Publicado em 3/8/2013 10:14:39 AM

Mães chefes de família concentram atendimentos do programa MCMV

Na faixa que abrange famílias com renda de até R$ 1,6 mil mensais, os imóveis produzidos com recursos do programa são registrados em nome das mulheres

Este dia 8 de março será inesquecível para a analista de vendas Simone Teixeira. Ela irá comemorar o Dia da Mulher na casa nova, um apartamento no Residencial Antonina, na CIC, para o qual está se mudando nesta sexta-feira, com o filho de 7 anos.

A unidade, entregue há 15 dias, faz parte do programa habitacional do município e foi construída com recursos do programa Minha Casa, Minha Vida, em parceria com a Caixa Econômica Federal. “Este é o melhor presente que já recebi na vida”, disse ela.

Simone faz parte de um grupo que a cada ano ganha mais representatividade no atendimento da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). As mulheres chefes de família concentram hoje 61,5 % dos inscritos no cadastro de pretendentes a imóveis – popularmente conhecido como fila – e estão presentes como titulares de cadastro em 84,3% dos questionários aplicados nas áreas irregulares em processo de urbanização.

Prioridade –
Os números de unidades entregues para este grupo é ainda mais significativo, em função de normas do  Minha Casa, Minha Vida, que financia a maior parte dos empreendimentos. A sistemática de funcionamento do programa do governo federal prevê que as mulheres sejam priorizadas no atendimento e que, no caso da parcela mais carente da clientela, formada por famílias com renda de até R$ 1,6 mil, a propriedade do imóvel seja concedida à mulher. “É uma forma de proteger o bem estar da família, já que a mulher tem um vínculo duradouro com os filhos”, explica o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues.

Com isso, nos empreendimentos destinados a essa clientela, em média 90% das unidades estão em nome de mulheres. Nas entregas previstas para os próximos meses, este percentual é ainda mais significativo: 94%. Isto vai ocorrer, por exemplo, nos Residenciais Buriti e Parque Iguaçu I e II, que estão na fase final de obras no bairro do Ganchinho.

Em empreendimentos destinados à chamada faixa 2 do MCMV (famílias com renda entre R$ 1.601 mil e R$ 3.275 mensais), a presença da mulher entre os  proprietários de unidades também é considerável e chega a 51% dos contratos assinados com a Caixa Econômica Federal – agente financeiro do programa.

Nas áreas de ocupação irregulares com projetos de urbanização e reassentamento de famílias em situação de risco, onde a identificação da demanda é feita no local por assistentes sociais da Cohab, a presença da mulher no comando do núcleo familiar também é representativa. Nos cadastros realizados nos dois últimos anos, verificou-se por exemplo que as mulheres são responsáveis pela manutenção de 84,5% das famílias.

A situação também se repete na regularização fundiária – processo que inclui a aprovação de loteamentos em áreas irregulares para titulação das famílias. Nestas áreas, também é priorizada a propriedade do lote em nome da mulher nos casos de uniões informais. Nas três últimas Vilas escrituradas pela Cohab, a cota feminina (mulheres titulares de escrituras) foi de 40%.

Vitória – Simone Teixeira está fazendo nesta sexta-feira (8), a mudança para a casa nova, no Residencial Antonina, na CIC. “É uma maneira muito gratificante de comemorar o Dia da Mulher”, disse ela, que considera a casa própria “uma grande vitória”. O empreendimento, destinado à chamada faixa 2 do MCMV, foi liberado às famílias no final do mês passado e, antes da transferência com o filho de 7 anos, ela fez algumas melhorias no apartamento.

“A conquista da casa própria era a grande meta da minha vida. Estou muito feliz e realizada. Para a mulher que cria seus filhos sozinha é a garantia de um patrimônio para o resto da vida”, disse.

É o mesmo sentimento de Cláudia Aparecida Gomes, diarista que reforça a renda trabalhando também como costureira. Mãe de um filho de 18 anos, ela está aguardando com ansiedade a entrega de um dos apartamentos do Residencial Parque Iguaçu I, no Ganchinho. Para ela, a mudança vai possibilitar um ganho em qualidade de vida e uma grande economia.

Cláudia irá vai trocar o aluguel de R$ 280 mensais por uma prestação de R$ 50. Isto porque o programa MCMV na faixa 1, onde está enquadrado o Parque Iguaçu I, tem um forte subsídio, que prevê o pagamento de prestações equivalentes a 5% da renda familiar, pelo prazo de 10 anos, sem qualquer resíduo ao final do contrato. “É uma grande ajuda para a conquista da casa própria”, diz Cláudia.

A manicuri Adriana Sockzek vai morar no mesmo Residencial e também está contando os dias para mudança. No caso dela, a economia com moradia será ainda maior, já que ela gasta R$ 500 com aluguel e vai passar a pagar apenas R$ 45 de prestação do apartamento. Com uma filha de 5 anos, Adriana conta que ficou emocionada quando soube que havia sido sorteada para receber uma unidade.

“Sou mãe solteira e nunca tive ajuda para criar minha filha. Agora, teremos um cantinho para nós”, falou.

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