Publicado em 6/14/2013 4:14:21 PM

Cursos de geração de renda já atenderam mais de duas mil pessoas nos projetos da Cohab

Participantes desenvolvem habilidades que ajudam a complementar o orçamento familiar

Mais de dois mil moradores de áreas que estão sendo urbanizadas pela Prefeitura de Curitiba participaram, nos últimos quatro anos, de cursos profissionalizantes incluídos nos projetos sociais coordenados pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). As atividades, desenvolvidas em parceria com a Fundação de Ação Social (FAS), atendem as famílias que foram retiradas de situação de risco, boa parte das margens dos rios.

“Os projetos não oferecem somente moradia para as famílias. Existem outros elementos para contribuir com a nova vida que passam a levar após deixarem a beira de rios, como os cursos de capacitação profissional, que auxiliam os moradores a complementar a renda”, diz o presidente da Cohab Ubiraci Rodrigues.

A oferta de qualificação profissional para as famílias atendidas pelos projetos de reassentamentos significa  investimentos de R$ 1 milhão, valor que inclui os 119 cursos já realizados nas comunidades e outros 55 previstos para 2013 e 2014. Nos próximos dois anos serão atendidas mais mil pessoas.

Os cursos acontecem na própria comunidade, em igrejas, associações ou nos Centros de Referência em Ação Social (CRAS). Os técnicos da Cohab, no momento em que cadastram as famílias de determinada localidade, encaminham os moradores para as atividades. No caso da sobra de vagas, estas podem ser ocupadas por outras pessoas da comunidade.

Costura
Nesta semana teve início o curso de corte e costura na unidade de atendimento da FAS Vila Autódromo, no bairro Cajuru. Com 20 vagas, o curso é direcionado para moradoras que deixaram situação precária na vila e foram transferidas para o Moradias Serra do Mar, empreendimento de 145 unidades, situado no mesmo bairro.

A dona de casa Teresa de Souza, 60 anos, está vivendo no Serra do Mar desde outubro do ano passado, após sofrer por 15 anos com as enchentes que ocorriam em sua vila. Agora, além de ter deixado para trás a situação de risco, ela está participando do curso de corte e costura.

“Está sendo ótimo este curso. Eu costurava quando moça, mas com o passar dos anos acabei me esquecendo como fazia. Agora com as explicações da professora vou relembrando e  quero depois poder costurar para fora, para ganhar um dinheirinho extra”, destaca.

O curso terá carga horária de 120 horas, distribuídas três vezes por semana e está sendo ministrado pela instrutora Terezinha de Lima. “Estamos focando o curso na confecção de agasalhos. Fornecemos o material e as peças produzidas podem ficar com as alunas. Ao final das aulas elas estarão capazes de trabalhar com isto”, afirma ela.

A moradora Elisabete de Oliveira, 52 anos, tem outros motivos para gostar do curso, além da geração de renda. “Claro que poder lucrar com isso é ótimo, mas eu estou gostando do curso porque sempre é bom aprender uma coisa nova. Muitas vezes ficamos em casa sem fazer nada e o tempo não passa. Aqui estamos aprendendo e também fazendo amizades”, destaca.

Para todos os gostos
Os cidadãos incluídos nos projetos de reassentamento e urbanização contam com variadas opções de cursos: manicuro/pedicuro, auxiliar de pedreiro, azulejista, porteiro e zelador de edifícios, caixas decoradas, jardinagem, customização e reforma de roupas, auxiliar de cozinha, salgadeiro, confeiteiro, montagem de bijuterias e acessórios, office boy, entre outros.

As turmas possuem capacidade máxima para 20 alunos. O perfil dos participantes varia de acordo com a modalidade, mas geralmente são mulheres, donas de casa, acima dos 40 anos, em virtude dos horários mais flexíveis.
 

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