Publicado em 1/13/2014 2:42:56 PM

Investimentos em obras de habitação no município somam quase R$ 200 milhões

Gustavo Fruet apresentou duas novas obras de habitação e também um balanço das realizações de 2013 do programa habitacional.

Duas novas obras de habitação, com um total de 320 unidades, estão sendo iniciadas este mês em Curitiba. Elas fazem parte do programa habitacional do município e são resultado de parceria com o governo federal, utilizando recursos do programa Minha Casa, Minha Vida. 

Juntas, elas significam um investimento de R$ 22,5 milhões e irão atender à faixa mais carente da população: famílias moradoras de áreas de risco e inscritos no cadastro da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) com renda de até R$ 1.600 mensais.

O anúncio das obras foi feito pelo prefeito Gustavo Fruet, durante entrevista à imprensa nesta segunda-feira (13), na qual ele apresentou também um balanço das realizações de 2013 do programa habitacional. 

Foram entregues no ano passado 4.950 unidades, o que dá uma média de 13,6 novas moradias por dia. “Este número significa uma conquista, mas vamos nos esforçar para avançar ainda mais neste e nos próximos anos”, disse Fruet.

Durante a coletiva, o prefeito estava acompanhado da vice-prefeita, Mirian Gonçalves, do presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues, e do superintendente regional da Caixa Econômica Federal em Curitiba, Wilton Cabral.

Sorteio

Os novos empreendimentos do programa habitacional estão localizados nos bairros do Parolin e Tatuquara. O maior deles é o Residencial Theo Atherino, com 240 apartamentos, no Tatuquara. O condomínio, formado por 15 blocos com quatro pavimentos cada um, será destinado a famílias da fila da Cohab inseridas na chamada faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida (renda de até R$ 1.600 mensais).

A ocupação das unidades será definida por meio de sorteio, conforme determina a normativa do governo federal para o programa MCMV. A previsão é que o sorteio ocorra no segundo semestre do ano. 

O Residencial Theo Atherino estará localizado junto ao futuro complexo esportivo que a Prefeitura está construindo no bairro do Tatuquara. Nas imediações encontra-se também a creche Moradias da Ordem. 

O condomínio terá área de recreação e de estacionamento, além de salão de festas. O investimento na obra será de R$ 16 milhões, com recursos do programa Minha Casa, Minha Vida (R$ 15,3 milhões) e do governo estadual (R$ 720 mil).

Reassentamento

Já o Residencial Esperança, com 80 apartamentos, será construído na esquina das ruas Lamenha Lins e Porthos Velozzo, no Parolin. O terreno da edificação foi comprado com recursos do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS) e fica nos fundos da creche Guilherme Canto Darin e da escola municipal professora Nansyr Cecato Cavachiolo. 

O condomínio, composto de cinco prédios de quatro pavimentos cada um, é um complemento ao projeto de urbanização que a Cohab está executando na Vila Parolin. As unidades serão destinadas ao reassentamento de famílias que moram em situação de risco ou insalubridade na ocupação, que é uma das mais antigas da cidade.

As obras do Residencial Esperança significam um investimento de R$ 6,4 milhões, total que inclui recursos do programa Minha Casa, Minha Vida (R$ 5,1 milhões), do FMHIS (R$ 1,1 milhão) e do governo do estado (R$ 240 mil).

Tanto os apartamentos do Residencial Esperança quanto os do Theo Atherino terão custo de R$ 67 mil, mas as famílias terão subsídio para a compra das unidades. Na prática, elas irão pagar mensalmente parcelas equivalentes a 5% de sua renda, o que significa uma prestação de, no máximo, R$ 80. O prazo de contrato é de 10 anos e, ao final, o imóvel será considerado quitado. 

Produção

De acordo com números apresentados pelo prefeito Gustavo Fruet, o programa habitacional do município atendeu no ano passado 4.950 famílias com imóveis novos. Parte das unidades foi destinada ao reassentamento de moradores de áreas de risco, que alcançou 1.312 famílias de 43 diferentes vilas irregulares da cidade.

Outra parte da produção – equivalente a 3.638 unidades – foi direcionada para o atendimento de famílias inscritas na fila da Cohab, nos dois segmentos de públicos criados pelo programa Minha Casa, Minha Vida. 

Um destes segmentos é chamado de faixa 1 e é formado por famílias com renda de até R$ 1.600 mensais e representou 1.142 do total de atendimento à fila no ano passado. As outras 2.496 unidades foram entregues à famílias com renda entre R$ 1.601 e R$ 3.275 (a faixa 2 do programa MCMV).

Atualmente, o programa habitacional tem sete empreendimentos em andamento com recursos do Minha Casa, Minha Vida, com um total de 2.311 unidades, com investimentos de R$ 175,2 milhões. Com as novas obras, o total de imóveis em construção soma 2.631 e os investimentos chegam a R$ 197,7 milhões.  

Além disso, encontram-se em contratação mais 755 unidades e outras 4.284 estão em aprovação. Os projetos a serem contratados significam um investimento de R$ 63,8 milhões e aqueles que estão em análise somam mais R$ 379 milhões. 

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