Publicado em 7/17/2014 11:31:10 AM

Cohab inicia reassentamento de 288 famílias para o Residencial Aroeira

A operação de transferência conta com apoio da área social da Companhia

A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) iniciou esta semana o reassentamento de 288 famílias de 23 diferentes áreas de ocupação irregular. A transferência está sendo feita para sobrados e apartamentos dos Residenciais Aroeira IV, V e VI, construídos com recursos do programa Minha Casa, Minha Vida, no bairro Santa Cândida.

Os empreendimentos já haviam sido liberados às famílias no início do mês, em solenidade que teve também a entrega dos Residenciais Imbuia II e III, que   são vizinhos aos Aroeiras e estavam destinados  a candidatos inscritos na  fila da Cohab.

No entanto, quando se trata de reassentamento, como nos Residenciais Aroeira IV, V e VI, a ocupação dos imóveis é coordenada pela área social da Cohab, com agendamento das mudanças. A Companhia oferece apoio de transporte e mão de obra para ajudar as famílias.

A operação de reassentamento para os Residenciais Aroeira foi iniciada na terça-feira e a previsão é que a transferência das 288 famílias se estenda até o início do próximo mês. Em média, estão sendo transferidas 12 famílias por dia.

Durante a mudança, uma equipe de técnicos da área de obras da Cohab acompanha a operação. Eles são encarregados de acompanhar demolição das casas nas áreas irregulares. “Sem esse cuidado, haveria o risco de uma nova invasão e a tendência seria eternizar o problema da ocupação indevida”, explica o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues.

Vida nova – Rafaela Simões de Oliveira foi uma das primeiras a levar sua mudança para o Aroeira. Ela está morando num condomínio de 144 apartamentos, com o marido Iomar e o filho Kayck. Rafaela nasceu e sempre viveu na Vila Hakim, uma ocupação irregular no bairro São João. Trata-se de área de topografia acidentada, que tem três tipos de impedimento para uso habitacional: área de proteção ambiental (fundo de vale), proximidade de linha de alta tensão e ainda diretriz de rua que alcança um grande número de casas.

A ocupação da Vila Hakim se formou em terreno que pertencia a uma imobiliária e havia sido entregue ao município como pagamento de impostos atrasados. Os primeiros moradores relatam ter chegado ao local há mais de 20 anos. Esse é o caso da família de Rafaela. Ela morava em um mesmo terreno com a sogra e mais dois cunhados com esposas e filhos.

As casas haviam sido construídas lado a lado, o que restringia a privacidade de cada família. Por isso, depois de passar a primeira noite no apartamento, ela estava satisfeita. O filho ganhou um quarto só para ele e ela conta que pode sentir o gosto de não dividir mais a parede de madeira com seus vizinhos. Outro fator de alívio está relacionado à segurança do imóvel novo. Na ocupação, ela estava muito próxima ao córrego que corta a Vila e o assoalho estava cheio de buracos. “Aqui, é outra coisa. Estou iniciando uma vida nova”, falou.

No total, 35 famílias sairão da Vila Hakim. Só nos dois primeiros dias de reassentamento, foram transferidas 29 famílias. A movimentação de caminhões de mudança mudou a rotina dos moradores. Alguns, como Fábio Roth acabaram se envolvendo nos preparativos, para ajudar os vizinhos. Ele deve mudar para um dos apartamentos do Residencial Aroeira IV nas próximas etapas, mas na quarta-feira (16) deu uma mão na mudança da vizinha, Letícia Barbosa do Nascimento, que morava nos fundos da sua casa na Vila Hakim.

Fabio auxiliou na desmontagem e, depois, montagem dos móveis, e aproveitou a ida até o Aroeira para fazer, junto com a esposa Nice, a vistoria do apartamento onde vão morar em breve. Eles têm um filho de sete anos e vão morar próximo à mãe dela, com quem hoje dividem a casa na Vila Hakim. Antes de serem alcançados pelo reassentamento, eles haviam tentado comprar um imóvel no mercado, mas não tiveram sorte, em razão da exigência de renda. “A casa própria era nosso grande sonho”, disse ele.

Renda – Os Residenciais Aroeira são um conjunto de seis condomínios de sobrados e apartamentos, vizinhos a outros cinco condomínios de apartamentos dos Residenciais Imbuia. Juntos, têm um total de 1.000 unidades, das quais 480 foram entregues este mês e outras 520 serão liberadas às famílias nos próximos 30 dias.

Os dois empreendimentos, Aroeira e Imbuia, foram construídos com recursos do Minha Casa, Minha Vida e estão inseridos na chamada faixa 1 do programa, que atende famílias com renda de até R$ 1.600 mensais. As unidades do Aroeira foram destinadas para reassentamento de famílias em situação de risco e o Imbuia foi direcionado para atendimento aos inscritos na fila da Cohab.

No Aroeira, além da Vila Hakim, estão sendo atendidas famílias das Vilas Santos Andrade, Paraíso, Higienópolis I, II e III, Bom Jesus, Parolin, São Francisco, Dom Pedro II, Ulisses Guimarães, José Baggio, Bom Menino, Parque Náutico, Califórnia, Eldorado, Sandra, Eleonora Gracia, Joanita, São Carlos, Morro da Esperança, Autódromo e Vila Nova.

Tanto as famílias reassentadas quanto as inscritas na fila irão pagar prestações entre R$ 25 e R$ 80 por mês, pelo prazo de 10 anos. Após este período, os imóveis serão quitados, mas durante este tempo elas não poderão vender ou alugar a unidade, sob pena de anulação do contrato e perda do subsídio. Elas também não poderão mais ser atendidas por outro programa federal de habitação, restrição que vale não apenas para Curitiba, mas para todo o território nacional.

Cada unidade tem um custo de R$ 55 mil, mas as famílias só pagarão o equivalente a R$ 9,6 mil.
 

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