Publicado em 4/18/2012 10:38:03 AM

A um passo da casa própria

Contemplados em sorteio comparecem à Cohab para entregar documentação

Famílias sorteadas para adquirir 153 apartamentos no bairro Ganchinho estão comparecendo, nesta semana, à sede da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) com objetivo de entregar a documentação necessária para aprovar o financiamento e também para preencherem o Cadastro Único para Programas Sociais, o CadÚnico, do governo federal.

Os contemplados possuem renda entre R$ 931 e R$ 1.600 e estavam inscritos na chamada fila da Cohab. A definição dos beneficiados aconteceu -  conforme determinam as normas do programa Minha Casa Minha Vida -  por meio de sorteio, realizado no dia 5 de março em sessão pública no auditório da Companhia. O número de famílias sorteadas correspondeu ao dobro de unidades disponíveis, pois incluiu reserva para suprir casos de candidatos reprovados pela Caixa Econômica Federal.

Ao entregar a documentação, os contemplados também preenchem um cadastro financeiro, que será encaminhado pela Cohab à Caixa Econômica Federal para a elaboração do contrato de financiamento. “Este cadastro é uma espécie de dossiê da condição financeira das famílias. Caso a documentação e o cadastro sejam aprovados, em seguida o contrato é assinado e o próximo passo é a entrega das chaves”, explica o presidente da Cohab Ibson Campos.

CadÚnico – O Cadastro Único para Programas Sociais é uma base de dados coordenada pelo governo federal, que visa identificar todas as famílias de baixa renda existentes no país, a fim de incluí-las nos programas sociais e de erradicação da pobreza. O cadastro é válido em todo território nacional, portanto se uma família for atendida em um programa habitacional aqui em Curitiba, ela não mais será beneficiada em outra localidade do país.

O cadastramento é executado pelos municípios e processado pela Caixa Econômica, que é o agente operador. No CadÚnico constam informações sobre o domicílio, composição familiar, qualificação escolar, situação no mercado de trabalho, rendimentos, despesas e  acesso a serviços públicos. Os dados auxiliam na elaboração de políticas públicas voltadas à população de baixa renda.

Empreendimentos - Os 153 apartamentos que serão ocupados pelas famílias contempladas fazem parte dos empreendimentos Residencial Buriti e Residencial Parque Iguaçu I e II, que estão em obras nas proximidades da rua Eduardo Pinto da Rocha, a principal via do bairro Ganchinho.

Os imóveis, com dois quartos, têm custo final de R$ 45 mil, mas as famílias terão subsídio para aquisição. Elas irão pagar prestações equivalentes a 10% da renda familiar (entre R$ 93 e R$ 160), pelo período de dez anos. Ao final deste prazo, não haverá pagamento de resíduo e o imóvel será automaticamente quitado.

Adeus aluguel – O jovem casal Luan de Souza Almeida, 20 anos, e Adriana de Oliveira de Mello, 24, vive com a pequena Horrana, de um ano e seis meses, em uma casa alugada no CIC, onde pagam R$ 350 mensais. “É um dinheiro que não tem retorno, acaba sendo perdido. Dá até medo de fazer as contas de quanto gastamos por ano com aluguel”, afirma ela.

Ele, que é encarregado de supermercado, gostou do valor da parcela do financiamento. “É uma prestação que não pesa no orçamento. O valor é menos do que a metade do que pagamos de aluguel e o melhor de tudo é que vamos pagar por algo que depois será nosso. Estamos felizes e ansiosos por esta conquista”, diz ele.

O azulejista Genílson Santos, 43 anos, e sua esposa Edilene Vaz, 37, também vão dar adeus ao aluguel de R$350 que pagam todo mês para morar com os três filhos em uma casa no CIC. “Não existe nada igual a sair do aluguel. É uma dureza todo mês ver boa parte do salário ir embora. Daqui em diante tudo vai mudar, vai sobrar mais dinheiro e teremos nossa casa própria”, comemora.

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