Publicado em 3/24/2014 3:35:05 PM

Futuros moradores visitam apartamentos em fase de acabamento no Santa Cândida

Residencial Imbuia vai atender famílias inscritas na Cohab com renda até R$1,6 mil

Próximos da realização de um sonho. Foi assim a sensação descrita pelos futuros moradores ao conhecerem os 64 apartamentos do Residencial Imbuia I, no Santa Cândida. A visita realizada na última sexta-feira (21) faz parte dos preparativos para a entrega das chaves. O empreendimento foi construído para atender famílias inscritas na fila da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) com renda até R$ 1,6 mil.

A visita foi acompanhada por técnicos da Cohab, que prestaram esclarecimentos e sanaram dúvidas dos presentes. “É uma excelente oportunidade para as famílias que estão na expectativa da casa própria. Na ocasião eles podem perceber a qualidade dos imóveis e já conseguem visualizar a distribuição das peças e o espaço que terão disponível no apartamento, além de conhecer a região que vão habitar”, explica o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues.

Antes de visitar o conjunto habitacional, os futuros moradores haviam participado de uma reunião a respeito do convívio coletivo. “A maior parte de nossa clientela vive em casas, então para preparar as famílias para um novo estilo de vida, a Cohab realiza o trabalho técnico social, do qual fazem parte as reuniões e a visita ao empreendimento”, completa Rodrigues.

O Residencial Imbuia, construído em parceria com a Caixa Econômica, faz parte de um complexo habitacional que vai atender 1.000 famílias com renda até R$ 1,6 mil. O conjunto, com um total de 560 unidades, será formado por 35 blocos com 16 apartamentos cada e estará ao lado de outro empreendimento, o Residencial Aroeira.

Com 440 unidades, o Aroeira, terá 30 casas adaptadas para pessoas com deficiência, 122 sobrados e mais 288 apartamentos distribuídos em 18 blocos. Para a execução de toda a obra estão sendo investidos R$ 54,8 milhões, recursos do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.

A destinação das unidades dois Residenciais foi distribuída entre os dois segmentos de público da chamada faixa 1 do programa MCMV – famílias inscritas na fila (Residencial Imbuia) e moradores de áreas de risco (Residencial Aroeira). No caso do Imbuia, a ocupação das unidades foi definida por sorteio, conforme preveem as normas do governo federal.

A visita às unidades do Residencial Imbuia vai incluir todos os 560 futuros moradores, que serão atendidos em grupos. Na sexta-feira foi a vez das famílias que vão ocupar os 64 apartamentos do Residencial Imbuia I participarem da visita. Na próxima sexta (28) visitarão o local os futuros moradores das 80 unidades do Imbuia II e no dia 02 de abril as famílias conhecerão os 112 apartamentos do Imbuia III.

Emoção -  Ao entrarem nos apartamentos, muitos demonstravam a emoção que estavam sentindo, como a empregada doméstica Sueli Rodrigues, 50 anos. Atualmente ela vive com os três filhos em uma casa alugada no Alto Boqueirão, onde paga R$ 250 mensais. “Amei o apartamento, é muito lindo! O acabamento é ótimo, o piso, as janelas, tudo. Já consigo até imaginar como vai ser. Não quero trazer nada velho. Com o dinheiro do aluguel que vou economizar quero comprar só móveis novos”, destaca.

O jovem casal João Vítor e Flaviane Velozo, ambos de 20 anos, estavam empolgados em já tão cedo realizarem o sonho de ter um imóvel próprio. No futuro lar poderão criar com mais tranquilidade o pequeno Juan, de dois meses. Hoje eles vivem de favor na casa da mãe de João Vítor. “Estamos muito felizes, o apartamento é bem bonito. Aqui vamos poder começar de verdade a nossa vida de casal. É até difícil de acreditar que estamos realizando este sonho”, afirma ele, que é frentista.


Moradia digna pode significar retomada da guarda dos filhos

A conquista da casa própria tem um significado diferente para a diarista Sheila Petersen, 38 anos. A mudança para o novo apartamento pode auxiliar na recuperação da guarda de seus seis filhos, que hoje vivem em abrigos da Prefeitura.

Há três anos ela teve que se separar dos filhos depois que uma decisão judicial determinou que ela não apresentava condições de cuidar das crianças. Além de viver em uma moradia precária em beira de rio, no bairro São Braz, Sheila tem histórico de dependência química e alcoolismo. “Com relação a isto já fiz tratamento e estou limpa. Preciso agora de uma nova moradia para poder lutar pela guarda dos meus filhos”, conta emocionada.

Ela própria concorda que o lugar em que vive não é adequado para as crianças, mas sonha em mudar de situação. “Viver aqui não é bom para ninguém, mas infelizmente eu não tive mais condições de pagar aluguel e acabei vindo parar aqui. Minha maior tristeza é estar longe deles, e foi por eles que eu fiz meu tratamento. Quero dar a volta por cima depois de mudar para o apartamento, para provar para a juíza que agora eu posso cuidar dos meus filhos”, encerra.
 

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