Publicado em 1/31/2013 10:41:07 AM

Conjunto da Cohab ganha plantio de 90 mudas de ipê amarelo

Ação faz parte do trabalho ambiental realizado nos projetos de urbanização de favelas

O empreendimento Moradias Serra do Mar, no bairro Cajuru, recebeu nesta semana o plantio de 90 mudas de ipê amarelo, como parte do trabalho ambiental que é realizado nos projetos de reassentamento. O conjunto foi construído pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) para abrigar 145 famílias que viviam na ocupação irregular vila Autódromo, em área de risco devido à proximidade com a linha férrea.

Além da intervenção física e do trabalho social com as famílias reassentadas, os projetos da companhia incluem o componente ambiental. “Quando são desocupadas áreas de proteção permanente, em fundos de vale e margens de rios habitadas irregularmente, após a transferência das famílias, a Cohab e a Prefeitura realizam a recuperação ambiental do local que estava degradado”, afirma o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues.

Também são realizadas ações ambientais com as famílias antes, durante e depois das mudanças. O plantio das mudas de árvore faz parte deste trabalho que é realizado pela Cohab, em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. “Os ipês, depois de crescidos, garantem a proteção térmica, criam locais de sombra, além de embelezar e valorizar o paisagismo do empreendimento, o que desperta o sentimento de pertencimento nos moradores”, explica a técnica ambiental Renata Pacheco.

Orientações
Nos início do processo de reassentamento de famílias de áreas de risco, ainda na área de origem, os técnicos ambientais fazem um cadastro de todos os animais de estimação de cada família, para evitar que sejam deixados para trás no momento da mudança. Na casa nova, os moradores recebem orientações para não deixar os cães soltos na rua.

Outro tema abordado é a questão do lixo. “Trabalhamos com as famílias a importância da separação do lixo, mas sempre respeitando as particularidades de cada caso. Existem situações de pessoas que saem de áreas muito precárias onde há lixo por toda parte. Nestes casos, antes de ensinar a separar o lixo, temos que trabalhar noções básicas de higiene”, diz Renata.

De acordo com ela, a intenção é ensinar bons hábitos para os moradores, para que após o término do acompanhamento eles possam caminhar com as próprias pernas. O trabalho de pós-ocupação varia de seis meses a um ano, de acordo com o tamanho do empreendimento.

Dar o exemplo
A comerciante Mônica Ferreira Paulino, 34 anos, morou a vida inteira na vila Autódromo. Há sete meses na casa nova, onde reside com o marido e duas filhas, ela vive outra realidade. “Aqui estamos em uma casa segura, que podemos ter a certeza que é nossa”, destaca.

Mudas de diferentes flores enfeitam o jardim de sua casa. “Deixar o jardim assim bonito foi orientação da técnica ambiental, que também explicou a importância de prender os cachorros e separar o lixo. Acho de muito valor este trabalho ambiental. Eu faço tudo certinho e procuro sempre dar o exemplo para os vizinhos”, destaca.
 

A coletora de materiais recicláveis Eunice Venâncio, 50 anos, morou por quatro décadas na ocupação irregular vila Autódromo. Em dezembro passado ela foi atendida com uma unidade no Moradias Serra do Mar, e desde então ela afirma que sua vida melhorou. “Eu vivia quase dentro do valetão, então essa casa aqui para mim é um sonho”, diz.

Com relação ao plantio dos ipês amarelos ela não poupa elogios. “É um trabalho fantástico, esses ipês ficam maravilhosos quando florescem. Fiquei muito feliz que plantaram um bem em frente a minha casa. O bairro vai ficar ainda mais lindo no futuro, para nosso filhos e netos”, finaliza.
 

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