Publicado em 6/12/2014 11:11:04 AM

Sorteio define ocupação de 152 moradias no Santa Cândida

Entre as unidades do Residencial Aroeira, 30 são casas adaptadas para pessoas com deficiência

Descer e subir escadas com a filha cadeirante fará parte do passado da dona de casa Maria Ivanir Hortemayer, 62 anos. Ela irá morar no Residencial Aroeira, em uma das casas adaptadas a serem entregues pelo programa habitacional do município no bairro Santa Cândida.

Nesta quarta-feira (11), Maria Ivanir e outras 151 famílias participaram do sorteio de unidades, que definiu a ocupação de casas e sobrados do Residencial Aroeira, empreendimento construído com recursos do programa Minha Casa, Minha Vida para atender moradores que serão retiradas de áreas de risco e também famílias de pessoas com deficiência inscritas na fila da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) com renda até R$ 1,6 mil.

O conjunto faz parte de um grande complexo habitacional formado pelos residenciais Aroeira e Imbuia, que além das 152 casas e sobrados contam com outros 848 apartamentos, totalizando mil moradias. Destas, 440 foram destinadas para famílias que serão reassentadas de ocupações irregulares e 560 para inscritos na fila. Respeitando a reserva de 3% das unidades para pessoas com deficiência, entre as mil moradias, 30 são casas adaptadas a este público.

Entre as 440 famílias que serão transferidas de áreas de risco, o serviço social da companhia detectou a existência de quatro casos de pessoas usuárias de cadeira de rodas. Por isso, a ocupação das outras 26 casas adaptadas foi definida em um sorteio público, realizado em junho de 2013, do qual participaram inscritos na fila da Cohab que possuem pessoa com deficiência na família.

Com os nomes de todos os contemplados conhecidos há um ano, restava definir qual família irá ocupar cada unidade. Para isto aconteceu um novo sorteio, na sede da Cohab, nesta quarta-feira (11). As famílias que sairão de áreas de risco puderam optar por manter os vínculos de vizinhança.

Casas adaptadas
A vida da dona de casa Maria Ivanir Hortemayer será bastante facilitada após a mudança de sua família para o Residencial Aroeira. Ela cuida da filha Silvana, 29 anos, que sofre de uma paralisia que lhe impede a locomoção sozinha. Maria lhe dá banho, ajuda a ir ao banheiro e a se vestir. Atualmente elas vivem em uma casa alugada na Vila Oficinas, onde pagam R$ 500 mensais. E o pior, o acesso à moradia tem três degraus – um obstáculo que precisa ser vencido toda vez que saem de casa.

“É muito difícil, já tenho uma certa idade, estou com as costas machucadas de erguer a cadeira de rodas para entrar e sair de casa. É uma alegria muito grande saber que este sofrimento vai ficar no passado”, diz ela.
As 30 casas adaptadas contam com rampa de acesso, portas mais largas, espaço interno do banheiro maior, barras de apoio no vaso sanitário e próximas ao chuveiro, pia adaptada sem coluna, para permitir maior independência aos usuários de cadeira de rodas.

Longe de enchentes
Alice Carvalho, 18 anos, vai poder criar a pequena Maria Eduarda, de quatro meses, com maior tranquilidade e longe do risco de alagamentos, como o que enfrentou no último final de semana, na vila José Bagio, na área de abrangência da bacia do rio Barigui. “Alagou tudo, entrou água dentro de casa. Desta vez, por sorte, deu tempo de erguer as coisas e conseguimos não perder nada”, afirma.

Ela e o marido vivem há quatro anos em uma moradia precária na beira de um córrego. No sobrado novo pretendem recomeçar a vida. “Estamos bem contentes em ir para um lugar melhor. Minha filha não vai passar o sofrimento que passamos e isso me deixa aliviada. Daqui para frente é vida nova”, comemora.

Vistoria
Após o sorteio, cada família agendou individualmente a data e horário para a vistoria dos imóveis. Acompanhados de técnicos da Caixa Econômica Federal, os futuros moradores vão vistoriar as condições das casas e sobrados, para em seguida assinar os contratos de financiamento com a Caixa e posteriormente receber as chaves.

O dois conjuntos somados totalizam investimentos de R$ 54,8 milhões, recursos do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal. De acordo com as normas do programa, as famílias atendidas vão pagar prestações equivalentes a 5% da renda, com um valor máximo que não pode ultrapassar R$ 80. Após o prazo de 10 anos o imóvel estará quitado por um valor de R$ 9,6 mil.

« voltar
 

Rua Barão do Rio Branco, 45 - Centro - Curitiba - PR | CEP: 80010-180 | Fone: 0800-413233 - (41) 3221-8100

Desenvolvido por GPA'prospera