Publicado em 5/28/2013 3:02:28 PM

Contemplados que não haviam comparecido à Cohab aproveitam última chance

Convocados com cadastros aprovados pela Caixa compareceram à Cohab para garantir aquisição de apartamentos no Ganchinho

Inscritos na fila da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) compareceram à sede da companhia, nesta terça-feira (28), para a escolha de apartamentos nos Residenciais Parque Iguaçu I e II. São 88 contemplados que estão com os cadastros aprovados pela Caixa Econômica Federal para assinar contrato de financiamento, porém ainda não haviam respondido às convocações anteriores e corriam o risco de perder os imóveis.

“Estamos oferecendo mais uma oportunidade para estas famílias que tiveram sua documentação aprovada, mas ainda não haviam comparecido para dar continuidade ao processo. Elas precisam escolher os apartamentos para em seguida assinarem os contratos e receberem as chaves do tão sonhado imóvel próprio”, explica o presidente da Cohab Ubiraci Rodrigues.

A destinação das unidades foi definida, conforme prevem as normas do programa Minha Casa Minha Vida, por meio de sorteio entre as famílias inscritas na Cohab com renda até R$ 1,6 mil. Os contemplados entregaram documentação e tiveram seus cadastros analisados pela Caixa. Os aprovados foram chamados para um novo sorteio, que ocorreu em março, para escolha dos apartamentos. O sorteio, que teve convocação pública, aconteceu no ginásio de esportes da praça Oswaldo Cruz.

Contudo, passados três meses, 88 inscritos com documentação aprovada ainda não haviam comparecido à Cohab e ficaram com suas situações pendentes. Para evitar que perdessem o acesso à casa própria, a Cohab realizou uma última chamada para estas pessoas definirem o bloco e o número de seu apartamento. Sem esses dados não é possível assinar o contrato de financiamento.

No último sábado (25), as famílias puderam visitar o empreendimento, onde foram recebidos por técnicos da Cohab, da Caixa e da Construtora. Na ocasião, os presentes observaram aspectos importantes para a escolha das unidades, como a posição do sol e a localização das quadras esportivas e áreas de estacionamento e recreação.

Longe do aluguel
A dona de casa Vanessa Almendros, 33 anos, foi uma das que compareceu à Cohab para escolher o apartamento em que vai morar com o marido Carlos e os três filhos de 12, nove e oito anos. Ela ainda não havia respondido às convocações, mas o comparecimento nesta terça-feira (28) assegurou o seu acesso à casa própria.

Atualmente a família vive em uma casa alugada no bairro Uberaba, onde pagam mensalmente R$ 400. A prestação máxima para a faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida é de R$ 80. “Estou muito feliz, nossa vida vai melhorar bastante. Esse dinheiro que vamos economizar queremos guardar para alguma emergência. Hoje em dia a gente não consegue juntar nada, por causa do aluguel”, conta.

Já a família do cobrador Paulo Sérgio de Castilho, 45 anos, pretende gastar o dinheiro que vai sobrar do aluguel de R$ 650 que pagam em uma casa no Abranches. Ele, a esposa Rosana, 38, e os três filhos de 17, 10 e três anos estão ansiosos pela entrega das chaves. “O aluguel deixa a gente no sufoco, sem poder comprar nada. Depois da mudança, quero quitar minhas dívidas e comprar roupas novas para todos e  aparelhos para a casa”, afirma ele.

O casal participou da visita ao novo conjunto e gostou do que viu. “O condomínio é ótimo, espaçoso, bonito. A região tem crescido bastante, tenho certeza que o bairro só vai melhorar e se desenvolver mais com o tempo. Não vemos a hora de ir morar lá”, disse ela.

Cadastro
Para evitar que a Cohab deixe de localizar um possível contemplado é importante que os inscritos na fila da casa própria mantenham seus dados sempre atualizados. As convocações são feitas por correspondência, telefone ou por e-mail. “O endereço e os números de telefone precisam estar corretos. Muitas pessoas deixam de ser beneficiadas, quando nós não conseguimos contato porque os dados estão defasados”, diz o presidente da companhia.

Na faixa 1 do MCMV (renda até R$ 1,6 mil), a família beneficiada paga prestações de 5% da renda, com valores que variam entre R$ 25 e R$ 80, pelo prazo de 10 anos. Após este período o financiamento estará quitado. No caso de um beneficiado que paga parcela de R$ 80, o custo final da unidade sairá por R$ 9,6 mil, situação em que o subsídio do governo chega próximo de 80% do valor do imóvel.

“É uma oportunidade que não deve ser desperdiçada. Lamentável saber que uma família que precisa pode perder o acesso a moradia devido a um descuido de falta de atualização do cadastro. Por isso pedimos a todos os inscritos que nos comuniquem quando ocorrerem alterações nos dados cadastrais”, finaliza Rodrigues.

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