Publicado em 8/29/2014 3:15:17 PM

Aldeia indígena de Curitiba recebe visita do campeão da Stock Car

Apesar de já estarem acostumados com o ambiente urbano, conhecer de perto um carro da Stock Car foi surpreendente para os moradores de Kakané Porã

O atual campeão da categoria automobilistica Stock Car, Ricardo Maurício, levou o carro de competição para expor na aldeia urbana Kakané Porã, construída pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) para 35 famílias de três diferentes tribos indígenas. Os índios da primeira aldeia urbana do sul do Brasil puderam conhecerem de perto a máquina que estará na pista neste fim de semana para a disputa da sétima etapa da competição.

O cacique Carlos Luis dos Santos aprovou a iniciativa. "É muito importante uma ação como esta, para nosso povo, principalmente as crianças, conhecerem coisas diferentes e também porque dá mais visibilidade para a aldeia e movimenta a comunidade", afirma.
 
São quatro famílias de guaranis, quatro de xetás e 27 de caingangues que antes de serem transferidos pela Cohab, em 2008, viviam de forma precária no Parque Cambuí, próximo a São José dos Pinhais. As 35 casas foram construídas dispostas em círculo, sem muros e com uma oca de madeira na praça central, onde são ministrados cursos da língua caingangue para as crianças da comunidade, além de outas atividades coletivas.
 
Ricardo Maurício conta que sua equipe, a Eurofarma-RC, costuma realizar este tipo de ação nas cidades que recebem as provas da Stock Car. "É um prazer divulgar a categoria em comunidades que não tem contato com o automobilismo, mostrar o carro, ver a empolgação das pessoas. Esta troca de experiências é muito positiva e motiva bastante antes de uma corrida", diz Maurício.
 
Apesar de já estarem acostumados com o ambiente urbano, conhecer de perto um carro da Stock Car foi surpreendente para os moradores de Kakané Porã. As crianças puderam entrar no carro e se imaginaram pilotando a máquina. "Este encontro do artesanato com a tecnologia está sendo inesquecível", disse o piloto, que aos 35 anos de idade nunca tinha conhecido uma tribo indígena.
 
Ali, os moradores plantam parte do alimento que consomem, como chuchu, feijão, cana de açúcar e abóbora e mantém a tradição do artesanato para auxiliar no sustento das famílias. Entre os jovens, vários estão inseridos no mercado profissional como pedreiros, metalúrgicos, motoristas, entre outras profissões.
 
"Nossa aldeia está aberta para trocar experiências com outras comunidades. Todos aqui são bem-vindos, nós queremos fortalecer a integração da tribo com os moradores vizinhos ou qualquer outro grupo que queira vir nos conhecer", finaliza o cacique.

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