Publicado em 12/8/2011 5:31:16 PM

Programa de relocação de áreas de risco de Curitiba pode ser referência para o Quênia

Uma comitiva, formada por técnicos da área de desenvolvimento urbano, esteve na Cohab para conhecer o programa habitacional de Curitiba

O programa de urbanização de áreas irregulares e reassentamento de famílias em situação de risco que está sendo desenvolvido em Curitiba poderá servir de referência para a elaboração de uma proposta de intervenção habitacional que fará parte da política nacional de desenvolvimento urbano do Quênia. A afirmação é de Patrick Adolwa, diretor do Departamento de Desenvolvimento Urbano do governo central daquele país.

Ele é o chefe de uma delegação queniana que está visitando Curitiba e que esteve nesta quinta-feira (8) na sede da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). Os visitantes foram recebidos pelo presidente da Companhia, Ibson Campos, e pela arquiteta Melissa Kesikowski, gerente do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, que fez uma explanação sobre os projetos em andamento em Curitiba.

A criação de um programa habitacional para o Quênia estará inserida em um amplo plano de desenvolvimento urbano, com abordagem multidisciplinar, que está em elaboração neste momento no país. “Queremos construir um plano que envolva as diferentes políticas públicas e seja eficiente para dar ao país condições de um crescimento sustentável”, disse Adolwa.

Além de habitação, as áreas de interesse dos quenianos em Curitiba são transporte, uso do solo, meio ambiente e governança. De acordo com Adolwa, dois motivos trouxeram a delegação à Curitiba: o histórico de sucesso na adoção de soluções urbanas inovadoras e a semelhanças de cenários. “Procuramos exemplos em países emergentes, porque são realidades mais próximas a nós e isso deixará os programas a serem criados mais factíveis”, falou o diretor.

O Quênia, país da África oriental, tem cerca de 34 milhões de habitantes e é dividido em 47 estados. A capital é Nairobi, com 4 milhões de habitantes. O plano de desenvolvimento urbano que está sendo elaborado leva em conta a totalidade do país. “Nosso foco não é apenas Nairobi, porque queremos evitar a concentração populacional em único ponto do país e oferecer condições para que as capitais regionais possam se desenvolver de forma igualitária”, explicou Adolwa.

Segundo ele, a previsão é que nos próximos 10 anos haja uma transformação radical no perfil demográfico do Quênia. Hoje, a maior parte da população vive no meio rural e, de acordo com as projeções, pelo menos 50% dos habitantes do campo devem se transferir para as cidades até 2020. “Nosso desejo é estar preparados para este crescimento e enfrentar de maneira segura o processo de urbanização que virá”, declarou o diretor.

Ele disse que os projetos de reassentamento de Curitiba podem ser exemplo para os futuros projetos habitacionais do Quênia. Na capital do país, cerca de 600 mil pessoas vivem em favelas e a política utilizada lá prioriza a permanência das famílias no mesmo local onde vivem. “Achamos interessante a prática de reassentamento adotada em Curitiba”, falou Adolwa.

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