Publicado em 4/16/2014 6:22:10 PM

Famílias deixam situação precária e recebem casas novas no Guabirotuba

Moradores da Vila Savana foram transferidos para novas moradias construídas na própria vila

Mais sete famílias que viviam em condições insalubres foram atendidas pelo programa habitacional do município nesta quarta-feira (16). Os moradores habitavam casas precárias na vila Savana, no Guabirotuba, sem rede de esgoto nem energia elétrica e foram transferidos pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) para novas moradias construídas na própria vila.

A diarista Rosilete Maciel Rosa, 42 anos, mora no local há 12. Ela, o marido e os quatro filhos estavam vivendo em uma antiga casa de madeira nos fundos de um beco. “É muito sofrimento viver desse jeito, sem esgoto, sem luz. Quando chove vira um lamaçal, cai a luz toda hora, pois é tudo energia puxada. Sair daqui para uma casa boa vai ser como começar uma vida nova”, afirma.

A construção das moradias na Vila Savana faz parte de um pacote de obras que está sendo realizado pela Cohab com recursos do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS). O investimento de R$ 2 milhões vai custear a construção de 55 unidades – 12 na Vila Savana (incluídas as sete já entregues) e 16 na Vila Lorena, no Uberaba. As demais 27 serão erguidas no Moradias Primavera, no Guabirotuba, na Vila Acrópole, no Cajuru e Vila Icaraí, também no Uberaba.

As obras nas vilas Lorena e Savana são complementos de um projeto maior. As duas são ocupações irregulares onde as famílias viviam de maneira muito adensada, com as casas praticamente empilhadas umas nas outras. Em 2010, a Cohab reassentou parte dos moradores no Moradias Primavera. Ao todo, a transferência de 102 famílias possibilitou a demolição dos barracos e o desadensamento das duas áreas. A retirada dos moradores permitiu a implantação de redes de água e esgoto para as famílias que continuarão a viver ali.

A diarista Rosilete conta que o adensamento de moradias aliado aos “gatos” de energia elétrica já causaram incêndios no local. “Essas ligações de luz são um perigo. Já pegou fogo duas vezes e com as casas de madeira tão perto, o fogo espalha rápido. Agora tudo vai melhorar, vamos pagar pela luz e pela água e isso nunca mais vai faltar”.

O marido dela, o encarregado de serviços gerais Darci de Lima, 43 anos, já planeja melhorias para a nova casa. “Quero erguer o muro e aumentar uma peça. Chega de viver na sujeira. Na casa nova vamos ter mais dignidade”, afirma. Planos também não faltam para Rosilete. “Vou comprar móveis novos, porque daqui em diante posso ter a certeza de que a chuva não vai estragar tudo. Vai dar gosto deixar a casa sempre limpa”, comemora.

A dona de casa Francine dos Santos, 25 anos, mora desde os seis na vila Savana. “Minha casa de madeira está bem velha, cheio de frestas. É ruim porque eu tenho bebê pequeno e entra muito vento e friagem”, conta ela, que é mãe do pequeno Ryan, de sete meses. Ela, o marido e os dois filhos mudaram nesta quarta para a casa nova. “Nós estamos muito contentes, quem não estaria? Sair de uma situação horrível e poder dar mais conforto para os filhos é uma benção”, conclui.

 

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