Publicado em 1/8/2014 3:18:20 PM

Programa habitacional muda o visual do bairro do Ganchinho

Prédios de apartamentos dão novo aspecto ao trecho do bairro que fica entre a rua Eduardo Pinto da Rocha e o Contorno Leste

O Ganchinho, na região sul da cidade, está de cara nova. Desde a chegada de novos moradores, a partir de março do ano passado, o bairro ganhou mais movimento nas ruas e uma paisagem diferente. O responsável pela transformação foi o programa habitacional do município, que, em 2013, entregou 2.572 unidades no local.

As unidades estão concentradas numa área de 257,5 mil metros quadrados ao lado do Bairro Novo, entre a rua Eduardo Pinto da Rocha e o Contorno Leste. Até 2010, parte deste local estava ocupada com lavoura de soja e, hoje, abriga prédios de apartamentos e conjuntos de casas e sobrados.

São 10 empreendimentos construídos com recursos do programa Minha Casa, Minha Vida e destinados a famílias que estavam inscritas no cadastro da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) ou foram reassentadas de áreas de risco.

Entre os empreendimentos entregues este ano no Ganchinho, há seis condomínios de apartamentos (os Residenciais Parque Iguaçu I e II, Buriti, Ipê, Novo Bairro IV e V) e quatro conjuntos de casas e sobrados (os Residenciais Parque Iguaçu III, Novo Bairro I, II e III).

O investimento na construção das 2,5 mil unidades somou R$ 117 milhões, repassados por meio da Caixa Econômica Federal, que contrata e administra as obras do programa Minha Casa, Minha Vida.

O município, que havia concedido incentivos fiscais e construtivos para a realização dos projetos, ficou responsável pela complementação da infraestrutura local, com obras como a pavimentação de ruas. Parte dos equipamentos de uso comunitário previstos para atender à demanda das famílias que estão se instalando no bairro já está funcionando, como uma creche e um Armazém da Família. Há previsão para a construção de mais duas creches e duas escolas.

Origem – As famílias atendidas com as novas residências do Ganchinho são, em parte, originárias de áreas de risco cadastradas pelo serviço social da Cohab. Elas estão morando nos Residenciais Novo Bairro I, II, III e IV. Outros três empreendimentos, os Residenciais Parque Iguaçu I e II e Buriti, foram destinados a famílias da fila, com renda de até R$ 1.600 mensais – a chamada faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida.

Para a faixa 2 do programa, que engloba famílias com renda entre R$ 1.601 e R$ 3.275, foram reservados os Residenciais Novo Bairro V e Ipê. O complexo de empreendimentos do bairro inclui ainda o Residencial Parque Iguaçu III, que tem uma ocupação mesclada com famílias da fila (faixa 1) e reassentados de área de risco. A área dos novos Residenciais tem também um empreendimento, o Araçá, com 224 apartamentos, que foi entregue em 2012 para famílias da faixa 2 do programa Minha Casa, Minha Vida.

“O projeto do Ganchinho contempla a diversidade de tipologia habitacional, com casas, apartamentos e sobrados, dividindo o mesmo espaço, e tem também a mistura de rendas, que são características que observamos nos bairros que se formam naturalmente e isso contribui para a consolidação daquela área da cidade como uma região de moradia”, diz o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues.

Plantação na cidade – O terreno que abriga hoje os Residenciais Parque Iguaçu I, II e III (que, juntos, têm 1.411 unidades) foi ocupado entre 2005 e 2010 por uma plantação de soja. A lavoura, em área plana e seca, chegou a render o equivalente a 75 sacas por hectare, que é considerada uma produtividade acima da média.

Quando a obra dos Residenciais foi iniciada, em janeiro de 2010, a plantação sumiu e deu lugar às máquinas que faziam terraplanagem e abriram as ruas. Depois, chegaram os operários que trabalharam nas construções e, agora, chegam os novos moradores.

Quem cuidava do plantio era Edevandro Caetano Momoli, que arrendava o terreno de seu antigo proprietário. Ele permaneceu na área mesmo depois da chegada das máquinas e dos operários e assistiu à transformação do bairro. Isso porque Edevandro foi contratado pela empresa construtora para fazer a vigilância dos canteiros de obras.

Ele ficou no Ganchinho até a entrega dos últimos apartamentos e casas, em dezembro último. “Agora está tudo modificado. Virou quase uma cidade”, diz ele.

Novos Residenciais do Ganchinho são continuidade do Bairro Novo

Os novos empreendimentos habitacionais do Ganchinho estão localizados na divisa com o Sítio Cercado, entre a rua Eduardo Pinto da Rocha – que marca o limite entre os dois bairros – e o Contorno Leste. Na prática, as novas moradias são uma extensão do Bairro Novo, um loteamento do programa habitacional do município que começou a ser implantado na década de 90 e que abriga hoje mais de 13 mil famílias.

As 2,5 mil unidades estão inseridas numa área que, no zoneamento da cidade, está classificada como Setor Especial de Habitação de Interesse Social (SEHIS), num compartimento do bairro que já tem um perfil urbano e está consolidado como local de moradia.

Já no outro lado do Contorno Leste, o Ganchinho tem uma característica diferenciada que não será alterada após a chegada dos novos empreendimentos. O Contorno, que liga as BRs 376 e 277, funciona como uma barreira física que separa os dois lados do bairro. Depois da rodovia, na região onde ainda resistem antigas chácaras, estava, no passado, a Zona Agrícola do município.

Hoje, a legislação de uso do solo naquele segmento do Ganchinho (antiga ZA) prevê um uso mais restrito, ao classificar aquela área com três designações distintas: Zona Residencial de Ocupação Controlada (ZROC), Zona de Serviços (ZS) e APA (Área de Preservação Ambiental) do Iguaçu. 
 

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