Publicado em 2/14/2013 12:49:13 PM

Conjunto habitacional com 1.411 unidades está em fase final de obras no Ganchinho

Residencial Parque Iguaçu será destinado para inscritos na fila da Cohab e para moradores de áreas de risco

Um grande empreendimento habitacional, com 1.411 unidades, está em fase final de obras no bairro Ganchinho, região sul de Curitiba. Construído com recursos do programa Minha Casa Minha Vida, o Residencial Parque Iguaçu será destinado para famílias inscritas na fila da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) com renda até R$ 1.395 e também para moradores que serão reassentados de áreas de risco.

Depois de concluída a obra, existe um prazo de 60 dias para a legalização de questões documentais do empreendimento. “Após a emissão do Certificado de Vistoria e Conclusão de Obras, feito pela Secretaria Municipal do Urbanismo, e do registro em cartório do empreendimento, será necessária a instalação formal do condomínio. Somente depois de cumpridas estas exigências legais é que podemos entregar as chaves para as famílias contempladas”, explica o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues.

O conjunto, que representa investimentos de R$ 63,5 milhões, está dividido em Parque Iguaçu I, II e III. O primeiro conta com 416 apartamentos, duas quadras poliesportivas, dois salões de festa e será destinado para atender inscritos na fila da Cohab, assim como o segundo, com 352 apartamentos, uma quadra poliesportiva e um salão de festas.

Já o Residencial Parque Iguaçu III, composto por 560 sobrados e 83 casas térreas, será ocupado de maneira mista – 323 unidades foram reservadas para a demanda da fila  de inscritos, e as outras 320 serão destinadas para famílias que vivem em ocupações irregulares em áreas de risco social.  Serão reassentados moradores das vilas Belo Ar, Ipiranga, Bons Amigos, Parque Náutico, Barracão, Icaraí, Cristo Rei, 23 de Agosto, Pantanal e Parolin.

A destinação das unidades para a demanda da fila foi definida por sorteios realizados em abril e maio de 2011 e março de 2012. “Na chamada faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida, que engloba famílias com renda até três salários mínimos, existe uma normativa do governo federal que determina a definição dos beneficiados através de sorteio”, esclarece Rodrigues.

Números - O Residencial Parque Iguaçu faz parte de um complexo maior de empreendimentos que estão sendo construídos no Ganchinho. Ao todo, o bairro vai ganhar 2.796 novas moradias, distribuídas em 11 conjuntos habitacionais. Para se ter ideia da grandeza do projeto, podem ser citados alguns números.

A área ocupada com os novos Residenciais mede 257.500 metros quadrados, o equivalente a 32 campos oficiais de futebol. Nas obras, estão sendo utilizados 225 mil sacos de cimento, o suficiente para encher 1.125 caminhões grandes, além de 3,7 milhões de tijolos. Caso fossem dispostos em linha reta, os tijolos se estenderiam por 1.200 quilômetros – a mesma distância entre Curitiba e Goiânia.

No pico das obras, os canteiros somados contavam com 750 operários trabalhando na construção do complexo de moradias. A área construída total dos novos empreendimentos – mais de 138 mil metros quadrados – é semelhante à do shopping Palladium, o maior de Curitiba.

A implantação das 2.796 unidades habitacionais somadas significa investimentos de R$ 140, 5 milhões, recursos do Programa Minha Casa Minha Vida. Deste total de novas moradias, 224 já foram entregues. Trata-se do Residencial Araçá, ocupado por famílias da fila com renda entre R$ 1.395 e R$ 2.790.

Os residenciais Buriti e Novo Bairro I, II, III e IV, com um total de 409 unidades, serão destinados para inscritos na fila com renda até R$ 1.395 e para moradores de áreas de risco nas vilas Americanas, Coqueiros, Nova Aurora e Formosa.

Já os conjuntos Ipê, com 416 unidades, e Novo Bairro V, com 336, serão destinados inteiramente para famílias inscritas na fila da Cohab, com renda entre R$ 1.395 e R$ 2.790. No total, o novo complexo habitacional do Ganchinho vai atender 2.163 famílias da fila e 633 famílias que vivem em situação de risco social.

Zoneamento – Os 257 mil metros quadrados dos empreendimentos do Ganchinho estão localizados na divisa com o Sítio Cercado, entre a rua Eduardo Pinto da Rocha – que marca o limite entre os dois bairros – e o Contorno Leste. Na prática, as novas moradias são praticamente uma extensão do Bairro Novo, um loteamento do programa habitacional do município que começou a ser implantado na década de 90 e que abriga hoje mais de 13 mil famílias.

As 2,7 mil unidades estão inseridas numa área que, no zoneamento da cidade, está classificada como Setor Especial de Habitação de Interesse Social (SEHIS), em um compartimento do bairro que já tem um perfil urbano e está consolidado como um local de moradia.

Já no outro lado do Contorno Leste, o Ganchinho tem uma característica diferenciada, que não será alterada após a chegada dos novos empreendimentos. O Contorno, que liga as BRs 376 e 277, funciona como uma barreira física que separa os dois lados do bairro.

Depois da rodovia, na região onde ainda resistem antigas chácaras, estava,  no passado, a Zona Agrícola do município. Hoje, a legislação de uso do solo naquele segmento do Ganchinho prevê um uso mais restrito, ao classificar aquela área com três designações distintas: Zona Residencial de Ocupação Controlada (ZROC), Zona de Serviços (ZS) e APA (Área de Preservação Ambiental) do Iguaçu. 

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