Publicado em 2/24/2012 12:33:59 PM

Intervenção da Cohab no Parolin inclui barracão de reciclagem

Equipamento será entregue ao projeto EcoCidadão onde coletores de materiais recicláveis trabalharão em cooperativa

A Vila Parolin vai ganhar um barracão de reciclagem do projeto EcoCidadão. A construção do equipamento faz parte da intervenção na área da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) e terá capacidade para atender 20 coletores de materiais recicláveis por turno de trabalho. O investimento na obra é de R$ 284 mil, com recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS).

“Ao implantarmos um barracão de reciclagem no Parolin estamos cumprindo uma importante função social, ao garantir maior qualidade de trabalho para as famílias que sobrevivem da coleta de material reciclável.  O projeto possibilita que eles trabalhem de maneira adequada, sem riscos e com melhor aproveitamento dos materiais”, afirma o presidente da Cohab, Ibson Campos.

O projeto de urbanização da Vila Parolin – a mais antiga ocupação irregular da cidade – atende um total de 1.546 famílias, das quais 716 estão sendo reassentadas em novas moradias. Além do barracão para reciclagem, o projeto da Cohab inclui uma escola municipal e para complementar, a Prefeitura está construindo no local um CMEI (creche) e uma Unidade de Saúde. O investimento total ultrapassa R$ 43 milhões, oriundos da Prefeitura e do governo federal.

Barracão - Com 300 metros quadrados de área, o barracão vai contar com área para separação, classificação e expedição do material reciclável; sanitários masculino e feminino; refeitório; depósito e área para carga e descarga. Para economizar e colaborar ainda mais com o meio ambiente foi instalado um sistema de coleta e filtragem das águas das chuvas.

A obra está em fase de acabamento e deverá ser entregue dentro de um mês. Tempo que os coletores tem para organizar uma associação visando o trabalho em cooperativa. A coordenação do projeto EcoCidadão é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Devido ao elevado número de pessoas que ganham a vida com reciclagem no Parolin, a Prefeitura estuda a possibilidade de alugar outro espaço maior, na própria vila, para implantar um segundo barracão de reciclagem.

Vantagens - Levar para a casa o material coletado nas ruas causa muitos transtornos para as pessoas que trabalham com reciclagem. O acúmulo atrai ratos, baratas e outros insetos, que podem causar doenças como a leptospirose. As famílias não conseguem manter boas condições de higiene ao trabalhar com reciclagem no mesmo local onde moram.

Os barracões de reciclagem possibilitam que os coletores tenham equipamentos específicos para a função, como prensa, balança, empilhadeira e bancada para separação dos materiais. Desta forma, os trabalhadores podem manter suas casas mais organizadas, fato que melhora a relação com a vizinhança e eleva a autoestima dos cidadãos.

Outra importante vantagem é o ganho financeiro. Ao trabalhar de maneira independente, armazenando e separando os materiais em casa, no momento de vender o coletor sai perdendo, pois negocia por um valor baixo com os atravessadores, que acabam ficando com a maior parte do lucro ao negociar com as indústrias de reciclagem.

Nas cooperativas do projeto EcoCidadão, os coletores saem ganhando. Graças a maior quantidade e eficiência na separação dos materiais e principalmente pela negociação feita diretamente com os compradores, os produtos são valorizados, aumentando os rendimentos em até 40%.

Quintal limpo – Entre os coletores de material reciclável que vão participar do projeto no Parolin está o casal Antônio Hamilton de Lima, 65 anos e Maria Helena, 61, moradores locais há quatro décadas. Há um ano eles foram retirados da precária moradia em  que viviam na beira do rio Guaíra e foram reassentados em uma casa nova. Ambos estão ansiosos pela inauguração do barracão.

“Para nós vai ser muito melhor, porque trabalhando como associação vamos conseguir vender por preços mais altos”, diz ele. “Por não precisar trazer os materiais para casa vamos conservar o quintal mais limpo. Estou contando os dias para começar a trabalhar no barracão”, completa ela.

A opinião é compartilhada pelo casal Abel Alexandre, 69,e Maria Lúcia, 46. “Separar o material em casa não faz bem para a saúde. Espero poder entrar logo no projeto para colocar o quintal em ordem”, afirma ela. “No lugar onde hoje trabalhamos com o material coletado quero fazer uma horta. Essa é uma antiga vontade que tenho e finalmente vou poder realizar”, finaliza Abel.

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