Publicado em 8/6/2013 3:22:03 PM

768 famílias inscritas na Cohab se preparam para vida em condomínio

Futuros moradores dos residenciais Parque Iguaçu I e II participaram da primeira assembleia de condomínio

Inscritos na Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) participaram, nesta terça-feira (06), da primeira assembleia de condomínio dos Residenciais Parque Iguaçu I e II, conjuntos construídos no bairro Ganchinho para atender 768 famílias com renda até R$ 1,6 mil. Foram realizadas duas reuniões no ginásio de esportes da Praça Oswaldo Cruz para definir os regimentos internos e eleger os síndicos.

Pela manhã foi a vez das 352 famílias que vão ocupar o Parque Iguaçu I e no período da tarde aconteceu a assembleia com as 416 famílias do Parque Iguaçu II. A instalação do condomínio é uma exigência legal para o registro do empreendimento em cartório, antes da entrega das chaves para os contemplados.

Os 768 apartamentos fazem parte de um complexo maior com 1.411 unidades habitacionais, dividido em Parque Iguaçu I, II e III. O último é composto por 643 casas e sobrados que serão destinados para inscritos na fila e também para moradores que serão retirados de áreas de risco. O empreendimento todo representa investimentos de R$ 63,5 milhões, recursos do programa Minha Casa Minha Vida.

De acordo com as regras do programa MCMV, nesta faixa de renda os beneficiados pagarão pelo imóvel prestações equivalentes a 5% da renda familiar, ou seja, o máximo de R$80, pelo prazo de 10 anos. Após este período, os imóveis estarão quitados.

Assembleia – Nas reuniões foram votadas questões importantes para o convívio coletivo dos moradores. O regimento interno são as normas que vão detalhar o cotidiano do condomínio, em especial das áreas de uso comum, como parquinho, quadras esportivas, salão de festas e estacionamento. “Quem decide o que pode e o que não pode são os próprios moradores, nas assembleias”, explica o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues.

Além das normas, em cada uma das assembleias também foi abordada a questão do valor da taxa de condomínio. Foram votados os valores individuais para produtos de limpeza, serviços de manutenção do conjunto e a remuneração e definição do síndico.“O valor mensal que será pago por cada morador varia de acordo com a previsão orçamentária em relação aos serviços que forem implantados, como interfone, portaria e outros”, completa Rodrigues.

Expectativa – Para a vigilante Natalli Schultz, 29 anos, será a primeira experiência de vida em condomínio. Atualmente, ela mora com os três filhos em uma casa alugada no Sítio Cercado, onde paga R$ 450 mensais. A renda que vai sobrar após a mudança para o novo apartamento já tem destino certo. “Comprei um carro e com o dinheiro que vai sobrar vou pagar as parcelas”, conta. Em relação ao convívio com os vizinhos ela tem boa expectativa. “Espero que seja uma convivência tranquila, com um respeitando o outro para evitar desgaste”, afirma.

O casal Marcelo (30) e Vanessa Romeiro (29) também vai deixar para trás o aluguel de R$ 400 que pagam para morar em uma casa no Bairro Novo. “Isso vai ajudar a gente a economizar e investir para comprar coisas novas para o apartamento”, diz ele, que é serralheiro. Sobre a assembleia, ambos saíram sem questionamentos. “Concordamos com tudo, agora é só esperar a entrega das chaves para fazer a mudança”, comemora ela.

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