Publicado em 3/27/2012 4:52:56 PM

Sistema construtivo inovador está sendo usado em casas da Cohab

Ao invés de tijolos e cimento, moradias são construídas com armação metálica e placas parafusadas

A construção de 45 moradias no Tatuquara está utilizando um sistema construtivo que é novidade no Brasil no setor de habitação popular. Ao invés de tijolos e cimento, as casas populares estão sendo construídas pelo método light steel frame, que utiliza uma armação metálica onde são parafusadas placas de cimento sem a necessidade de argamassa.

As casas serão entregues para famílias que vivem em situação de risco nas Vilas Bons Amigos, no Sítio Cercado, Ipiranga, no Capão Raso, Parque Náutico, no Alto Boqueirão, Terra Santa no Tatuquara e Rigoni, no CIC. Para a construção das 45 unidades estão sendo investidos R$ 1,35 milhões, recursos do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS).

“Decidimos investir nesta nova tecnologia para comprovar as vantagens que nos foram apresentadas. Pode estar surgindo uma nova solução para a política habitacional, já que o método tem maior agilidade, custo semelhante, e bem menos desperdício de material. Estas 45 unidades estão servindo como um teste para verificar a viabilidade do sistema construtivo na habitação popular”, explica o presidente da Cohab, Ibson Campos.

 O sistema, também chamado de construção seca, é bastante utilizado na Europa e nos Estados Unidos. Chegou ao Brasil e nos últimos anos tem sido aplicado principalmente em estabelecimentos comerciais. “Queremos levar esta tecnologia para a habitação popular, pois quanto maior a produção, mais viável o sistema se torna”, afirma o engenheiro Eliel Ferreira Júnior, responsável pela construtora que está realizando a obra.

De acordo com ele, existem vantagens tanto para a obra como para o meio ambiente. “A velocidade de montagem de uma casa é maior, as paredes reagem melhor à umidade, as instalações elétricas e hidráulicas são feitas no interior das paredes antes de fixar as placas de cimento, fato que evita perdas. Não se produz entulho, utiliza água somente nas fundações e reduz o uso de cimento em 80%”, destaca.
 
O sistema – A única parte igual ao sistema convencional é a fundação radier, uma laje de concreto que serve de base para a construção. A estrutura da casa é em aço galvanizado revestido com zinco para evitar a corrosão. As peças metálicas unidas formam painéis, que parafusados entre si montam a estrutura onde são instaladas as paredes da construção.

Quando a casa ainda é apenas um esqueleto metálico são implantadas as redes elétrica e hidráulica. “É nesta fase da obra que o novo sistema leva uma vantagem enorme sobre o método convencional em alvenaria. Ao invés de quebrar o que já foi construído, o que gera desperdício e retrabalho, as redes são instaladas antes de se colocarem as paredes”, explica o engenheiro.

Depois de a estrutura da casa já estar montada, com as redes elétricas e hidráulicas instaladas é que são parafusadas as paredes – feitas de placas de cimento revestidas dos dois lados por uma manta de fibra de vidro. As placas são instaladas na parte interna e na parte externa da construção. O miolo é preenchido com lã mineral (produzida a partir de garrafas PET recicladas) que garante o isolamento térmico e acústico.

As placas de cimento e fibra de vidro são leves e resistentes. “O manuseio é fácil e a qualidade final da obra é excelente”, garante Ferreira. A estrutura do telhado também é metálica e a cobertura está sendo feita com telhas de material asfáltico betuminoso. “São telhas leves e fortes, muito bem fixadas”, completa o engenheiro.

O presidente da Cohab ressalta a importância da busca por novas soluções. “Estamos dando início ao que futuramente pode ser considerada uma revolução na habitação popular. A Cohab está sempre procurando alternativas para agilizar o atendimento à demanda por moradia na cidade”, conclui Campos.

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