Publicado em 9/6/2012 5:21:22 PM

Obra da Cohab ajuda ex-detentos a se recolocarem no mercado de trabalho

Egressos trabalham na obra do Residencial Cidade de Broni, empreendimento de 512 unidades no Tatuquara

Dos 79 funcionários que trabalham na construção do residencial Cidade de Broni, no Tatuquara, oito são ex-detentos que ganharam a oportunidade de se recolocar no mercado de trabalho por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SEJU), o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon) e o Senai.

Os egressos participaram de um curso de auxiliar de pedreiro, ministrado pelo Senai e foram contratados para atuar no canteiro de obras do empreendimento que vai atender 512 famílias inscritas na Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), com renda entre R$ 1,6 mil e R$ 3,1 mil.

“É uma excelente oportunidade que está sendo oferecida a estes cidadãos, que desejam mudar de vida, mas enfrentam muito preconceito após cumprirem suas penas. Ao participar do curso eles aprenderam um ofício e já saíram com emprego garantido para que possam sustentar suas famílias”, destaca o presidente da Cohab, Ibson Campos.

Após 40 dias de curso, os ex-detentos foram contratados como serventes de pedreiro, com a possibilidade de se qualificarem a pedreiro no período de um ano. “De acordo com o desempenho de cada um, assiduidade no canteiro, ausência de advertências e a necessidade da obra, em seis meses eles já podem subir para meio oficial e em uma ano para pedreiros”, explica Constanti Zafiris Junior, assistente administrativo de obras, da construtora responsável pelo canteiro.

A partir do próximo dia 10, mais 27 detentos que cumprem regime semi-aberto serão admitidos no canteiro. “Neste caso eles trabalham de dia aqui na obra e voltam para dormir na penitenciária. Recebem 75% de um salário mínimo e a cada três dias trabalhados reduz um dia na pena”, diz Junior.

Crescimento – Diego Luis Garcia, 24 anos, é um dos oito ex-detentos que atuam na obra do Residencial Cidade de Broni. “É uma chance ótima que estamos ganhando. O curso foi muito bom, aprendemos primeiro a parte teórica e depois colocamos a mão na massa aqui mesmo na obra. Agora temos uma profissão e o objetivo é crescer dentro da empresa. Quero poder dar orgulho a minha família”, afirma.

José Adriano Bozza, 30 anos, tem mulher e três filhos. Arrependido, garante que não voltará mais para a cadeia. “Estou agarrando firme esta oportunidade. É um alívio saber que no final do mês vou ganhar um salário digno e não vou mais voltar para lá. Tudo que eu quero daqui para frente é o meu crescimento e da minha família”, diz.

Opinião compartilhada por William Linhares, 27 anos. “Chega de fazer coisa errada, agora eu quero me manter nesse emprego e levar uma vida normal de trabalhador. Tenho como meta me qualificar para poder sempre que possível aumentar o salário. O pessoal aqui é tudo boa gente, nos tratam bem, já me sinto em casa”, finaliza.
 

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