Publicado em 2/6/2013 5:24:29 PM

Projeto Comunidade em Cores garante novo visual para a Vila Torres

Iniciativa recuperou fachadas e realizou reparos em 449 residências

A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) concluiu o projeto Comunidade em Cores, que beneficiou 449 famílias da Vila Torres com recuperação de fachadas, reparos nas casas e outras melhorias. A iniciativa surgiu da parceria entre a Prefeitura de Curitiba e as Tintas Coral, ao passo que a execução ficou a cargo da Cohab.

“O objetivo deste projeto foi o de elevar a autoestima da comunidade da Vila Torres. Ao pintarmos as fachadas tornamos mais agradável o visual geral da vila, o que aumenta o sentimento de pertencimento das famílias. Com a vila mais bonita, os próprios moradores passam a cuidar melhor do espaço onde vivem”, afirma o presidente da Cohab Ubiraci Rodrigues.

O investimento total no projeto foi de R$ 1,3 milhão, recursos do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS), enquanto a empresa Akzo Nobel, fabricante das Tintas Coral, doou 5 mil litros de tinta para serem usados na pintura das casas.

As ações desenvolvidas no Comunidade em Cores incluem obras de reparos e pintura de fachadas, reforço de estruturas, construção de muros, substituição de coberturas, esquadrias e portas, readequação do alinhamento predial, e implantação de calçadas. Ao todo foram executados mais de três quilômetros de novas calçadas.

Etapas - Iniciado em julho de 2010, o projeto Comunidade em Cores foi executado em etapas. Na primeira fase, que beneficiou 66 moradias, a comunidade participou de oficinas para capacitação de mão de obra em pintura e de técnicas artísticas para pintura de muros e painéis. Ao final das oficinas, os participantes aplicaram as técnicas aprendidas ao longo de um grande muro que acompanha um braço do rio Belém.

As etapas seguintes prosseguiram com os reparos e recuperação de fachadas em 383 moradias e foi acrescentada a implantação das novas calçadas. Foram atendidas famílias que vivem ao longo da Avenida Comendador Franco (das Torres) e da rua Manoel Martins de Abreu, totalizando 449 residências recuperadas.

Para complementar a intervenção, nas casas mais precárias onde a recuperação da fachada não era suficiente, haverá a substituição parcial ou total da moradia. Para isso, serão utilizados recursos do  PAC 2, do governo federal. O investimento de R$ 12,7 milhões possibilitará melhorias para  210 famílias, além de obras de complementação de infraestrutura em toda vila.

Valorização – Irenilda Arruda, 47 anos, é presidente do Clube de Mães da Vila Torres, onde atua há 17 anos. Moradora local desde 1973, ela destaca a importância de uma iniciativa como esta. “Só quem vive em favela sabe o preconceito que existe e um projeto como este é ótimo para reverter a situação e fazer com que os moradores valorizem o lugar onde vivem. Com esse colorido bonito, a vila fica mais alegre e o pessoal fica motivado para continuar cuidando. Cada um é responsável pela frente de sua casa”, ressalta.

A pensionista Maria de Lourdes Almeida, 82 anos, mora na Vila Torres há 37, na mesma casa construída há décadas pelo falecido marido. A pintura já estava toda desbotada, mas após o projeto voltou a ganhar vida. “Achei que a casa ficou linda, assim como a vila toda. Com tanto colorido dá mais gosto de viver aqui. Estamos muito agradecidos pelo trabalho que fizeram”, diz.

Já para o aposentado Jair Pinto, 74 anos, o maior benefício foi a construção de um muro em volta de sua casa, fato que garantiu maior segurança a ele e sua família. “A pintura ficou muito bonita, mas o melhor foi o muro. Antes tinha uma cerca de madeira velha e era muito fácil invadir a casa. Agora estamos seguros e morando em um lugar mais bonito”, finaliza.

Histórico -
A Vila Torres é uma das mais antigas áreas de ocupação de Curitiba. Ela se formou ao longo do rio Belém, no início da década de 60 e tem localização privilegiada, próxima ao centro e junto a uma das principais vias de acesso à cidade, a avenida das Torres.

Em meados da década de 80, a Cohab executou a regularização fundiária da área e, hoje, ela está quase integralmente legalizada, já que cerca de 90% dos seus moradores têm título de propriedade dos lotes. A urbanização da área também está consolidada, com infraestrutura completa, incluindo rede de esgoto, e oferta de equipamentos comunitários e serviços públicos.

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