Publicado em 4/30/2014 9:49:35 AM

Castração de cães chega à Vila Uberlândia, no Novo Mundo

Foram atendidos 30 animais de moradores da ocupação que faz parte de projeto da Cohab

A campanha municipal gratuita de castração de cães atendeu 30 animais na manhã desta terça-feira (29), na Vila Uberlândia – ocupação irregular que faz parte do projeto de urbanização da bacia do rio Formosa, coordenado pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). Os cães foram vacinados e receberam a implantação de um chip de identificação, etapa que antecede a cirurgia de castração. A meta da campanha, iniciada em junho de 2013, é esterilizar seis mil cães em toda a cidade.

Para cumprir o objetivo estão sendo investidos R$ 1,2 milhão, recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente. “A ideia é atender o público que não tem acesso a assistência veterinária. Estamos perto de ultrapassar o número de três mil cães vacinados e castrados”, afirma o zootecnista Edson Teixeira de Faria, da diretoria de pesquisa e conservação da fauna, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

A iniciativa está sendo direcionada para cães de famílias em situação de vulnerabilidade social cadastradas em programas da Fundação de Ação Social (FAS) e famílias residentes em áreas envolvidas em projetos da Cohab. A Vila Uberlândia, assim como as vilas Canaã, Leão, São José e Formosa fazem parte do projeto de urbanização da bacia do rio Formosa, que contempla ao todo 1.794 famílias.

Além de resolver o problema de moradia, a política habitacional do município agrega outras atividades para melhorar a qualidade de vida das famílias atendidas. Entre estas ações está a guarda responsável dos animais, já que em muitos casos, moradores de áreas de risco não tratam seus animais de estimação da maneira adequada, deixando-os soltos na rua e sem vacinação.

Na Vila Uberlândia a atividade contou com a participação da associação de moradores, que mobilizou as famílias interessadas em castrar seus cães. Uma equipe com médicas veterinárias residentes da Universidade Federal do Paraná implantou microchip nos 30 animais e aplicou a vacina múltipla, que combate oito diferentes doenças.

De acordo com Faria, apesar de ser realizada pela secretaria de Meio Ambiente, esta ação pode ser considerada de saúde pública. “O objetivo é evitar uma superpopulação de cães nas ruas, mas podemos considerar uma ação de saúde, pois os cães quando não vacinados podem transmitir estas doenças para o homem. A mais perigosa entre elas é a leptospirose, que pode levar até à morte”, afirma.

Para realizar a cirurgia de castração, o cão precisa estar com as vacinas em dia e em boas condições de saúde. Não pode estar muito magro e apático ou com alguma doença. Após o mínimo de 21 dias, as famílias podem levar os animais vacinados em uma das três clínicas conveniadas para fazer a operação.


Companheiros
A vira-lata Lile tem hoje três anos de idade. Ainda filhote, ela foi encontrada na rua dentro de uma caixa de sapatos. Quem achou foi o marido da dona de casa Ana Gonçalves, 37 anos, que nesta quarta-feira (29) levou a companheira para ser vacinada gratuitamente. “É muito importante castrar para evitar que dê cria. Do mesmo jeito que alguém deixou ela em uma caixa no meio da rua, eu não teria condições de cuidar de outro animal”, diz Ana.

A moradora da vila Uberlândia conta que muitos vizinhos têm animais, mas deixam soltos na rua. “A Lile fica solta, mas dentro do quintal. Quando está no cio é complicado, porque os cachorros que ficam na rua acabam entrando aqui em casa. Depois de castrada não vai ter mais este problema”, afirma.

A também dona de casa Leonice Justi, 49 anos, levou suas duas cadelas para vacinar e também quer castrá-las. Piti, de quatro anos e Preta, de dois, são a alegria da família. “A mais velha deu cria uma vez e não quero que aconteça de novo, por isso vou castrar as duas. Ótima esta ação da Prefeitura porque se fosse para pagar por conta não teria jeito de vacinar muito menos de castrar”, destaca.

Aline de Fátima, 21 anos, não quer que nenhuma de suas três cadelas pegue doenças, por isto decidiu levá-las para vacinar. A Ursa, a Babalu e a Nina serão todas castradas. “É o melhor a se fazer. Não tenho como ficar com mais animais e assim elas também ficam protegidas de doenças”, conclui.

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