Publicado em 2/15/2013 6:10:30 PM

Missão do BID veio a Curitiba conhecer boas práticas

Representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento visitou áreas de projeto da Cohab para levar experiências a outros países

Um representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) visitou, nesta sexta-feira (15), a Vila Nori, área de ocupação irregular no bairro Pilarzinho, que está passando por intervenção da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). John Redwood III, consultor do BID, veio de Washington para conhecer o trabalho socioambiental realizado nos projetos habitacionais financiados pelo banco.

De acordo com Redwood, Curitiba é considerada pelo BID como um exemplo da realização de boas práticas nos projetos executados. “Normalmente as missões das quais participo são para ver problemas que precisam ser corrigidos. Diferente daqui, para onde vim conhecer soluções que podem ser aplicadas em projetos de outros estados e países”, afirma o consultor.

O BID financia iniciativas que visam diminuir a pobreza e a desigualdade nos países da América Latina e Caribe. “As informações de experiências que foram implantadas e bem sucedidas aqui em Curitiba vão servir de base para influenciar novos projetos semelhantes, nos demais países em que atuamos”, explica Redwood.

Além da intervenção na Vila Nori, o banco também está financiando o projeto de urbanização do Jardim Acrópole, no Cajuru. Estas obras de habitação fazem parte de um pacote de intervenções que a Prefeitura de Curitiba contratou junto ao BID, nos setores de transporte, mobilidade urbana, sistema viário e habitação. Os dois projetos da Cohab somados representam investimentos que ultrapassam os R$ 20 milhões, com benefícios para 1,2 mil famílias.

Nori
Situada próxima ao Parque Tanguá, a Vila Nori é uma ocupação irregular que se formou há duas décadas em terreno que pertencia à Urbs. Para possibilitar a regularização da área e a titulação das famílias, o terreno da ocupação foi transferido à Cohab.

Na Vila Nori, o serviço social da Cohab cadastrou 318 famílias, das quais 174 que vivem em fundo de vale serão reassentadas em novas moradias. Destas, 43 serão transferidas para o empreendimento Maringá II, que está sendo construído no bairro Cachoeira com investimento de R$ 3,7 milhões, recursos do BID. Os 131 reassentamentos restantes serão realizados com recursos do governo federal (PAC e MCMV).

Os moradores que estão em locais sem restrições habitacionais permanecem onde estão, e serão atendidos com redes de água, esgoto, drenagem e energia elétrica, além de reformulação do sistema viário para melhorar as ligações com o entorno e as condições de circulação interna. Também está prevista a recuperação ambiental do fundo de vale.

Acrópole
Na Vila Acrópole, que fica nos fundos do Parque dos Peladeiros, vai acontecer o reassentamento de 186 famílias. Parte delas sairá da margem do rio Atuba, para dar continuidade à implantação do Parque Linear do Cajuru e possibilitar a recuperação das margens, hoje comprometidas pela ocupação indevida.

Também serão removidas moradias que estão obstruindo ruas e contribuindo para o isolamento da área em relação ao seu entorno. Com a retirada das casas que estão nestes pontos, haverá maior integração da vila com o bairro.  Outras 1.034 famílias serão atendidas com  a regularização fundiária e obras de infraestrutura.

Diferenciais
Segundo Redwood, Curitiba apresenta alguns diferenciais que destacam os projetos de urbanização de favelas e reassentamentos de moradores de áreas de risco. “O componente ambiental que percebi aqui nos projetos de reassentamento é um exemplo para outas localidades. É importante conhecer a atuação de perto porque muitas vezes é algo no papel e quando vemos na prática, a execução não é a mesma coisa”, ressalta.

Palestras de educação ambiental, mutirões de limpeza, o programa EcoCidadão, plantio de árvores nas áreas de projeto e ações de geração de renda foram os pontos que mais chamaram a atenção de Redwood. O trabalho social com as famílias, no pré e pós ocupação também foi elogiado. “Achei os profissionais da área social muito experientes e capacitados para esta tarefa desafiadora que é lidar com moradores de ocupações”, disse.

O consultor também destacou a intenção da Cohab de procurar reduzir o número de realocações. “Achei interessante esta postura de reassentar somente quando não há outra alternativa. Realocar famílias é algo complicado em qualquer parte do mundo. Quanto mais moradores puderem permanecer onde estão, melhor, porque facilita a intervenção”, comentou. “Minha expectativa em relação a Curitiba era alta e foi totalmente atendida”, finalizou o consultor do BID.

« voltar
 

Rua Barão do Rio Branco, 45 - Centro - Curitiba - PR | CEP: 80010-180 | Fone: 0800-413233 - (41) 3221-8100

Desenvolvido por GPA'prospera