Publicado em 5/10/2012 6:12:18 PM

Em 47 anos de existência, Cohab Curitiba já entregou 130 mil moradias

Número representa 520 mil pessoas atendidas, o que equivale à segunda maior cidade do estado

A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) completou 47 anos de fundação neste mês de maio e para comemorar a importante data foi realizada uma cerimônia na sede da Companhia nesta quinta-feira (10). Desde a criação do órgão, em 1965, foram entregues moradias para 130 mil famílias, o que significa atendimento de 520 mil pessoas – população equivalente à cidade de Londrina, a segunda maior do estado.

“Entregar moradias está entre as maiores satisfações da vida pública. Tirar uma família de condições insalubres em beira de rio e possibilitar a ela uma habitação de qualidade é uma sensação única, que só é possível graças ao trabalho de toda equipe da Cohab”, disse o prefeito Luciano Ducci.

Na ocasião, foi feita uma homenagem ao prefeito que instituiu a criação da Cohab, Ivo Arzua, hoje com 87 anos. Com problemas de saúde, ele foi representado pelo filho Sérgio Luis Sottomaior, que recebeu uma placa das mãos do prefeito Luciano Ducci.

Arzua enviou uma carta onde afirma que a criação da Cohab Curitiba está entre as principais realizações da sua gestão. Em 1966 foi ele quem inaugurou o primeiro empreendimento habitacional da cidade, a Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, com 2.500 casas.

Sociedade de economia mista, a Cohab tem a Prefeitura de Curitiba como sócia majoritária, detentora de 99% das ações. Responsável pelo planejamento e execução da política habitacional do município, atualmente a Cohab está a frente do maior programa de habitação da história da capital paranaense.

“Estamos atuando em duas frentes principais: o atendimento à fila de inscritos no cadastro da Companhia; e a urbanização de favelas, com reassentamento de famílias em situação de risco, a maior parte sendo retiradas das margens de rios e transferidas para novas unidades. Nas áreas irregulares que não possuem restrições para uso habitacional, estamos promovendo a regularização fundiária com entrega de escrituras para as famílias”, explica o presidente da Cohab Ibson Campos.

O plano de urbanização de favelas está atendendo 13 mil famílias de 43 diferentes ocupações irregulares. Deste total, 7,5 mil sairão da condição de risco e serão reassentadas em casas seguras, com infraestrutura, serviços públicos e equipamentos comunitários. Até agora, 3,7 mil reassentamentos foram realizados.

Com a retirada das famílias da beira de rios, estão sendo liberados 32 quilômetros de margens de cursos de água. São faixas ao longo dos rios Barigui, Iguaçu, Ribeirão dos Padilha, Passaúna, Atuba, Formosa e Belém, que receberão plantio de árvores e grama para recuperação ambiental. Para evitar novas ocupações, ao longo da faixa de preservação permanente dos rios serão implantados equipamentos de esporte e lazer.

No momento, há obras em andamento para a construção de 800 casas que vão abrigar famílias que vivem em situação de risco na beira de rios. Já foram licitadas e estão em fase de contratação mais 246 unidades e há outras 1.184 a serem licitadas ou contratadas.

Fila de inscritos - São famílias que voluntariamente se candidatam à aquisição de uma unidade habitacional e aguardam atendimento, tendo o compromisso de renovar anualmente sua inscrição. Para estas famílias, há duas formas para acesso ao imóvel: quem tem renda de até R$ 1,6 mil é selecionada por meio de sorteio, independente da data de inscrição. Este critério foi determinado pelo governo federal para empreendimentos financiados com recursos do programa Minha Casa, Minha Vida, principal fonte de financiamento dos empreendimentos.

Para quem ganha acima de R$ 1,6 mil, o critério para atendimento é a ordem cronológica de inscrição, com prioridade para os mais antigos. Atualmente, a convocação de candidatos nesta faixa de renda alcança inscritos no final do ano de 2010. Isto significa que todas as inscrições anteriores a esta data já foram convocadas ao menos uma vez. “Porém algumas pessoas recusam a oferta, por não ser o bairro ou tipo de imóvel de sua preferência”, afirma Campos.

Para atender esta demanda estão em construção 7.035 apartamentos e sobrados, em 25 empreendimentos localizados nos bairros do Tatuquara, Ganchinho, CIC, Santa Cândida, Sítio Cercado e Cachoeira. A maior concentração de obras está no bairro do Ganchinho, com 2.796 unidades. Do total de unidades em obras, 3.539 serão destinadas ao atendimento de famílias com renda de até R$ 1, 6 mil (a chamada faixa 1 do programa MCMV) e outras 2.616 unidades irão atender famílias inscritas na fila, com renda entre R$ 1,6 mil e R$ 3, 1 mil (faixa 2).

Os recursos que financiam as obras são do programa Minha Casa, Minha Vida e somam R$ 343 milhões. Além das unidades em obras, o programa MCMV contabiliza também mais 1.250 apartamentos, entregues a partir de março do ano passado. Com isso, o total de unidades produzidas pelo programa em Curitiba chega a 8.285.

“Estes números colocam Curitiba como referência para outras capitais na implantação do programa Minha Casa Minha Vida, graças ao empenho da Prefeitura e principalmente do corpo técnico da Cohab. Estamos fazendo uma gestão bastante voltada para a habitação e quem tem a ganhar com isso são as famílias curitibanas”, finalizou o prefeito Luciano Ducci.

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