Publicado em 3/18/2014 5:51:50 PM

Cohab inicia construção de 55 casas para reassentamento de famílias de áreas de risco

As unidades serão executadas com recursos do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS) e representam investimento de R$ 2 milhões

A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) iniciou a construção de 55 casas para atender famílias de áreas de risco que serão reassentadas. As moradias estão localizadas nos bairros do Cajuru, Uberaba e Guabirotuba e serão executadas com recursos do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS). O investimento nas obras será de R$ 2,044 milhões.

O FMHIS é um fundo que utiliza receitas geradas no próprio município e tem como principal fonte a arrecadação proveniente da aplicação do mecanismo do solo criado (quando as empresas construtoras pagam para acrescentar área construída ou pavimentos em seus empreendimentos).  O Fundo é gerenciado pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e tem a Cohab como agente operador.

Complementação de projetos – As casas, com 34 metros quadrados e dois quartos, irão atender famílias de quatro ocupações irregulares que ficam na mesma região das construções, as Vilas Savana, Lorena, Acrópole e Icaraí. Quando concluídas, as unidades servirão como complementação a projetos de urbanização e reassentamento que a Cohab já vinha desenvolvendo nas áreas, com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.

As unidades que atenderão famílias das Vilas Lorena, no Uberaba, e Savana, no Guabirotuba, serão construídas no próprio local. São ocupações que apresentavam um adensamento excessivo e, por este motivo, parte dos moradores das duas áreas foram incluídos há cerca de três anos numa operação de reassentamento para o conjunto Moradias Primavera. No total, foram transferidas das duas vilas 102 famílias.

A saída de parte dos moradores das Vilas Savana e Lorena irá permitir a urbanização das duas áreas, com obras de pavimentação e de implantação das redes de água e esgoto. A intervenção também inclui a substituição de moradias precárias, com a construção das novas casas com recursos do FMHIS. Serão 12 unidades na Vila Savana e mais 16 na Vila Lorena.

Também faz parte do mesmo contrato de obras financiadas pelo Fundo Municipal de Habitação a construção de mais quatro casas na área de reassentamento, o Moradias Primavera, no bairro do Guabirotuba. As unidades serão erguidas em área remanescente do loteamento e destinadas para a mesma clientela – famílias que estão em situação precárias nas Vilas Savana e Lorena.

As outras 23 casas que receberão recursos do FMHIS irão atender famílias das Vilas Acrópole, no Cajuru, e Icaraí, no Uberaba. O atendimento será feito nos conjuntos Moradias Irati, que terá mais 18 casas, Moradias União Ferroviária (quatro casas) e Moradias Munique (uma casa). Todos os três empreendimentos integram projetos que já estavam em andamento e sofreram descontinuidade nos últimos anos.

As unidades do Irati e do Munique – localizados no Cajuru – receberão moradores da margem do rio Atuba, da área conhecida como Vila Acrópole, que fica próxima aos dois empreendimentos.

Já as quatro casas do Moradias União Ferroviária serão entregues a famílias da Vila Icaraí, uma das ocupações que formam o aglomerado denominado bolsão Audi – União, no Uberaba. As unidades passarão a integrar o projeto do Moradias União Ferroviária, que tem um total de 469 casas e fica ao lado da Vila Icaraí. O conjunto, com 315 unidades já entregues, está sendo construído com recursos do PAC.

Expectativa – O cobrador de ônibus Paulo dos Santos, 52 e sua esposa, a doméstica Marcela da Cruz, 30, vivem há mais de uma década em uma casa de madeira na Vila Savana. A cada ventania mais forte, o casal e os seis filhos sentem medo de a casa vir abaixo. Bem em frente à precária moradia está o canteiro de obras, onde estão sendo erguidas as novas casas que abrigarão os moradores a serem transferidos.

A expectativa é grande. “Estamos em contagem regressiva para mudar de uma vez. São muitos anos de sofrimento, vivendo sem esgoto em meio à sujeira. Na casa nova a realidade vai ser outra. Depois de mudar já quero fazer mais dois quartos, para não misturar os meninos com as meninas”, diz Paulo, empolgado.

Não menos entusiasmado está o encarregado de serviços gerais Darci de Lima, 43 anos, morador da Vila Savana há 15. Ele, a esposa e os quatro filhos moram em uma antiga casa de madeira nos fundos de um beco. “Aqui vivemos todos empilhados uma família na outra, é bem complicado. Estamos ansiosos para que a obra termine, aí vamos levar uma vida diferente. Quero erguer o muro e aumentar uma peça. Na casa nova vamos ter mais dignidade”, encerra.
 

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