Publicado em 4/9/2013 12:40:26 PM

Famílias comparecem à Cohab para adquirir apartamentos no Campo de Santana

Residencial Cidade de Pádova vai atender inscritos na fila com renda entre R$ 1.601 e R$ 3.275

Famílias inscritas na fila da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) estão comparecendo, nesta semana, a reuniões informativas sobre as condições de financiamento para aquisição de apartamentos no Residencial Cidade de Pádova, empreendimento com 416 unidades em obras no Campo de Santana. Nesta terça-feira (09) foi a vez dos inscritos até abril de 2011 e nos próximos dias 10 e 15 participarão os inscritos mais antigos.

É a primeira vez que a Cohab está empregando as novas normas de atendimento à fila. A partir de agora, as famílias que recusarem a oferta do imóvel vão receber uma nova inscrição, o que na prática é como voltar ao final da fila. “Foi uma maneira que encontramos para agilizar o atendimento de nossos inscritos, pois segundo as normas anteriores, quem recusava imóvel permanecia atravancando o andamento da fila”, explica o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues.

As famílias convocadas fazem parte da chamada faixa 2 do programa Minha Casa Minha Vida, com renda entre R$ 1.601 e R$ 3.275. O projeto é resultado de parceria entre a Cohab, Prefeitura e a Caixa Econômica Federal. Após as reuniões, os interessados em adquirir um imóvel devem agendar a entrega da documentação necessária para aprovar o financiamento.

Novas normas

A Cohab convoca as famílias por e-mail, telefone, carta registrada e publicação de edital no site da Companhia. Segundo o novo modelo de atendimento, quem não comparecer às reuniões, não justificar a ausência e nem responder aos chamados estará sujeito ao cancelamento de sua inscrição. Após a reunião, os participantes assinam um documento no qual declaram ter ciência das novas normas da Cohab e das consequências que envolvem a recusa do imóvel ofertado. 

As famílias com inscrição antiga ganharão nova oportunidade neste empreendimento. “ Todos os inscritos mais antigos já foram convocados ao menos uma vez para oferta de imóveis da Cohab. Algumas famílias com inscrição entre 1989 e 1997 já foram chamadas cinco, nove, até dez vezes e recusaram. Isto dificultava bastante a diminuição da demanda. Agora com as novas normas esperamos acelerar este processo”, afirma Rodrigues.

Caso o candidato convocado para aquisição de unidades tenha interesse na unidade ofertada mas esteja com restrição cadastral (Cadin, Serasa e SPC), será concedido um prazo de 30 dias para regularização das pendências. Caso contrário, o candidato também terá uma nova inscrição, a exemplo dos desistentes.
   
Empreendimento
Para a construção do Residencial Cidade de Pádova estão sendo investidos R$ 39,6 milhões, recursos do programa Minha Casa Minha Vida. Os apartamentos de dois quartos tem área útil de 43 metros quadrados. O condomínio terá de área de estacionamento e de recreação, além de salão de festas com churrasqueira e quadra esportiva. As unidades térreas vão custar R$ 91,5 e as demais R$ 96,5 mil.

O financiamento terá juros de 5% a 6 % ao ano, valor abaixo das taxas praticadas no mercado. De acordo com a renda das famílias, o subsídio do governo federal pode chegar a R$ 17 mil - quanto menor a renda maior o benefício. Quem tem FGTS ou poupança poderá utilizar este recurso para abater no financiamento e reduzir a prestação mensal, que também é variável de acordo com cada orçamento. Uma família com renda de R$ 1,6 mil vai pagar uma parcela de aproximadamente R$ 480.

O Residencial Cidade de Pádova faz parte de um complexo de condomínios com um total de 1,3 mil unidades que está sendo implantado no bairro Campo de Santana, em local próximo à futura Rua da Cidadania do Tatuquara.

Sonho

A supervisora financeira Franciele Hanig, 28 anos, está na expectativa de aprovar o financiamento para adquirir uma unidade no conjunto. Atualmente ela mora com a filha de 1 ano e meio na casa da prima, no Novo Mundo, onde paga aluguel de R$ 500. “Casa própria é o sonho de todas as pessoas e comigo não é diferente. Estou bem ansiosa em conseguir comprar meu apartamento para poder dar mais segurança a minha filha”, diz.

Pensamento parecido tem o mecânico Dinei Istrisoski, 24 anos. Ele e a esposa Polyanna, 23, pagam aluguel de R$ 400 em uma casa nas Mercês, onde vivem com o filho de cinco anos. “Estamos muito felizes. É uma chance única que não queremos jogar fora. Sabemos que é muito difícil conquistar um imóvel próprio, então queremos aproveitar. É a segurança da nossa família que está em jogo”, conclui.

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