um terreno da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), localizado junto à APA do rio Iguaçu e ao lado de um pátio de manobras de trens. O local hoje é administrado pela ALL (América Latina Logística), empresa que detém a concessão para operação da malha ferroviária do sul do país. Em função da sua localização, a área tem restrições ambientais e de segurança para uso habitacional. Os trilhos do trem funcionam como uma barreira física, impedindo a ligação com o restante do bairro.

Até recentemente, a ocupação não havia recebido nenhuma infraestrutura e não tinha equipamentos comunitários. A partir de 2005, o perfil local começou a mudar, com a instalação de uma escola de 1° grau, uma creche e uma unidade de saúde dentro da área. A instalação destes equipamentos estava prevista no projeto de urbanização e integra a contrapartida aos financiamentos concedidos ao município para a intervenção na área.
 

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